Para os chefes de bancos, o Bitcoin torna-se existencial: 60% dos principais bancos dos EUA mobilizam estratégias de criptomoedas

O mundo financeiro está num ponto de viragem. Mais de metade dos principais bancos dos EUA já desenvolveram ou anunciaram estratégias operacionais de Bitcoin — uma mudança fundamental de perspetiva que reflete o papel crescente dos ativos digitais na infraestrutura institucional. De acordo com dados da empresa de serviços financeiros de Bitcoin River, 60% dos 25 maiores bancos dos EUA lançaram produtos Bitcoin ou declararam publicamente o seu apoio, incluindo serviços de negociação, custódia profissional e soluções de crédito baseadas em criptomoedas. Este desenvolvimento marca o fim de um período de anos de incerteza regulatória e mostra que a indústria financeira tradicional está agora ativamente a procurar consolidar a sua posição no mercado de ativos digitais.

Os líderes bancários descobrem o Bitcoin como uma prioridade estratégica

No Fórum Económico Mundial em Davos (janeiro de 2026), foi revelada uma mudança dramática de ambiente. O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, relatou que a maioria dos executivos bancários com quem falou já não é hostil às criptomoedas. “Vários deles veem isto como uma oportunidade”, disse Armstrong. Um detalhe particularmente revelador: o CEO de um dos dez maiores bancos do mundo disse a Armstrong que a integração do Bitcoin era existencial para a sua instituição — não como uma oferta opcional, mas como uma estratégia empresarial fundamental. Esta afirmação ilustra como o papel central do Bitcoin se tornou nas considerações dos líderes bancários modernos.

A reviravolta é notável tendo em conta que os bancos norte-americanos há muito são acusados de cortar sistematicamente as empresas cripto dos serviços financeiros — um fenómeno que ficou conhecido como “Operação Estrangulamento 2.0.” Hoje, surge um cenário completamente diferente.

Big Four Bancos Promovem a Integração do Bitcoin

Entre as instituições financeiras americanas mais importantes, três das chamadas Big Four já tomaram iniciativas concretas:

JPMorgan Chase avalia a entrada nos serviços de negociação de Bitcoin para clientes institucionais, posicionando-se como um potencial líder neste segmento.

Wells Fargo já oferece produtos de crédito apoiados em Bitcoin, servindo investidores institucionais abastados que procuram integrar ativos digitais nas suas carteiras.

Citigroup investiga soluções para a custódia segura do Bitcoin e de outros ativos digitais, de modo a garantir serviços profissionais de custódia a investidores institucionais.

Estas três instituições gerem coletivamente mais de 7,3 biliões de dólares em ativos, estabelecendo padrões para a indústria. UBS, outro interveniente global com uma presença significativa nos EUA, está também a avaliar a negociação de Bitcoin e Ethereum para clientes de elevado património, segundo relatórios recentes — um sinal que reforça ainda mais o ímpeto institucional.

Adoção Seletiva: O Ceticismo das Stablecoins Mantém-se

Apesar da crescente abertura ao Bitcoin, os bancos tradicionais continuam a expressar preocupações significativas sobre outros segmentos do mercado cripto. As grandes instituições financeiras, em particular, mantêm-se cépticas em relação à yield de stablecoins, pois poderão potencialmente competir com depósitos bancários e fundos do mercado monetário. Esta seletividade revela uma diferenciação importante: o Bitcoin é cada vez mais aceite como uma classe digital de ouro e ativos, enquanto outros produtos cripto enfrentam resistência devido a preocupações regulatórias e de risco sistémico.

Atrasados sob pressão: Bank of America e outros

Nem todos os grandes intervenientes estão já em movimento. O Bank of America, o segundo maior banco dos EUA com mais de 2,67 biliões de dólares em ativos administrativos, ainda não tornou públicas quaisquer estratégias formais de Bitcoin. A Capital One (aprox. 694 mil milhões de dólares) e a Truist Financial (cerca de 536 mil milhões de dólares) são igualmente à espera. Mas observadores do setor alertam: enquanto estas instituições mantiverem a sua contenção, a pressão competitiva continuará a crescer. É improvável que os líderes abdicem desta vantagem competitiva — uma dinâmica que poderá, em última análise, forçar até os mais hesitantes a agir.

O Bitcoin transforma-se em infraestrutura

Os dados de mercado destacam uma mudança profunda: o Bitcoin está a evoluir de um ativo especulativo para uma infraestrutura financeira central. Com ETFs de Bitcoin à vista estabelecidos firmemente ancorados nos mercados norte-americanos e a melhorar continuamente os padrões de custódia, é agora prática e regulamentatoriamente possível para investidores institucionais acumularem posições em Bitcoin. Os bancos estão a posicionar-se para não ficarem para trás. Como Armstrong observou a partir de Davos, a integração das criptomoedas já não é uma experiência opcional para os principais executivos bancários, mas sim uma estratégia existencial — uma mudança que moldará os próximos anos da indústria financeira global.

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