Resultados do 2º trimestre fiscal de RPM International em 2026 decepcionam: pressões sobre a rentabilidade aumentam apesar do crescimento da receita

RPM International Inc. (RPM) enfrentou um segundo trimestre desafiador no exercício fiscal de 2026 (terminado a 30 de novembro de 2025), com o desempenho financeiro aquém das expectativas de Wall Street. Embora a empresa tenha conseguido apresentar aumentos de receita ano após ano, os lucros ficaram aquém em várias frentes, e a rentabilidade operacional contraiu-se significativamente, levantando questões sobre a resiliência das margens em meio a persistentes obstáculos de custos.

Os Números Contam a História: Onde a RPM Tropeçou

Os números principais revelaram a extensão da decepção nos lucros. Os lucros ajustados por ação da RPM ficaram em $1,20, ficando 14,9% abaixo da Estimativa de Consenso da Zacks de $1,41. Isso representou uma queda de ano para ano em relação ao EPS ajustado do trimestre anterior de $1,39.

No lado da receita, as vendas líquidas de $1,91 bilhões ficaram 1% abaixo da projeção de consenso de $1,93 bilhões, embora a empresa tenha alcançado um aumento de 3,5% em relação ao ano anterior. No entanto, o quadro de vendas orgânicas foi consideravelmente mais fraco: a empresa registrou uma queda de 0,5% em base orgânica, o que significa que o crescimento da receita dependia fortemente de aquisições (que contribuíram com 3,4%) e efeitos cambiais favoráveis (contribuição de 0,6%).

Talvez o aspecto mais preocupante tenha sido a deterioração nos indicadores de rentabilidade. O EBIT ajustado — uma medida crítica de desempenho operacional — caiu 11,2% em relação ao ano anterior, para $226,6 milhões. A margem de EBIT ajustado comprimiu-se em 190 pontos base, para 11,9%, sinalizando que as pressões de custos estão superando os ganhos de receita.

O Que Está Por Trás da Compressão das Margens?

Vários fatores conspiraram para pressionar o resultado final da empresa. As despesas de Vendas, Gerais & Administrativas, como porcentagem das vendas líquidas, aumentaram 10 pontos base, para 28,8%, de 28,7% no trimestre comparável. Mais significativamente, a empresa enfrentou obstáculos provenientes de custos relacionados a Fusões e Aquisições e ineficiências temporárias decorrentes da consolidação contínua de instalações de fabricação e armazéns.

Além de fatores internos, pressões externas também pesaram nos resultados. A demanda por DIY enfraqueceu à medida que o trimestre avançava, enquanto o prolongado encerramento do governo interrompeu cronogramas de construção ligados a projetos públicos e criou prazos mais longos para a conclusão de projetos. Essas dificuldades macroeconômicas mostraram-se difíceis de superar mesmo com os investimentos estratégicos da empresa em soluções de construção de alto desempenho e aquisições.

Desempenho Geográfico e por Segmento: Sinais Mistas

Uma análise geográfica das vendas revela uma recuperação desigual. A América do Norte, que representa aproximadamente 76% das vendas trimestrais, cresceu 1,9% em relação ao ano anterior, impulsionada por aquisições e forte demanda por soluções de construção de alto desempenho nos EUA, embora isso tenha sido compensado por uma demanda mais fraca no Canadá. A Europa (16% das vendas) teve um desempenho mais robusto, com um aumento de 13,9%, impulsionado por atividades de M&A e efeitos cambiais favoráveis. As vendas na África e no Oriente Médio (2% das vendas) aumentaram 5,2%, apoiadas pela demanda por projetos de infraestrutura. Por outro lado, a América Latina (4% das vendas) caiu 0,2%, enquanto a Ásia-Pacífico (2% das vendas) recuou 3,5%, refletindo desafios regionais mais amplos.

Nos três segmentos operacionais, a história do EBIT foi consistentemente fraca:

Grupo de Produtos de Construção viu as vendas líquidas crescerem 2,4%, para $737,4 milhões, mas o EBIT ajustado contraiu-se 10,9% em relação ao ano anterior, para $98,6 milhões, com a margem de EBIT ajustado comprimida em 200 pontos base, para 13,4%.

Grupo de Revestimentos de Performance registrou crescimento de 4,4% nas vendas líquidas, para $533,8 milhões, mas o EBIT ajustado caiu 0,3%, para $82,8 milhões, com a margem de EBIT ajustado contraindo-se 80 pontos base, para 15,5%.

Grupo de Consumidores alcançou crescimento de 4,1% nas vendas líquidas, para $638,7 milhões, embora as vendas orgânicas tenham, na verdade, caído 4,7%. O EBIT ajustado caiu 6,2%, para $90 milhões, com a margem de EBIT ajustado reduzida em 150 pontos base, para 14,1%.

Estabilidade do Balanço Patrimonial em Meio a Desafios Operacionais

Apesar das pressões de rentabilidade, a RPM manteve uma posição de liquidez sólida. A liquidez total permaneceu em $1,1 bilhão, em comparação com $969,1 milhões no final do exercício fiscal de 2025. O caixa e equivalentes de caixa atingiram $316,6 milhões, contra $302,1 milhões há um ano. A dívida de longo prazo reduziu-se para $2,51 bilhões, de $2,64 bilhões, sugerindo que a empresa está gerindo sua alavancagem de forma cuidadosa, mesmo enquanto prossegue com aquisições.

Caminho da Gestão: Esperança Atrelada ao MAP 3.0

Olhar além dos obstáculos de curto prazo, a gestão expressou confiança de que as margens se recuperarão à medida que a iniciativa MAP 3.0 ganhe tração. Este programa de eficiência é central na estratégia da empresa para compensar as atuais pressões de custos.

Para o terceiro trimestre fiscal, a RPM projeta um aumento nas vendas consolidadas em uma taxa de dígito médio, com o EBIT ajustado esperado crescer na faixa de dígito médio a alto, em relação ao ano anterior. O segmento de Consumidores deve superar os segmentos de Revestimentos de Performance e Produtos de Construção em crescimento, apoiado por aquisições recentes.

A perspectiva para o quarto trimestre fiscal sugere potencial aceleração. A gestão espera que projetos atrasados se convertam em atividade até o final do ano, e se as interrupções relacionadas ao clima moverem projetos do Q3 para o Q4 (como aconteceu no ano passado), grande parte dessa atividade deve se materializar no quarto trimestre. As vendas consolidadas para o Q4 estão projetadas para alcançar crescimento de dígito médio, em comparação com os resultados recorde do ano anterior, enquanto o EBIT ajustado deve avançar na faixa de dígito baixo a alto, em relação ao mesmo período do ano anterior. O foco da empresa em manutenção e reparo, bem como sistemas engenheirados para edifícios de alto desempenho, deve continuar a oferecer suporte.

Reação do Mercado e Perspectiva de Investimento

Após a divulgação dos resultados, as ações da RPM subiram 1,7% durante o horário de negociação, sugerindo algum alívio dos investidores, apesar dos números decepcionantes. Atualmente, a RPM International possui uma Classificação Zacks #4 (Vender), refletindo a visão pessimista de consenso sobre a ação.

O trimestre destacou um desafio fundamental enfrentado pela RPM: o crescimento da receita não foi suficiente para compensar os custos operacionais crescentes e os desafios de eficiência. Embora a iniciativa MAP 3.0 da gestão e as aquisições recentes ofereçam um potencial caminho para a melhoria das margens, os investidores estarão atentos para ver se a empresa consegue transformar essas iniciativas estratégicas em ganhos de rentabilidade tangíveis nos próximos trimestres.

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