O zinco encerrou 2025 perto do seu ponto de partida, mas o caminho à frente parece complicado. O metal que alimenta o aço galvanizado terminou dezembro a cerca de US$3.088 por tonelada métrica—onde começou o ano a US$2.927. No entanto, entre esses extremos, há uma história de volatilidade impulsionada por ventos contrários no mercado imobiliário, mudanças nas políticas comerciais e uma persistente desconexão entre oferta e procura que está a criar tensão no mercado de zinco.
Como o Zinco se Desempenhou ao Longo de 2025
O ano começou de forma tranquila, com o zinco estabilizado durante o primeiro trimestre. Problemas reais chegaram em abril, quando o metal caiu 14 por cento para US$2.562—um mínimo anual—à medida que os traders reagiam a anúncios de tarifas e preocupações com recessão. A queda fazia sentido: tarifas ameaçam a manufatura e a construção, ambos grandes consumidores de zinco.
A partir desse ponto baixo, o preço do zinco subiu de forma constante. No final de junho, tinha recuperado para US$2.753. O terceiro e quarto trimestres trouxeram ganhos consistentes, levando o preço do zinco a US$2.954 em setembro e a US$3.088 no final do ano. A trajetória geral sugere que os compradores retornaram gradualmente, mesmo com os desafios fundamentais a persistirem.
O Enigma da Oferta-Demanda que Ninguém Está a Resolver
Aqui é onde as coisas ficam confusas. O Grupo de Estudo Internacional de Chumbo e Zinco (ILZSG) apontou um excedente de mercado de 85.000 MT em 2025. A produção de minas aumentou para 10,51 milhões de MT até outubro—um aumento em relação aos 9,87 milhões de MT do ano anterior. A produção refinada subiu para 11,52 milhões de MT, contra 11,12 milhões de MT. A procura também aumentou, atingindo 11,44 milhões de MT, mas não conseguiu acompanhar o crescimento da produção.
A parte mais estranha? Os inventários da LME colapsaram, caindo de 230.325 MT em 2 de janeiro para apenas 33.825 MT em 1 de novembro. Apesar das condições de excesso de oferta, a indisponibilidade do metal elevou os preços do zinco durante grande parte do ano—uma disfunção de mercado que manteve os custos de hedge elevados.
Por que os Mercados Imobiliários Têm Tanta Importância
A procura por zinco é quase totalmente dependente da construção. O setor imobiliário dos EUA enfrentou crises de acessibilidade, início de novas construções estagnado e um excesso de inventário não vendido. As taxas de hipoteca permaneceram elevadas, mantendo os compradores à margem.
A situação na China foi ainda pior. O mercado imobiliário do país permanece em queda livre, quatro anos após o colapso da Evergrande. As vendas de novembro dos 100 maiores incorporadores chineses caíram 36 por cento em relação a 2024—e recuaram 19 por cento nos primeiros 11 meses de 2025. Os estímulos governamentais não tiveram efeito. Isso significa que a procura chinesa, que o ILZSG esperava que aumentasse 1,3 por cento em 2025, provavelmente ficará estagnada em 2026.
O que Esperar para o Preço do Zinco em 2026
A situação de excedente está prestes a piorar. O ILZSG prevê um excedente global de zinco de 271.000 MT para 2026—mais do que o triplo do excedente deste ano. A produção refinada deve aumentar 2,4 por cento para 14,13 milhões de MT. A entrada de nova capacidade de minas no mercado inclui:
Reinício da mina Almina-Minas Aljustrel, em Portugal
Comissionamento da mina principal da Bunker Hill Mining, em Idaho
Lançamento da mina Xinjiang Huoshaoyun, na China (destinada a ocupar a sexta posição global entre operações de chumbo e zinco)
Expansão da produção de operações existentes na Europa, Austrália, Brasil e República Democrática do Congo
A procura global por zinco refinado deve crescer apenas 1 por cento, atingindo 13,86 milhões de MT—bem longe de cobrir a nova oferta.
Previsões de Preço: Uma História de Duas Metades
A Fastmarkets espera que o preço do zinco hoje e até o início de 2026 siga a tendência do média do LME de US$3.218 em 2025. A primeira metade deve mostrar força, especialmente enquanto a produção chinesa mantém um excedente e a procura global permanece irregular.
No entanto, na segunda metade de 2026, o excedente deverá pesar mais. Os preços devem cair à medida que o mercado transita para um melhor equilíbrio global—assumindo que a procura não acelere inesperadamente.
O Morgan Stanley recentemente ajustou sua previsão para 2026 para uma média anual de US$2.900, sinalizando um risco de baixa material em relação aos níveis atuais.
Fatores Imprevisíveis que Podem Redefinir o Panorama
A política da administração Trump em relação à infraestrutura pode surpreender positivamente. Se os gastos em construção aumentarem de forma significativa, a procura por zinco também aumentará. O zinco possui a designação de mineral crítico nos EUA para defesa e aço de infraestrutura, beneficiando produtores domésticos e aliados como a South32, cujo projeto Hermosa já obteve aprovação regulatória acelerada.
As tensões comerciais EUA-China representam uma espada de dois gumes. Se as tarifas aumentarem, os produtores ocidentais ganham vantagem competitiva—mas o risco de recessão global aumenta, prejudicando a procura.
A postura dos fabricantes permanece cautelosa. Contratos de longo prazo estão estagnados devido à incerteza nos inventários da LME. Os produtores estão adotando uma postura de esperar para ver, em vez de comprometer-se com compras futuras, o que mantém a descoberta de preços confusa e a volatilidade elevada.
A Conclusão
O zinco enfrenta uma configuração clássica de baixa: excedente de oferta enfrentando crescimento fraco da procura. O preço do zinco hoje reflete uma escassez temporária nos mercados físicos, mas desequilíbrios estruturais estão por vir. Para investidores pacientes, 2026 pode oferecer oportunidades de compra se os preços caírem para a faixa de US$2.600–US$2.700 de suporte. Para os traders, espere movimentos laterais e uma postura de risco reduzido na segunda metade.
O destino de curto prazo do metal depende de duas questões: a estímulo da China finalmente moverá a questão da habitação? E a política de infraestrutura dos EUA realmente se concretizará? Até que essas respostas fiquem claras, espera-se que o mercado de zinco continue a recuar, apesar dos números de excedente mais alarmantes do que a realidade no terreno.
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Preço do Zinco Hoje e Perspetivas para 2026: O que os Observadores de Mercado Estão a Dizer
O zinco encerrou 2025 perto do seu ponto de partida, mas o caminho à frente parece complicado. O metal que alimenta o aço galvanizado terminou dezembro a cerca de US$3.088 por tonelada métrica—onde começou o ano a US$2.927. No entanto, entre esses extremos, há uma história de volatilidade impulsionada por ventos contrários no mercado imobiliário, mudanças nas políticas comerciais e uma persistente desconexão entre oferta e procura que está a criar tensão no mercado de zinco.
Como o Zinco se Desempenhou ao Longo de 2025
O ano começou de forma tranquila, com o zinco estabilizado durante o primeiro trimestre. Problemas reais chegaram em abril, quando o metal caiu 14 por cento para US$2.562—um mínimo anual—à medida que os traders reagiam a anúncios de tarifas e preocupações com recessão. A queda fazia sentido: tarifas ameaçam a manufatura e a construção, ambos grandes consumidores de zinco.
A partir desse ponto baixo, o preço do zinco subiu de forma constante. No final de junho, tinha recuperado para US$2.753. O terceiro e quarto trimestres trouxeram ganhos consistentes, levando o preço do zinco a US$2.954 em setembro e a US$3.088 no final do ano. A trajetória geral sugere que os compradores retornaram gradualmente, mesmo com os desafios fundamentais a persistirem.
O Enigma da Oferta-Demanda que Ninguém Está a Resolver
Aqui é onde as coisas ficam confusas. O Grupo de Estudo Internacional de Chumbo e Zinco (ILZSG) apontou um excedente de mercado de 85.000 MT em 2025. A produção de minas aumentou para 10,51 milhões de MT até outubro—um aumento em relação aos 9,87 milhões de MT do ano anterior. A produção refinada subiu para 11,52 milhões de MT, contra 11,12 milhões de MT. A procura também aumentou, atingindo 11,44 milhões de MT, mas não conseguiu acompanhar o crescimento da produção.
A parte mais estranha? Os inventários da LME colapsaram, caindo de 230.325 MT em 2 de janeiro para apenas 33.825 MT em 1 de novembro. Apesar das condições de excesso de oferta, a indisponibilidade do metal elevou os preços do zinco durante grande parte do ano—uma disfunção de mercado que manteve os custos de hedge elevados.
Por que os Mercados Imobiliários Têm Tanta Importância
A procura por zinco é quase totalmente dependente da construção. O setor imobiliário dos EUA enfrentou crises de acessibilidade, início de novas construções estagnado e um excesso de inventário não vendido. As taxas de hipoteca permaneceram elevadas, mantendo os compradores à margem.
A situação na China foi ainda pior. O mercado imobiliário do país permanece em queda livre, quatro anos após o colapso da Evergrande. As vendas de novembro dos 100 maiores incorporadores chineses caíram 36 por cento em relação a 2024—e recuaram 19 por cento nos primeiros 11 meses de 2025. Os estímulos governamentais não tiveram efeito. Isso significa que a procura chinesa, que o ILZSG esperava que aumentasse 1,3 por cento em 2025, provavelmente ficará estagnada em 2026.
O que Esperar para o Preço do Zinco em 2026
A situação de excedente está prestes a piorar. O ILZSG prevê um excedente global de zinco de 271.000 MT para 2026—mais do que o triplo do excedente deste ano. A produção refinada deve aumentar 2,4 por cento para 14,13 milhões de MT. A entrada de nova capacidade de minas no mercado inclui:
A procura global por zinco refinado deve crescer apenas 1 por cento, atingindo 13,86 milhões de MT—bem longe de cobrir a nova oferta.
Previsões de Preço: Uma História de Duas Metades
A Fastmarkets espera que o preço do zinco hoje e até o início de 2026 siga a tendência do média do LME de US$3.218 em 2025. A primeira metade deve mostrar força, especialmente enquanto a produção chinesa mantém um excedente e a procura global permanece irregular.
No entanto, na segunda metade de 2026, o excedente deverá pesar mais. Os preços devem cair à medida que o mercado transita para um melhor equilíbrio global—assumindo que a procura não acelere inesperadamente.
O Morgan Stanley recentemente ajustou sua previsão para 2026 para uma média anual de US$2.900, sinalizando um risco de baixa material em relação aos níveis atuais.
Fatores Imprevisíveis que Podem Redefinir o Panorama
A política da administração Trump em relação à infraestrutura pode surpreender positivamente. Se os gastos em construção aumentarem de forma significativa, a procura por zinco também aumentará. O zinco possui a designação de mineral crítico nos EUA para defesa e aço de infraestrutura, beneficiando produtores domésticos e aliados como a South32, cujo projeto Hermosa já obteve aprovação regulatória acelerada.
As tensões comerciais EUA-China representam uma espada de dois gumes. Se as tarifas aumentarem, os produtores ocidentais ganham vantagem competitiva—mas o risco de recessão global aumenta, prejudicando a procura.
A postura dos fabricantes permanece cautelosa. Contratos de longo prazo estão estagnados devido à incerteza nos inventários da LME. Os produtores estão adotando uma postura de esperar para ver, em vez de comprometer-se com compras futuras, o que mantém a descoberta de preços confusa e a volatilidade elevada.
A Conclusão
O zinco enfrenta uma configuração clássica de baixa: excedente de oferta enfrentando crescimento fraco da procura. O preço do zinco hoje reflete uma escassez temporária nos mercados físicos, mas desequilíbrios estruturais estão por vir. Para investidores pacientes, 2026 pode oferecer oportunidades de compra se os preços caírem para a faixa de US$2.600–US$2.700 de suporte. Para os traders, espere movimentos laterais e uma postura de risco reduzido na segunda metade.
O destino de curto prazo do metal depende de duas questões: a estímulo da China finalmente moverá a questão da habitação? E a política de infraestrutura dos EUA realmente se concretizará? Até que essas respostas fiquem claras, espera-se que o mercado de zinco continue a recuar, apesar dos números de excedente mais alarmantes do que a realidade no terreno.