Fonte: CryptoNewsNet
Título Original: Procuradores sul-coreanos perdem Bitcoin apreendido, recusam divulgar detalhes
Link Original:
A Procuradoria do Distrito de Gwangju, na Coreia do Sul, perdeu uma quantidade significativa de Bitcoin que foi apreendida durante uma investigação criminal, de acordo com múltiplos relatos da mídia local em 22 de janeiro.
O caso destaca uma lacuna crítica na forma como as agências de aplicação da lei lidam com a custódia de ativos digitais.
Suspeita de Ataque de Phishing
A procuradoria descobriu recentemente que o Bitcoin mantido em custódia havia desaparecido. A perda acredita-se ter ocorrido por volta de meados de 2025. Os investigadores suspeitam que o escritório foi vítima de um ataque de phishing após acessar acidentalmente um site de scam durante uma inspeção de rotina dos ativos apreendidos.
Os procuradores recusaram-se a confirmar a quantidade exata perdida. No entanto, fontes sugerem que o valor pode chegar a dezenas de milhões de dólares. Um oficial da procuradoria afirmou à mídia local que estimativas internas apontam para uma perda de aproximadamente 70 bilhões de won ($48 milhões).
Estamos conduzindo uma investigação para rastrear as circunstâncias da perda e o paradeiro dos ativos, disse um oficial da procuradoria, recusando-se a fornecer mais detalhes.
Questões em Torno dos Protocolos de Custódia de Criptoativos
O incidente levanta questões fundamentais sobre como as agências de aplicação da lei lidam com criptomoedas apreendidas.
A primeira preocupação é se os procuradores seguiram os procedimentos adequados de apreensão. Se os procuradores simplesmente confiscaram um dispositivo USB contendo informações da carteira sem transferir o Bitcoin para uma carteira de custódia separada, o proprietário original poderia potencialmente retirar os ativos usando uma chave privada de backup armazenada em outro lugar. Nesses casos, a apreensão seria incompleta desde o início.
O ambiente de criação da carteira também importa. Se uma nova carteira de custódia foi criada em um computador conectado à internet, as chaves privadas podem ter sido expostas desde o momento da geração. A prática padrão de segurança exige criar carteiras em um ambiente isolado, completamente desconectado de qualquer rede.
O armazenamento da chave privada apresenta outra vulnerabilidade. Manter chaves em dispositivos conectados à rede ou em armazenamento na nuvem cria riscos significativos de hacking. A abordagem correta envolve registrar as chaves em mídias físicas, como papel, e armazená-las em um local completamente desconectado da internet.
O controle de acesso é igualmente crítico. Chaves privadas podem ser copiadas em segundos se alguém obtiver acesso mesmo que breve. O fato de os oficiais supostamente terem acessado um site de scam durante uma verificação de rotina sugere lacunas no treinamento de segurança interna e nos protocolos de gerenciamento de acesso.
Implicações Mais Amplas para as Forças de Segurança
Este caso destaca um desafio crescente para as autoridades em todo o mundo. À medida que as criptomoedas se envolvem cada vez mais em casos criminais, as agências de aplicação da lei precisam desenvolver soluções de custódia robustas que atendam aos padrões de segurança para os ativos que manipulam.
Os protocolos tradicionais de armazenamento de evidências não se traduzem diretamente para ativos digitais. Diferentemente de evidências físicas trancadas em uma sala segura, as criptomoedas exigem medidas de segurança ativas para evitar transferências não autorizadas.
A procuradoria coreana não divulgou se seguiu as diretrizes estabelecidas para custódia de criptomoedas ou quais medidas de segurança estavam em vigor. A investigação em andamento pode revelar vulnerabilidades sistêmicas que vão além deste incidente isolado.
Por ora, o caso serve como um exemplo de advertência do que pode dar errado quando instituições convencionais lidam com ativos não convencionais sem preparação adequada.
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Procuradores sul-coreanos perdem Bitcoin apreendido, recusam divulgar detalhes
Fonte: CryptoNewsNet Título Original: Procuradores sul-coreanos perdem Bitcoin apreendido, recusam divulgar detalhes Link Original: A Procuradoria do Distrito de Gwangju, na Coreia do Sul, perdeu uma quantidade significativa de Bitcoin que foi apreendida durante uma investigação criminal, de acordo com múltiplos relatos da mídia local em 22 de janeiro.
O caso destaca uma lacuna crítica na forma como as agências de aplicação da lei lidam com a custódia de ativos digitais.
Suspeita de Ataque de Phishing
A procuradoria descobriu recentemente que o Bitcoin mantido em custódia havia desaparecido. A perda acredita-se ter ocorrido por volta de meados de 2025. Os investigadores suspeitam que o escritório foi vítima de um ataque de phishing após acessar acidentalmente um site de scam durante uma inspeção de rotina dos ativos apreendidos.
Os procuradores recusaram-se a confirmar a quantidade exata perdida. No entanto, fontes sugerem que o valor pode chegar a dezenas de milhões de dólares. Um oficial da procuradoria afirmou à mídia local que estimativas internas apontam para uma perda de aproximadamente 70 bilhões de won ($48 milhões).
Questões em Torno dos Protocolos de Custódia de Criptoativos
O incidente levanta questões fundamentais sobre como as agências de aplicação da lei lidam com criptomoedas apreendidas.
A primeira preocupação é se os procuradores seguiram os procedimentos adequados de apreensão. Se os procuradores simplesmente confiscaram um dispositivo USB contendo informações da carteira sem transferir o Bitcoin para uma carteira de custódia separada, o proprietário original poderia potencialmente retirar os ativos usando uma chave privada de backup armazenada em outro lugar. Nesses casos, a apreensão seria incompleta desde o início.
O ambiente de criação da carteira também importa. Se uma nova carteira de custódia foi criada em um computador conectado à internet, as chaves privadas podem ter sido expostas desde o momento da geração. A prática padrão de segurança exige criar carteiras em um ambiente isolado, completamente desconectado de qualquer rede.
O armazenamento da chave privada apresenta outra vulnerabilidade. Manter chaves em dispositivos conectados à rede ou em armazenamento na nuvem cria riscos significativos de hacking. A abordagem correta envolve registrar as chaves em mídias físicas, como papel, e armazená-las em um local completamente desconectado da internet.
O controle de acesso é igualmente crítico. Chaves privadas podem ser copiadas em segundos se alguém obtiver acesso mesmo que breve. O fato de os oficiais supostamente terem acessado um site de scam durante uma verificação de rotina sugere lacunas no treinamento de segurança interna e nos protocolos de gerenciamento de acesso.
Implicações Mais Amplas para as Forças de Segurança
Este caso destaca um desafio crescente para as autoridades em todo o mundo. À medida que as criptomoedas se envolvem cada vez mais em casos criminais, as agências de aplicação da lei precisam desenvolver soluções de custódia robustas que atendam aos padrões de segurança para os ativos que manipulam.
Os protocolos tradicionais de armazenamento de evidências não se traduzem diretamente para ativos digitais. Diferentemente de evidências físicas trancadas em uma sala segura, as criptomoedas exigem medidas de segurança ativas para evitar transferências não autorizadas.
A procuradoria coreana não divulgou se seguiu as diretrizes estabelecidas para custódia de criptomoedas ou quais medidas de segurança estavam em vigor. A investigação em andamento pode revelar vulnerabilidades sistêmicas que vão além deste incidente isolado.
Por ora, o caso serve como um exemplo de advertência do que pode dar errado quando instituições convencionais lidam com ativos não convencionais sem preparação adequada.