Se não conseguem hackear, entram na sua casa com uma arma! Aumento súbito de roubos violentos offline a pequenos investidores em criptomoedas

À medida que os preços das criptomoedas sobem, e considerando que as transações em blockchain, uma vez transferidas, são difíceis de reverter, uma nova modalidade de crime está surgindo globalmente. Os criminosos não se limitam mais a hackear contas online, mas direcionam-se diretamente aos próprios investidores, utilizando invasões domésticas, ameaças com armas de fogo e até sequestros, forçando-os a desbloquear seus telefones e carteiras para realizar transferências no local. Estatísticas mostram que, desde 2020, já foram registrados mais de 215 casos de ataques físicos a criptomoedas em todo o mundo, e o número de casos em 2025 quase dobrou em relação ao ano anterior. As vítimas também não se restringem mais a altos executivos do setor ou a grupos ostentando riqueza, mas cada vez mais a investidores pequenos e médios, com aparência comum e patrimônio relativamente modesto, que possuem uma quantidade significativa de ativos em criptomoedas.

De hackers remotos a violência offline, investidores de menor valor também são mais facilmente alvo

Um exemplo na reportagem é a aposentada Julia (, nome fictício ), uma investidora na Flórida. Em 2021, ela foi vítima de um ataque de troca de SIM, tendo quase 90% de seus ativos em criptomoedas transferidos em poucos minutos, quase esgotando toda a sua poupança de vida. Este incidente era um típico crime de hackers remotos, mas, após melhorias na segurança de operadoras de telecomunicações e plataformas de negociação, as táticas criminosas também evoluíram.

Na madrugada de 2022, Julia voltou a ser alvo. Três criminosos quebraram uma janela e invadiram sua casa, usando armas de fogo para ameaçá-la e exigir as senhas do telefone e da carteira, ameaçando matá-la se não cooperasse. Os criminosos haviam feito uma inspeção prévia, sabendo que a moradora era idosa, com mobilidade reduzida, e que os vizinhos dificilmente ouviriam seus gritos por socorro. O caso foi frustrado quando o alarme residencial foi acionado, mas revelou uma realidade:

「Quando as contas se tornam difíceis de hackear, o próprio investidor torna-se a brecha mais direta.」

( Nota: Ataques de troca de SIM envolvem os hackers se passando pela vítima para solicitar à operadora de telecomunicações a transferência do número de telefone da vítima para um SIM controlado pelo criminoso. Uma vez transferido, eles podem interceptar códigos de verificação por SMS e assumir o controle da conta, causando perdas financeiras significativas ao investidor. )

Direcionar-se a investidores sem sistemas de segurança doméstica, roubar diretamente se não for possível hackear

Dados de investigações indicam que essas equipes criminosas geralmente têm divisão de tarefas bem definida, com técnicos usando dados vazados e registros de transações para selecionar alvos, enquanto um grupo móvel realiza invasões físicas às residências. Os criminosos preferem especialmente os chamados “investidores reais”, ou seja, aqueles que possuem criptomoedas em suas contas, mas cujo valor não é suficiente para contratar segurança privada, morar em mansões ou ter sistemas de proteção avançados, geralmente pertencentes à classe média ou aposentados.

Em 2023, um casal de aposentados professores na Carolina do Norte foi vítima de invasão por falsos funcionários de serviços públicos, sendo agredidos, ameaçados de mutilação e forçados a acessar suas contas em plataformas de negociação, tendo mais de 150 mil dólares em criptomoedas transferidos em pouco tempo. A polícia posteriormente afirmou que os criminosos escolhem essas famílias porque “têm ativos, mas proteção relativamente fraca”.

Lacunas no sistema ainda existem, e o risco para investidores pequenos é difícil de suportar

A reportagem também aponta que a compensação para algumas vítimas depende de assinarem planos de proteção pagos oferecidos pelas plataformas de negociação, mas esses planos não funcionam como seguros tradicionais e muitas vezes não cobrem explicitamente “autorização de transferências sob ameaça de violência”. A decisão de indenizar costuma ser avaliada caso a caso.

Ao mesmo tempo, há debates internos na indústria de criptomoedas sobre a implementação do sistema de identificação real (KYC). Um lado argumenta que a coleta massiva de dados pessoais aumenta a vulnerabilidade dos investidores, enquanto o outro afirma que essas informações ajudam as autoridades a rastrear criminosos em diversos casos. Independentemente da posição, a situação atual mostra que o risco recai principalmente sobre o próprio investidor, especialmente aqueles com patrimônio menor, mas que ainda assim se tornam alvos potenciais.

Possuir ativos em criptomoedas pode, por si só, tornar-se uma marca de risco

Por fim, a reportagem destaca que, à medida que mais pessoas comuns passam a ver as criptomoedas como instrumentos de investimento semelhantes a ações ou fundos, esses casos de “forçar transferências por violência offline” deixam de ser exceções extremas e se tornam um padrão de crime em expansão.

Para muitos investidores pequenos ou médios em criptomoedas, o risco não vem apenas da volatilidade de preços ou de uma crise de mercado, mas também do momento em que se é considerado “possuir moedas”, quando a segurança pessoal começa a ser ameaçada de forma concreta.

Este artigo foi originalmente publicado no Chain News ABMedia.

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