Futuros de café arábica e robusta mostraram movimentos de preços divergentes na segunda-feira, com fatores distintos do lado da oferta a impulsionar o sentimento do mercado em direções opostas. O café arábica de março (KCH26) avançou +2,05 pontos para fechar +0,57% mais alto, enquanto o café robusta de março (RMH26) recuou -36 pontos, fechando -0,91% mais baixo e atingindo uma mínima de uma semana.
Défice de precipitação no Brasil sustenta a força do arábica
A escassez de humidade nas principais regiões produtoras de arábica do Brasil emergiu como um mecanismo chave de suporte aos preços. De acordo com a última avaliação da Somar Meteorologia, Minas Gerais—maior centro de produção de café arábica do Brasil—registou apenas 47,9 mm de precipitação durante a semana que terminou a 2 de janeiro, representando apenas 67% da média de precipitação de longo prazo para este período. Padrões de humidade abaixo do normal aumentam as preocupações com o stress das culturas e fornecem suporte fundamental aos preços do arábica a curto prazo.
Os movimentos cambiais amplificaram esta dinâmica positiva para os produtores de arábica. O real brasileiro (^USDBRL) subiu a um pico de três semanas face ao dólar dos EUA na segunda-feira, um desenvolvimento que normalmente reduz o entusiasmo das exportações entre os produtores brasileiros de café e apoia os preços denominados na moeda local.
Exportações de robusta do Vietname criam obstáculos à oferta
O café robusta enfrenta uma pressão crescente devido ao aumento das remessas vietnamitas. O Escritório Nacional de Estatísticas do Vietname divulgou que as exportações de café de 2025 aumentaram 17,5% em relação ao ano anterior, atingindo 1,58 milhões de toneladas métricas (MMT), aliviando preocupações imediatas de oferta e pesando nas avaliações do robusta.
Olhando para o futuro, a trajetória de produção do Vietname permanece elevada. A produção de café do país para 2025/26 está projetada para atingir 1,76 MMT—ou 29,4 milhões de sacos—marcando um máximo de quatro anos com um aumento de +6% em relação ao ano anterior. A Associação de Café e Cacau do Vietname (Vicofa) indicou em outubro que a colheita de 2025/26 poderia ser 10% maior do que no ano anterior, se os padrões climáticos cooperarem, reforçando ainda mais as expectativas de uma oferta abundante de robusta.
Dinâmica de inventários mostra sinais mistos
Os stocks de café arábica do ICE caíram para um mínimo de 1,75 anos, de 398.645 sacos, em 20 de novembro, antes de se recuperarem para um máximo de dois meses, de 456.477 sacos, em 24 de dezembro. Os inventários de robusta seguiram um padrão semelhante, diminuindo para um mínimo de um ano, de 4.012 lotes, em 10 de dezembro, e recuperando para um máximo de quatro semanas, de 4.278 lotes, no final de dezembro. Embora a redução dos níveis de inventário normalmente apoie os preços, a recuperação em ambos os contratos sugere que as pressões de equilíbrio estão a diminuir.
Restrições na procura de importação e previsões de produção
As compras de café dos EUA ao Brasil caíram acentuadamente durante o período afetado por tarifas, de agosto a outubro, diminuindo 52% em relação ao ano anterior, para 983.970 sacos. Embora essas tarifas tenham sido posteriormente reduzidas, os estoques de café americanos permanecem limitados, restringindo as oportunidades de importação a curto prazo.
No que diz respeito à produção, a agência Conab do Brasil elevou a sua previsão total de produção de café para 2025 em 2,4%, para 56,54 milhões de sacos, em dezembro, acima da estimativa de setembro de 55,20 milhões de sacos. No entanto, o Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA (FAS) projeta que a produção do Brasil para 2025/26 diminuirá 3,1% em relação ao ano anterior, para 63 milhões de sacos, refletindo incertezas de produção a longo prazo.
A produção global de café deve expandir 2,0% em 2025/26 para um recorde de 178,848 milhões de sacos, de acordo com o FAS. A divisão revela uma diminuição de -4,7% no arábica, para 95,515 milhões de sacos, e um aumento de +10,9% no robusta, para 83,333 milhões de sacos. O FAS prevê que os stocks finais contrair-se-ão 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, de 21,307 milhões de sacos em 2024/25, oferecendo um suporte modesto aos preços de ambos os tipos de contrato.
A Organização Internacional do Café (ICO) relatou a 7 de novembro que as exportações globais de café para o ano de comercialização atual (October-September) diminuíram 0,3% em relação ao ano anterior, para 138,658 milhões de sacos, sugerindo que a procura global permanece estável apesar dos aumentos de produção.
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Preocupações com o clima apoiam o Arábica enquanto o aumento da oferta vietnamita pressiona os mercados de Robusta
Futuros de café arábica e robusta mostraram movimentos de preços divergentes na segunda-feira, com fatores distintos do lado da oferta a impulsionar o sentimento do mercado em direções opostas. O café arábica de março (KCH26) avançou +2,05 pontos para fechar +0,57% mais alto, enquanto o café robusta de março (RMH26) recuou -36 pontos, fechando -0,91% mais baixo e atingindo uma mínima de uma semana.
Défice de precipitação no Brasil sustenta a força do arábica
A escassez de humidade nas principais regiões produtoras de arábica do Brasil emergiu como um mecanismo chave de suporte aos preços. De acordo com a última avaliação da Somar Meteorologia, Minas Gerais—maior centro de produção de café arábica do Brasil—registou apenas 47,9 mm de precipitação durante a semana que terminou a 2 de janeiro, representando apenas 67% da média de precipitação de longo prazo para este período. Padrões de humidade abaixo do normal aumentam as preocupações com o stress das culturas e fornecem suporte fundamental aos preços do arábica a curto prazo.
Os movimentos cambiais amplificaram esta dinâmica positiva para os produtores de arábica. O real brasileiro (^USDBRL) subiu a um pico de três semanas face ao dólar dos EUA na segunda-feira, um desenvolvimento que normalmente reduz o entusiasmo das exportações entre os produtores brasileiros de café e apoia os preços denominados na moeda local.
Exportações de robusta do Vietname criam obstáculos à oferta
O café robusta enfrenta uma pressão crescente devido ao aumento das remessas vietnamitas. O Escritório Nacional de Estatísticas do Vietname divulgou que as exportações de café de 2025 aumentaram 17,5% em relação ao ano anterior, atingindo 1,58 milhões de toneladas métricas (MMT), aliviando preocupações imediatas de oferta e pesando nas avaliações do robusta.
Olhando para o futuro, a trajetória de produção do Vietname permanece elevada. A produção de café do país para 2025/26 está projetada para atingir 1,76 MMT—ou 29,4 milhões de sacos—marcando um máximo de quatro anos com um aumento de +6% em relação ao ano anterior. A Associação de Café e Cacau do Vietname (Vicofa) indicou em outubro que a colheita de 2025/26 poderia ser 10% maior do que no ano anterior, se os padrões climáticos cooperarem, reforçando ainda mais as expectativas de uma oferta abundante de robusta.
Dinâmica de inventários mostra sinais mistos
Os stocks de café arábica do ICE caíram para um mínimo de 1,75 anos, de 398.645 sacos, em 20 de novembro, antes de se recuperarem para um máximo de dois meses, de 456.477 sacos, em 24 de dezembro. Os inventários de robusta seguiram um padrão semelhante, diminuindo para um mínimo de um ano, de 4.012 lotes, em 10 de dezembro, e recuperando para um máximo de quatro semanas, de 4.278 lotes, no final de dezembro. Embora a redução dos níveis de inventário normalmente apoie os preços, a recuperação em ambos os contratos sugere que as pressões de equilíbrio estão a diminuir.
Restrições na procura de importação e previsões de produção
As compras de café dos EUA ao Brasil caíram acentuadamente durante o período afetado por tarifas, de agosto a outubro, diminuindo 52% em relação ao ano anterior, para 983.970 sacos. Embora essas tarifas tenham sido posteriormente reduzidas, os estoques de café americanos permanecem limitados, restringindo as oportunidades de importação a curto prazo.
No que diz respeito à produção, a agência Conab do Brasil elevou a sua previsão total de produção de café para 2025 em 2,4%, para 56,54 milhões de sacos, em dezembro, acima da estimativa de setembro de 55,20 milhões de sacos. No entanto, o Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA (FAS) projeta que a produção do Brasil para 2025/26 diminuirá 3,1% em relação ao ano anterior, para 63 milhões de sacos, refletindo incertezas de produção a longo prazo.
A produção global de café deve expandir 2,0% em 2025/26 para um recorde de 178,848 milhões de sacos, de acordo com o FAS. A divisão revela uma diminuição de -4,7% no arábica, para 95,515 milhões de sacos, e um aumento de +10,9% no robusta, para 83,333 milhões de sacos. O FAS prevê que os stocks finais contrair-se-ão 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, de 21,307 milhões de sacos em 2024/25, oferecendo um suporte modesto aos preços de ambos os tipos de contrato.
A Organização Internacional do Café (ICO) relatou a 7 de novembro que as exportações globais de café para o ano de comercialização atual (October-September) diminuíram 0,3% em relação ao ano anterior, para 138,658 milhões de sacos, sugerindo que a procura global permanece estável apesar dos aumentos de produção.