A Irã, sob sanções, está a tentar fazer uma grande mudança na sua estratégia de exportação de defesa. O Centro Nacional de Exportação de Defesa (Mindex), recentemente, anunciou que está oficialmente preparado para aceitar pagamentos em criptomoedas na exportação de sistemas de defesa, incluindo mísseis balísticos, drones, navios de guerra, entre outros. A notícia foi divulgada pelo Financial Times no início de janeiro.
Pode funcionar como uma nova forma de evitar sanções
De acordo com materiais promocionais publicados pelo Mindex, eles estão dispostos a negociar contratos de defesa que aceitem pagamentos em criptomoedas, trocas de bens ou até mesmo na moeda iraniana, o Rial. Permitir oficialmente pagamentos em criptomoedas para exportações estratégicas de hardware militar a nível nacional é considerado altamente incomum.
Atualmente, o Mindex afirma ter relações comerciais com 35 países e regiões, oferecendo uma linha de equipamentos de defesa, incluindo mísseis balísticos Emdad, drones Shahad, fragatas da classe Shahid Soleimani, e sistemas de defesa de curto alcance. Algumas dessas armas são do mesmo modelo que foram utilizados em combate por atores não estatais apoiados pelo Irã no Oriente Médio.
Medidas de resposta às sanções ocidentais
Na seção de FAQ do site oficial, o Mindex responde de forma clara à pergunta: “Mesmo sob sanções econômicas impostas pelos EUA e outros, as transações podem ser realizadas e os produtos entregues?” A organização afirma que, “desde que sigam a estratégia de evasão de sanções adotada pela República Islâmica do Irã, não haverá obstáculos ao cumprimento dos contratos. Além disso, responderemos rapidamente às entregas dos produtos adquiridos.”
No passado, as autoridades americanas apontaram que o Irã utilizou ativos digitais para avançar suas exportações de petróleo e movimentar bilhões de dólares fora do sistema financeiro tradicional. Em setembro do ano passado, o Departamento do Tesouro dos EUA revelou a existência de uma rede de “bancos sombra” que intermediava pagamentos em criptomoedas, atuando em nome do governo iraniano e envolvendo indivíduos ligados à Força Quds da Revolução Islâmica.
Posicionamento no mercado global de exportação de armas
Segundo uma análise do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), o Irã ocupa a 18ª posição no ranking mundial de principais exportadores de armas em 2024. Essa colocação vem logo após Noruega e Austrália, demonstrando a presença do país como exportador militar na região do Oriente Médio.
A introdução de pagamentos em criptomoedas no mercado de exportação de equipamentos de defesa é vista como uma movimentação para contornar o sistema financeiro internacional existente. A efetividade dessa iniciativa dependerá, em grande parte, do fortalecimento das regulações financeiras internacionais.
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Promoção de vendas de equipamentos de defesa com ativos digitais — Irã introduz oficialmente um novo método de pagamento
A Irã, sob sanções, está a tentar fazer uma grande mudança na sua estratégia de exportação de defesa. O Centro Nacional de Exportação de Defesa (Mindex), recentemente, anunciou que está oficialmente preparado para aceitar pagamentos em criptomoedas na exportação de sistemas de defesa, incluindo mísseis balísticos, drones, navios de guerra, entre outros. A notícia foi divulgada pelo Financial Times no início de janeiro.
Pode funcionar como uma nova forma de evitar sanções
De acordo com materiais promocionais publicados pelo Mindex, eles estão dispostos a negociar contratos de defesa que aceitem pagamentos em criptomoedas, trocas de bens ou até mesmo na moeda iraniana, o Rial. Permitir oficialmente pagamentos em criptomoedas para exportações estratégicas de hardware militar a nível nacional é considerado altamente incomum.
Atualmente, o Mindex afirma ter relações comerciais com 35 países e regiões, oferecendo uma linha de equipamentos de defesa, incluindo mísseis balísticos Emdad, drones Shahad, fragatas da classe Shahid Soleimani, e sistemas de defesa de curto alcance. Algumas dessas armas são do mesmo modelo que foram utilizados em combate por atores não estatais apoiados pelo Irã no Oriente Médio.
Medidas de resposta às sanções ocidentais
Na seção de FAQ do site oficial, o Mindex responde de forma clara à pergunta: “Mesmo sob sanções econômicas impostas pelos EUA e outros, as transações podem ser realizadas e os produtos entregues?” A organização afirma que, “desde que sigam a estratégia de evasão de sanções adotada pela República Islâmica do Irã, não haverá obstáculos ao cumprimento dos contratos. Além disso, responderemos rapidamente às entregas dos produtos adquiridos.”
No passado, as autoridades americanas apontaram que o Irã utilizou ativos digitais para avançar suas exportações de petróleo e movimentar bilhões de dólares fora do sistema financeiro tradicional. Em setembro do ano passado, o Departamento do Tesouro dos EUA revelou a existência de uma rede de “bancos sombra” que intermediava pagamentos em criptomoedas, atuando em nome do governo iraniano e envolvendo indivíduos ligados à Força Quds da Revolução Islâmica.
Posicionamento no mercado global de exportação de armas
Segundo uma análise do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), o Irã ocupa a 18ª posição no ranking mundial de principais exportadores de armas em 2024. Essa colocação vem logo após Noruega e Austrália, demonstrando a presença do país como exportador militar na região do Oriente Médio.
A introdução de pagamentos em criptomoedas no mercado de exportação de equipamentos de defesa é vista como uma movimentação para contornar o sistema financeiro internacional existente. A efetividade dessa iniciativa dependerá, em grande parte, do fortalecimento das regulações financeiras internacionais.