Preços do Café Robusta e Arábica caem devido às Perspectivas Favoráveis do Tempo no Brasil

Futuros de café robusta sofreram uma forte venda na terça-feira, com o robusta de março na ICE fechando em baixa de 219 pontos (-5,44%), enquanto o café arábica também caiu, recuando 16,15 centavos (-4,85%) para atingir uma mínima de 5,5 meses. A queda estende uma tendência de baixa de uma semana, com o robusta atingindo uma mínima de 6 semanas à medida que o sentimento do mercado se torna claramente pessimista. Segundo a análise de commodities da barchart, essa queda reflete uma confiança crescente na oferta global de café e uma redução nas preocupações com a produção — uma mudança significativa em relação à escassez que caracterizou os últimos anos.

Chuva no Brasil Alivia Preocupações com a Seca

O principal fator por trás do colapso dos preços é o alívio das chuvas na principal região produtora de café do Brasil. A Somar Meteorologia informou que Minas Gerais, responsável pela maior parte da produção de arábica do Brasil, recebeu 69,8 mm de chuva durante a semana que terminou no final de janeiro — 117% da média histórica. Essa precipitação acima do normal efetivamente aliviou as preocupações com o estresse das plantações e danos às colheitas, pressionando os preços para baixo. Os padrões climáticos brasileiros são críticos para o abastecimento global de café, e a melhora nas condições de umidade sinaliza perspectivas de produção robusta para o ciclo de safra de 2025.

Surto de Robusta no Vietname e Impulso às Exportações

A posição do Vietname como o maior produtor mundial de robusta continua a pressionar os preços do café robusta por meio de volumes de exportação agressivos e previsões de aumento na produção. No início de janeiro, o Escritório Nacional de Estatísticas do Vietname informou que as exportações de café de 2025 aumentaram 17,5% em relação ao ano anterior, atingindo 1,58 milhão de toneladas métricas, inundando os mercados com oferta de robusta disponível. Mais preocupante para os apoiadores dos preços, a Associação de Café e Cacau do Vietname indicou que a produção de 2025/26 pode subir 6% em relação ao ano anterior, atingindo 1,76 milhão de toneladas métricas (29,4 milhões de sacos), potencialmente marcando um recorde de produção em 4 anos, se o clima permanecer favorável. Essas projeções reforçam como o robusta vietnamita continua a inundar os canais de exportação.

Estoques e Dinâmica de Oferta Global

Embora os estoques de café arábica monitorados pela ICE tenham caído para um mínimo de 1,75 anos, de 396.513 sacos, em meados de novembro, eles se recuperaram para 461.829 sacos no início de janeiro — um pico de 3,25 meses que enfraquece o suporte aos preços. Da mesma forma, os estoques de robusta caíram para um mínimo de 13 meses antes de se recuperarem para 4.662 lotes nas últimas semanas. A recuperação dos estoques, combinada com um otimismo de oferta futura, tem se tornado cada vez mais negativa para os preços de ambas as variedades de café.

Fraqueza nas Exportações Brasileiras Oferece Apoio Limitado

Um contraponto à narrativa de baixa vem dos dados de exportação de café do Brasil. A Cecafe informou que as exportações de café verde de dezembro caíram 18,4%, para 2,86 milhões de sacos, com as exportações de robusta despencando 61% em relação ao ano anterior, para apenas 222.147 sacos. Embora isso sugira uma oferta mais apertada de curto prazo do maior produtor mundial, não conseguiu compensar as expectativas de recuperação da produção global e o impulso do robusta vietnamita.

Perspectiva de Produção Global Aponta para Estoques Recordes

A projeção semestral do Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA (FAS), divulgada em meados de dezembro, reforçou o cenário de baixa para ambos os tipos de café. A FAS prevê que a produção global de café em 2025/26 atingirá um recorde de 178,848 milhões de sacos, um aumento de 2,0% em relação ao ano anterior, impulsionada por um aumento de 10,9% na produção de robusta, para 83,333 milhões de sacos. Notavelmente, a produção de arábica enfrenta obstáculos, devendo cair 4,7%, para 95,515 milhões de sacos, mas o aumento do robusta compensa essa queda. A produção de Brasil em 2025/26 deve diminuir 3,1%, para 63 milhões de sacos, enquanto a produção do Vietname deve subir 6,2% em relação ao ano anterior, atingindo 30,8 milhões de sacos — um máximo de 4 anos. Com as reservas finais globais previstas para cair apenas modestamente, em 5,4% em relação aos níveis de 2024/25, o cenário fundamental permanece favorável à pressão de baixa sobre os preços.

A confluência de condições climáticas favoráveis no Brasil, expansão da capacidade de robusta no Vietname, recuperação dos estoques e projeções recordes de produção global sugere que o ambiente de curto prazo para os preços do café permanece desafiador, mesmo enquanto os traders monitoram padrões climáticos emergentes e fluxos de exportação.

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