Por que o ouro voltou a ser a principal escolha de refúgio
Houve um tempo em que o ouro não era apenas uma mercadoria, mas também a própria moeda. Desde a Roma antiga até aos Estados Unidos do século XIX, o ouro era a base das trocas comerciais. Com o passar dos tempos, os países gradualmente adotaram o sistema de moeda fiduciária, inicialmente apoiada pelo ouro, até que, no final do século XX, o sistema de moeda puramente fiduciária substituiu definitivamente o lastro em metais preciosos. Mesmo na era das moedas fiduciárias, testemunhámos várias reformas monetárias — em 2002, a Alemanha abandonou o marco, e o euro tornou-se a nova unidade de liquidação.
Entrando em 2024, a incerteza na economia global aumenta, a pressão inflacionária persiste, e os investidores recorrem ao ouro para proteger seus ativos e buscar retornos. Este fenômeno não é uma coincidência: ao longo de 2024, o preço do ouro disparou de cerca de 2000 dólares/onça para 2600 dólares/onça, um aumento de quase 30%. Os principais fatores por trás disso incluem a elevada dívida global, a inflação contínua, o aumento das tensões geopolíticas e a congelamento de ativos por parte de vários países.