Masayoshi Son, o fundador da SoftBank, construiu sua reputação com base em decisões corajosas. Hoje, todo o seu esforço está direcionado para uma única direção: a inteligência artificial superinteligente que, segundo sua visão, remodelará não apenas a SoftBank, mas todo o panorama tecnológico mundial nos próximos dez anos.
A jornada de Masayoshi Son: de uma startup chinesa desconhecida à fronteira da IA
Em 2000, Masayoshi Son fez uma escolha que muitos consideraram arriscada: investir 20 milhões de dólares na Alibaba, então uma pequena startup chinesa pouco conhecida. Essa aposta revelou-se uma das operações mais lucrativas da história da tecnologia, gerando bilhões para a SoftBank. Hoje, Son pretende replicar essa visão estratégica, só que o palco é a inteligência artificial.
O interesse de Masayoshi Son pelo tema da singularidade – o momento em que as máquinas superarão a mente humana – não é uma tendência passageira. Alok Sama, que ocupou o cargo de chefe de finanças na SoftBank, lembra-se de conversas nos anos em que Son abordava o tema com intensidade e seriedade, muito antes de se tornar um assunto mainstream. “Ele refletia sobre isso enquanto poucos outros no setor se preocupavam,” conta Sama.
A arquitetura estratégica: do chip ao cloud até à robótica
A estratégia da SoftBank sob a liderança de Masayoshi Son abrange toda a pilha tecnológica da inteligência artificial. Em 2016, o gigante japonês adquiriu a Arm, o designer de chips britânico, por 32 mil milhões de dólares – uma jogada que na época pareceu ousada. Hoje, essa aquisição é avaliada em mais de quatro vezes o preço inicial, e a tecnologia da Arm alimenta não só smartphones globais, mas também data centers de IA construídos por colossos como a Nvidia.
As ações da SoftBank intensificaram-se nos últimos anos. Em 2026, a empresa confirmou planos de investir até 32,7 mil milhões de dólares na OpenAI, criadora do ChatGPT, e concordou com a aquisição da Ampere Computing, fabricante de chips americano, por 6,5 mil milhões de dólares. Paralelamente, adquiriu uma fábrica da Foxconn em Ohio por 375 milhões de dólares, uma jogada estratégica para acelerar o data center Stargate AI.
O sonho dos “computadores cerebrais” e o robot Pepper
A visão de longo prazo de Masayoshi Son remonta a mais de uma década atrás. Em 2010, revelou a “Visão para os próximos 30 anos” da SoftBank, que incluía conceitos vanguardistas como os “computadores cerebrais” – sistemas capazes de aprender e adaptar-se sem intervenção humana direta. Poucos anos depois, em 2014, o robot humanoide Pepper representou uma tentativa tangível de concretizar essa visão, embora o projeto não tenha atingido o sucesso comercial esperado.
Para Masayoshi Son, o fracasso do Pepper não significou abandonar o conceito, mas sim olhar numa direção diferente, aprendendo que a inteligência artificial e a robótica requeriam uma maturação tecnológica mais profunda.
As lições dos fracassos do Vision Fund: o caso dos veículos autónomos
Há cerca de oito anos, Masayoshi Son criou o Vision Fund com uma arrecadação de 100 mil milhões de dólares para financiar seus ambiciosos investimentos tecnológicos. As primeiras apostas incluíam Uber, Didi e WeWork – empresas que prometiam crescimento exponencial mas tinham dificuldades em alcançar a rentabilidade. Uma análise posterior revelou que algumas dessas decisões basearam-se na convicção de Son de que os veículos autónomos liderariam a primeira onda revolucionária de inteligência artificial. No entanto, a tecnologia evoluiu mais lentamente do que o previsto, e a Uber desfez sua divisão de condução autónoma para focar-se em outros segmentos.
Até 2022, após perdas significativas, a SoftBank adotou uma postura mais cautelosa, retirando-se de alguns projetos ambiciosos. Essa atitude resultou na perda de oportunidades precoces com alguns atores emergentes no setor de IA. Contudo, o Vision Fund hoje possui um portefólio considerável de empresas lideradas por inteligência artificial.
O mercado de IA: uma corrida global com novos desafios
A aceleração rumo a uma inteligência artificial cada vez mais sofisticada é intensa, com empresas americanas e chinesas competindo ferozmente pelo domínio. As dinâmicas de mercado, no entanto, permanecem imprevisíveis. Em 2025, a empresa chinesa DeepSeek surpreendeu os mercados ao desenvolver um modelo de raciocínio com custos inferiores aos rivais americanos, desafiando o pressuposto consolidado sobre a liderança tecnológica.
Segundo Dan Baker, da Morningstar, os analistas alertam que a imaturidade relativa do setor significa que os atuais líderes podem não manter a predominância nas próximas décadas. “Inesperados concorrentes podem ainda surgir do nada,” observa Baker. A SoftBank, no entanto, permanece convencida de que sua visão estratégica de longo prazo e a confiança de Masayoshi Son na inteligência artificial como ciclo decenal lhe permitirão manter-se na posição de protagonista nesta transformação global.
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Masayoshi Son aposta no futuro da inteligência artificial para redefinir a SoftBank nas próximas décadas
Masayoshi Son, o fundador da SoftBank, construiu sua reputação com base em decisões corajosas. Hoje, todo o seu esforço está direcionado para uma única direção: a inteligência artificial superinteligente que, segundo sua visão, remodelará não apenas a SoftBank, mas todo o panorama tecnológico mundial nos próximos dez anos.
A jornada de Masayoshi Son: de uma startup chinesa desconhecida à fronteira da IA
Em 2000, Masayoshi Son fez uma escolha que muitos consideraram arriscada: investir 20 milhões de dólares na Alibaba, então uma pequena startup chinesa pouco conhecida. Essa aposta revelou-se uma das operações mais lucrativas da história da tecnologia, gerando bilhões para a SoftBank. Hoje, Son pretende replicar essa visão estratégica, só que o palco é a inteligência artificial.
O interesse de Masayoshi Son pelo tema da singularidade – o momento em que as máquinas superarão a mente humana – não é uma tendência passageira. Alok Sama, que ocupou o cargo de chefe de finanças na SoftBank, lembra-se de conversas nos anos em que Son abordava o tema com intensidade e seriedade, muito antes de se tornar um assunto mainstream. “Ele refletia sobre isso enquanto poucos outros no setor se preocupavam,” conta Sama.
A arquitetura estratégica: do chip ao cloud até à robótica
A estratégia da SoftBank sob a liderança de Masayoshi Son abrange toda a pilha tecnológica da inteligência artificial. Em 2016, o gigante japonês adquiriu a Arm, o designer de chips britânico, por 32 mil milhões de dólares – uma jogada que na época pareceu ousada. Hoje, essa aquisição é avaliada em mais de quatro vezes o preço inicial, e a tecnologia da Arm alimenta não só smartphones globais, mas também data centers de IA construídos por colossos como a Nvidia.
As ações da SoftBank intensificaram-se nos últimos anos. Em 2026, a empresa confirmou planos de investir até 32,7 mil milhões de dólares na OpenAI, criadora do ChatGPT, e concordou com a aquisição da Ampere Computing, fabricante de chips americano, por 6,5 mil milhões de dólares. Paralelamente, adquiriu uma fábrica da Foxconn em Ohio por 375 milhões de dólares, uma jogada estratégica para acelerar o data center Stargate AI.
O sonho dos “computadores cerebrais” e o robot Pepper
A visão de longo prazo de Masayoshi Son remonta a mais de uma década atrás. Em 2010, revelou a “Visão para os próximos 30 anos” da SoftBank, que incluía conceitos vanguardistas como os “computadores cerebrais” – sistemas capazes de aprender e adaptar-se sem intervenção humana direta. Poucos anos depois, em 2014, o robot humanoide Pepper representou uma tentativa tangível de concretizar essa visão, embora o projeto não tenha atingido o sucesso comercial esperado.
Para Masayoshi Son, o fracasso do Pepper não significou abandonar o conceito, mas sim olhar numa direção diferente, aprendendo que a inteligência artificial e a robótica requeriam uma maturação tecnológica mais profunda.
As lições dos fracassos do Vision Fund: o caso dos veículos autónomos
Há cerca de oito anos, Masayoshi Son criou o Vision Fund com uma arrecadação de 100 mil milhões de dólares para financiar seus ambiciosos investimentos tecnológicos. As primeiras apostas incluíam Uber, Didi e WeWork – empresas que prometiam crescimento exponencial mas tinham dificuldades em alcançar a rentabilidade. Uma análise posterior revelou que algumas dessas decisões basearam-se na convicção de Son de que os veículos autónomos liderariam a primeira onda revolucionária de inteligência artificial. No entanto, a tecnologia evoluiu mais lentamente do que o previsto, e a Uber desfez sua divisão de condução autónoma para focar-se em outros segmentos.
Até 2022, após perdas significativas, a SoftBank adotou uma postura mais cautelosa, retirando-se de alguns projetos ambiciosos. Essa atitude resultou na perda de oportunidades precoces com alguns atores emergentes no setor de IA. Contudo, o Vision Fund hoje possui um portefólio considerável de empresas lideradas por inteligência artificial.
O mercado de IA: uma corrida global com novos desafios
A aceleração rumo a uma inteligência artificial cada vez mais sofisticada é intensa, com empresas americanas e chinesas competindo ferozmente pelo domínio. As dinâmicas de mercado, no entanto, permanecem imprevisíveis. Em 2025, a empresa chinesa DeepSeek surpreendeu os mercados ao desenvolver um modelo de raciocínio com custos inferiores aos rivais americanos, desafiando o pressuposto consolidado sobre a liderança tecnológica.
Segundo Dan Baker, da Morningstar, os analistas alertam que a imaturidade relativa do setor significa que os atuais líderes podem não manter a predominância nas próximas décadas. “Inesperados concorrentes podem ainda surgir do nada,” observa Baker. A SoftBank, no entanto, permanece convencida de que sua visão estratégica de longo prazo e a confiança de Masayoshi Son na inteligência artificial como ciclo decenal lhe permitirão manter-se na posição de protagonista nesta transformação global.