Morgan Stanley busca autorização para custodiar criptoativos em novo passo estratégico

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A Morgan Stanley, líder do sistema financeiro tradicional, formalizou um requerimento ao Escritório do Controlador da Moeda (OCC) para obter uma carta bancária que lhe permita servir como guardiã de criptoativos. A solicitação, que visa estabelecer uma entidade chamada Morgan Stanley Digital Trust, marca um momento significativo na integração da Wall Street aos mercados digitais.

Trajetória acelerada: da exposição ao gerenciamento completo de criptoativos

A instituição de 158 anos não chegou ao segmento de forma abrupta. Desde 2021, vinha oferecendo aos seus clientes de alta renda exposição ao Bitcoin através de estruturas de fundos, como aquelas desenvolvidas em parceria com a Galaxy Digital. O CEO Ted Pick sinalizou em 2025 que o banco estava em diálogo ativo com reguladores para identificar caminhos seguros de oferecimento de criptoativos.

A intensificação do envolvimento aconteceu quando Morgan Stanley iniciou colaboração com a Zerohash, empresa especializada em infraestrutura de stablecoin, possibilitando que seus clientes negociassem Bitcoin, Ethereum e Solana através da plataforma de corretagem digital. Mais recentemente, em fevereiro de 2026, o banco apresentou candidatura para lançar seus próprios fundos negociados em bolsa (ETFs) focados em Bitcoin e Ethereum.

O valor estratégico de uma licença bancária para criptoativos

A aprovação de cartas bancárias para empresas envolvidas com criptoativos representa mais do que permissão formal: oferece segurança regulatória e permissão legal para executar funções tradicionais do setor bancário. Grandes exchanges como Coinbase e empresas apoiadas pelo setor político atual, como World Liberty Financial, já submeteram pedidos similares ao regulador. A OCC concedeu aprovação condicional a competidores como Crypto.com, Ripple, Circle e BitGo.

Essa autorização permitiria que qualquer instituição—desde exchanges tradicionais de cripto até gigantes da finança clássica—operassem com a segurança legal e a capacidade de movimentar ativos digitais na mesma estrutura que operações bancárias convencionais. O requerimento da Morgan Stanley demonstra que Wall Street não apenas observa a revolução dos ativos digitais, mas busca participar ativamente de sua formalização regulatória e operacional.

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