Debate sobre a Governança da AAVE intensifica-se: Stani Kulechov sob investigação devido a compras de tokens no valor de milhões antes da eleição da DAO

A plataforma Aave está a tornar-se cada vez mais no centro de uma discussão fundamental sobre governação. No núcleo do debate está o fundador Stani Kulechov, cujo aquisição de tokens AAVE no valor de cerca de 10 milhões de dólares ocorreu imediatamente antes de uma votação decisiva da DAO, levantando questões sobre a integridade dos processos de decisão descentralizados.

Por que as compras de tokens suscitam preocupações

A proposta controversa refere-se à transferência de ativos de marca – incluindo nomes de domínio, contas de redes sociais e propriedade intelectual – para a estrutura DAO. Críticos como o estratega DeFi Robert Mullins argumentam que a compra de tokens AAVE por Stani Kulechov ocorreu num momento de alta relevância estratégica, quando os direitos de voto sobre decisões centrais estavam em jogo. A preocupação: a aquisição poderia ter servido como meio de fortalecer o poder de decisão numa votação cujo resultado influencia diretamente a estrutura e o controlo do protocolo.

Ernesto Boado, antigo Diretor de Tecnologia (CTO) da Aave Labs e autor da proposta controversa, também criticou o processo. Ele afirmou que este passo de governação foi transferido para uma votação por snapshot sem o seu pleno consentimento – uma evolução que caracterizou como uma violação de confiança.

Concentração do poder de decisão revela desafios estruturais

Dados atuais on-chain sobre a governação da Aave mostram um problema fundamental: o poder de decisão está altamente concentrado. As 10 principais contas controlam cerca de 46,70% dos direitos de voto, enquanto as 20 principais já detêm 56,54% do total de poder de voto. Esta concentração torna-se ainda mais evidente em grupos de contas maiores – as 50 principais contas reúnem 71,79%, e as 100 principais até 79,97% do poder de votação.

Números como estes lançam luz sobre um paradoxo central: enquanto as organizações autónomas descentralizadas (DAOs) deveriam basear-se no princípio do controlo distribuído, a realidade da Aave revela uma concentração significativa de poder de decisão. Isto contradiz parcialmente o ideal de descentralização e cria espaço para cenários em que stakeholders influentes – como Stani – possam exercer influência desproporcional.

Impactos no mercado e na comunidade

As diferenças na governação não só geraram tensões internas na comunidade Aave, como também influenciam a dinâmica do mercado. O token AAVE tem registado movimentos de preço mais acentuados, parcialmente impulsionados por pressão vendedora devido às incertezas na governação. A votação por snapshot em curso permanece um momento crítico, onde se questiona se a decisão será determinada pela comunidade ou por uma concentração de poder de voto.

O dilema maior: como implementar uma governação descentralizada na prática, se a condição – uma distribuição ampla dos direitos de voto – é sistematicamente violada? A situação da Aave evidencia que até protocolos DeFi estabelecidos enfrentam os desafios fundamentais da verdadeira descentralização.

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