Com base na declaração recente da SEC, um título tokenizado é um instrumento financeiro tradicional (like um stock) que existe como ativo cripto numa blockchain. A regra central é que usar blockchain não altera a forma como as leis de valores mobiliários se aplicam. Segue-se uma análise detalhada dos principais pontos e categorias da SEC.
📜 A Posição Regulatória Central da SEC
· Regulação Tecnológicamente Neutra: A principal mensagem da SEC é clara: o formato—quer um título seja registado numa blockchain ou numa base de dados tradicional—não altera o seu estatuto legal ao abrigo das leis federais de valores mobiliários. · Sem Isenções ao Registo: Toda oferta e venda de um título deve ser registada junto da SEC, salvo se aplique uma isenção. Isto é verdade para os valores mobiliários tokenizados, tal como para os tradicionais.
🔍 Análise dos dois principais modelos de segurança tokenizada
A declaração da SEC descreve duas grandes categorias com características distintas. Aqui está um resumo das diferenças:
Títulos Tokenizados Patrocinados pelo Emitente
Este modelo envolve a empresa que emite a segurança (or sua agent) autorizada integrando diretamente a blockchain nos seus registos oficiais de propriedade.
· Conceito Central: Propriedade direta, on-chain. A transferência do ativo cripto resulta diretamente na transferência do título nos registos oficiais do emissor. · Direitos e Riscos do Investidor: Proporciona verdadeira participação acionista. Os detentores são titulares diretos de valores mobiliários do emissor com direitos como voto e dividendos. Existem riscos novos mínimos para além daqueles inerentes ao negócio subjacente. · Exemplo Regulatório: A tokenização Superstate da ação Galaxy é um exemplo desta abordagem para valores mobiliários cotados.
Títulos Tokenizados Patrocinados por Terceiros
Este modelo envolve um terceiro não afiliado ao emissor subjacente que cria um token ligado a um título. Esta categoria tem dois subtipos:
Modelo de Custódia (Tokenized Segurança Entitlement)
· Conceito Central: O terceiro detém o valor mobiliário subjacente e emite tokens que representam um interesse indireto nele (a "direito à segurança"). · Direitos e Riscos do Investidor: Os direitos são obtidos através do custodiante. Os detentores estão expostos ao risco de contraparte e falência do custodiante. · Exemplo Regulamentar: A carta de não ação da SEC à Depository Trust Company (DTC) pelos seus serviços de tokenização é um exemplo chave deste modelo.
Modelo Sintético
· Conceito Central: O terceiro emite a sua própria garantia (like uma nota vinculada ou uma swap) baseada em valores mobiliários que fornece exposição sintética ao valor do ativo referenciado sem conceder quaisquer direitos ao emitente original. · Direitos e Riscos dos Investidores: Não há direitos de propriedade diretos (voting, dividends). O perfil de risco é complexo, combinando o risco de mercado com o risco de crédito do emissor terceiro. Alguns produtos, como swaps baseados em valores mobiliários, têm restrições nas vendas a investidores de retalho. · Contexto Regulatório: A SEC alerta especificamente que muitas "ações tokenizadas" vendidas a investidores de retalho são produtos sintéticos que oferecem apenas exposição indireta. As ações tokenizadas da Robinhood na Europa foram citadas como exemplo deste tipo.
📊 Desenvolvimentos do Mundo Real e Implicações Mais Amplas
Para além da taxonomia, a SEC tomou medidas concretas e outras agências também estão ativas na definição do mercado:
· Ações Regulatórias Recentes: No final de 2025, a SEC concedeu alívio de não ação ao DTC, permitindo-lhe lançar serviços de tokenização para títulos elegíveis como os do Russell 1000 Index, títulos do Tesouro dos EUA e grandes ETFs. · Movimento Interagências: A Comissão de Negociação de Futuros de Mercadorias (CFTC) também está ativa, lançando uma "Crypto Sprint" e fornecendo orientações que permitem o uso de ativos tokenizados como garantia em mercados de derivados. · Indústria & Cautela ao Investidor: A Securities Industry and Financial Markets Association apoia (SIFMA) a inovação, mas opõe-se fortemente a amplas isenções regulatórias para valores mobiliários tokenizados, argumentando que estes exigem as mesmas proteções para investidores que os mercados tradicionais.
💡 Considerações Chave para Investidores e Emissores
· Foco no Investidor: Compreenda cuidadosamente o que possui. Pergunte: Este é um token patrocinado pelo emissor que concede direitos diretos, ou um produto de terceiros que o expõe a riscos de custódia ou sintéticos? A SEC está particularmente preocupada com a comercialização de produtos sintéticos para investidores de retalho. · Foco no Emissor: A tokenização não simplifica a conformidade. Deve ainda assim seguir as regras de registo, divulgação e agentes de transferência de valores mobiliários. Trabalhar com parceiros regulados (like o DTC) para valores mobiliários cotados pode proporcionar um caminho em conformidade. · Perspetiva Futura: A regulação visa trazer clareza, não sufocar a inovação. A taxonomia da SEC e as recentes cartas de não ação indicam uma preferência por integrar a tokenização no quadro regulatório existente através de modelos de custódia patrocinados ou regulados pelo emitente.
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#SEConTokenizedSecurities
Com base na declaração recente da SEC, um título tokenizado é um instrumento financeiro tradicional (like um stock) que existe como ativo cripto numa blockchain. A regra central é que usar blockchain não altera a forma como as leis de valores mobiliários se aplicam. Segue-se uma análise detalhada dos principais pontos e categorias da SEC.
📜 A Posição Regulatória Central da SEC
· Regulação Tecnológicamente Neutra: A principal mensagem da SEC é clara: o formato—quer um título seja registado numa blockchain ou numa base de dados tradicional—não altera o seu estatuto legal ao abrigo das leis federais de valores mobiliários.
· Sem Isenções ao Registo: Toda oferta e venda de um título deve ser registada junto da SEC, salvo se aplique uma isenção. Isto é verdade para os valores mobiliários tokenizados, tal como para os tradicionais.
🔍 Análise dos dois principais modelos de segurança tokenizada
A declaração da SEC descreve duas grandes categorias com características distintas. Aqui está um resumo das diferenças:
Títulos Tokenizados Patrocinados pelo Emitente
Este modelo envolve a empresa que emite a segurança (or sua agent) autorizada integrando diretamente a blockchain nos seus registos oficiais de propriedade.
· Conceito Central: Propriedade direta, on-chain. A transferência do ativo cripto resulta diretamente na transferência do título nos registos oficiais do emissor.
· Direitos e Riscos do Investidor: Proporciona verdadeira participação acionista. Os detentores são titulares diretos de valores mobiliários do emissor com direitos como voto e dividendos. Existem riscos novos mínimos para além daqueles inerentes ao negócio subjacente.
· Exemplo Regulatório: A tokenização Superstate da ação Galaxy é um exemplo desta abordagem para valores mobiliários cotados.
Títulos Tokenizados Patrocinados por Terceiros
Este modelo envolve um terceiro não afiliado ao emissor subjacente que cria um token ligado a um título. Esta categoria tem dois subtipos:
Modelo de Custódia (Tokenized Segurança Entitlement)
· Conceito Central: O terceiro detém o valor mobiliário subjacente e emite tokens que representam um interesse indireto nele (a "direito à segurança").
· Direitos e Riscos do Investidor: Os direitos são obtidos através do custodiante. Os detentores estão expostos ao risco de contraparte e falência do custodiante.
· Exemplo Regulamentar: A carta de não ação da SEC à Depository Trust Company (DTC) pelos seus serviços de tokenização é um exemplo chave deste modelo.
Modelo Sintético
· Conceito Central: O terceiro emite a sua própria garantia (like uma nota vinculada ou uma swap) baseada em valores mobiliários que fornece exposição sintética ao valor do ativo referenciado sem conceder quaisquer direitos ao emitente original.
· Direitos e Riscos dos Investidores: Não há direitos de propriedade diretos (voting, dividends). O perfil de risco é complexo, combinando o risco de mercado com o risco de crédito do emissor terceiro. Alguns produtos, como swaps baseados em valores mobiliários, têm restrições nas vendas a investidores de retalho.
· Contexto Regulatório: A SEC alerta especificamente que muitas "ações tokenizadas" vendidas a investidores de retalho são produtos sintéticos que oferecem apenas exposição indireta. As ações tokenizadas da Robinhood na Europa foram citadas como exemplo deste tipo.
📊 Desenvolvimentos do Mundo Real e Implicações Mais Amplas
Para além da taxonomia, a SEC tomou medidas concretas e outras agências também estão ativas na definição do mercado:
· Ações Regulatórias Recentes: No final de 2025, a SEC concedeu alívio de não ação ao DTC, permitindo-lhe lançar serviços de tokenização para títulos elegíveis como os do Russell 1000 Index, títulos do Tesouro dos EUA e grandes ETFs.
· Movimento Interagências: A Comissão de Negociação de Futuros de Mercadorias (CFTC) também está ativa, lançando uma "Crypto Sprint" e fornecendo orientações que permitem o uso de ativos tokenizados como garantia em mercados de derivados.
· Indústria & Cautela ao Investidor: A Securities Industry and Financial Markets Association apoia (SIFMA) a inovação, mas opõe-se fortemente a amplas isenções regulatórias para valores mobiliários tokenizados, argumentando que estes exigem as mesmas proteções para investidores que os mercados tradicionais.
💡 Considerações Chave para Investidores e Emissores
· Foco no Investidor: Compreenda cuidadosamente o que possui. Pergunte: Este é um token patrocinado pelo emissor que concede direitos diretos, ou um produto de terceiros que o expõe a riscos de custódia ou sintéticos? A SEC está particularmente preocupada com a comercialização de produtos sintéticos para investidores de retalho.
· Foco no Emissor: A tokenização não simplifica a conformidade. Deve ainda assim seguir as regras de registo, divulgação e agentes de transferência de valores mobiliários. Trabalhar com parceiros regulados (like o DTC) para valores mobiliários cotados pode proporcionar um caminho em conformidade.
· Perspetiva Futura: A regulação visa trazer clareza, não sufocar a inovação. A taxonomia da SEC e as recentes cartas de não ação indicam uma preferência por integrar a tokenização no quadro regulatório existente através de modelos de custódia patrocinados ou regulados pelo emitente.