Resumo do artigo: "A próxima crise das criptomoedas"
Nouriel Roubini (Consultor principal na Hudson Bay Capital e professor emérito de economia na Universidade de Nova York) Data: 3 de fevereiro de 2026
1) Queda da narrativa do "ouro digital"
O autor acredita que a recente queda nos preços do Bitcoin e das criptomoedas confirma que elas não são ouro digital nem uma ferramenta de proteção, mas sim um ativo altamente volátil ligado a ativos de alto risco, como ações especulativas. Enquanto o ouro subiu fortemente em meio às tensões geopolíticas e financeiras, o Bitcoin caiu drasticamente, revelando sua incapacidade de desempenhar qualquer papel de proteção ou reserva de valor real.
2) Fracasso das criptomoedas como moeda ou ativo econômico
Roubini argumenta que rotular as criptomoedas como moedas é uma alegação enganosa; elas não são unidades de conta, nem meios de pagamento escaláveis, nem reserva de valor estável. Mesmo nos países que adotaram oficialmente o Bitcoin, seu uso permanece extremamente limitado. Além disso, não são um ativo produtivo, pois não geram renda nem estão ligados a atividades econômicas ou industriais reais.
3) A stablecoin é a única aplicação útil
Após cerca de 17 anos do lançamento do Bitcoin, o autor conclui que a única aplicação prática no mundo da criptografia são as stablecoins, que na essência são uma versão digital do dinheiro tradicional digitalizado há décadas. Quanto às alegações de descentralização, ele vê isso como uma formalidade, pois a maioria desses sistemas é centralizada, especialmente, e controlada por entidades limitadas, exatamente como o sistema financeiro tradicional.
4) Riscos regulatórios e financeiros graves
O autor critica duramente as novas regulamentações americanas que aliviaram as restrições às criptomoedas, considerando-as uma retomada da experiência fracassada das "bancos livres" do século XIX. Permitir que as stablecoins operem sem uma regulamentação bancária rigorosa ou proteção dos bancos centrais abre caminho para um pânico financeiro e saques em massa que ameaçam a estabilidade financeira.
5) Conclusão: evolução gradual, não revolução
O autor afirma que o futuro do dinheiro e dos pagamentos será uma evolução gradual dentro dos quadros existentes, não uma revolução criptográfica. Confiança, estabilidade financeira e o papel dos bancos permanecem pilares que não podem ser ignorados sem custos econômicos e políticos elevados.
 Alt text: Gráficos financeiros ilustrando a volatilidade do mercado de criptomoedas. Após a imagem: A volatilidade extrema das criptomoedas demonstra sua incapacidade de servir como reserva de valor confiável.
 Alt text: Representação visual de uma stablecoin digital. Após a imagem: As stablecoins representam a única aplicação prática e estável no universo das criptomoedas, atuando como uma versão digital do dinheiro tradicional.
 Alt text: Negociadores em uma sala de mercado financeiro. Após a imagem: A ausência de regulamentação adequada pode levar a crises financeiras semelhantes às do século XIX, com saques em massa e instabilidade.
[Links e referências adicionais no texto original foram traduzidos e adaptados conforme necessário.]
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Resumo do artigo: "A próxima crise das criptomoedas"
Nouriel Roubini (Consultor principal na Hudson Bay Capital e professor emérito de economia na Universidade de Nova York)
Data: 3 de fevereiro de 2026
1) Queda da narrativa do "ouro digital"
O autor acredita que a recente queda nos preços do Bitcoin e das criptomoedas confirma que elas não são ouro digital nem uma ferramenta de proteção, mas sim um ativo altamente volátil ligado a ativos de alto risco, como ações especulativas. Enquanto o ouro subiu fortemente em meio às tensões geopolíticas e financeiras, o Bitcoin caiu drasticamente, revelando sua incapacidade de desempenhar qualquer papel de proteção ou reserva de valor real.
2) Fracasso das criptomoedas como moeda ou ativo econômico
Roubini argumenta que rotular as criptomoedas como moedas é uma alegação enganosa; elas não são unidades de conta, nem meios de pagamento escaláveis, nem reserva de valor estável. Mesmo nos países que adotaram oficialmente o Bitcoin, seu uso permanece extremamente limitado. Além disso, não são um ativo produtivo, pois não geram renda nem estão ligados a atividades econômicas ou industriais reais.
3) A stablecoin é a única aplicação útil
Após cerca de 17 anos do lançamento do Bitcoin, o autor conclui que a única aplicação prática no mundo da criptografia são as stablecoins, que na essência são uma versão digital do dinheiro tradicional digitalizado há décadas. Quanto às alegações de descentralização, ele vê isso como uma formalidade, pois a maioria desses sistemas é centralizada, especialmente, e controlada por entidades limitadas, exatamente como o sistema financeiro tradicional.
4) Riscos regulatórios e financeiros graves
O autor critica duramente as novas regulamentações americanas que aliviaram as restrições às criptomoedas, considerando-as uma retomada da experiência fracassada das "bancos livres" do século XIX. Permitir que as stablecoins operem sem uma regulamentação bancária rigorosa ou proteção dos bancos centrais abre caminho para um pânico financeiro e saques em massa que ameaçam a estabilidade financeira.
5) Conclusão: evolução gradual, não revolução
O autor afirma que o futuro do dinheiro e dos pagamentos será uma evolução gradual dentro dos quadros existentes, não uma revolução criptográfica. Confiança, estabilidade financeira e o papel dos bancos permanecem pilares que não podem ser ignorados sem custos econômicos e políticos elevados.

Alt text: Gráficos financeiros ilustrando a volatilidade do mercado de criptomoedas.
Após a imagem: A volatilidade extrema das criptomoedas demonstra sua incapacidade de servir como reserva de valor confiável.

Alt text: Representação visual de uma stablecoin digital.
Após a imagem: As stablecoins representam a única aplicação prática e estável no universo das criptomoedas, atuando como uma versão digital do dinheiro tradicional.

Alt text: Negociadores em uma sala de mercado financeiro.
Após a imagem: A ausência de regulamentação adequada pode levar a crises financeiras semelhantes às do século XIX, com saques em massa e instabilidade.
[Links e referências adicionais no texto original foram traduzidos e adaptados conforme necessário.]