Quem realmente detém a dívida de 36,2 trilhões de dólares dos EUA? Os 20 países que possuem mais obrigações americanas

A questão de quem é a dívida dos EUA devida tem-se tornado cada vez mais importante para investidores e formuladores de políticas. Embora muitos assumam que governos estrangeiros controlam uma parte significativa da dívida americana, a realidade é muito mais complexa — e talvez menos alarmante do que os títulos sugerem.

O Panorama dos Credores Internacionais

Em abril de 2025, os dados do Tesouro revelam que as nações estrangeiras possuem coletivamente aproximadamente 24% das obrigações pendentes dos EUA. Mas este valor agregado oculta a verdadeira história: quais países são realmente os maiores credores da América, e o que a sua participação significa para a economia mais ampla?

Os 20 maiores detentores internacionais apresentam uma imagem interessante. O Japão lidera significativamente com $1,13 triliões em holdings, seguido pelo Reino Unido com $807,7 bilhões e pela China com $757,2 bilhões. Isso marca uma mudança notável — a China tem vindo a reduzir gradualmente a sua posição nos últimos anos, cedendo o segundo lugar ao Reino Unido. As restantes holdings estão distribuídas por países como as Ilhas Cayman ($448,3 mil milhões), Bélgica ($411,0 mil milhões), Luxemburgo ($410,9 mil milhões), Canadá ($368,4 mil milhões), e França ($360,6 mil milhões).

Outros credores substanciais incluem a Irlanda ($339,9 mil milhões), a Suíça ($310,9 mil milhões), Taiwan ($298,8 mil milhões), Singapura ($247,7 mil milhões), Hong Kong ($247,1 mil milhões), Índia ($232,5 mil milhões), Brasil ($212,0 mil milhões), Noruega ($195,9 mil milhões), Arábia Saudita ($133,8 mil milhões), Coreia do Sul ($121,7 mil milhões), Emirados Árabes Unidos ($112,9 mil milhões), e Alemanha ($110,4 mil milhões).

Compreender a Composição Real da Dívida dos EUA

Para entender verdadeiramente a quem é devida a dívida dos EUA, é preciso olhar além da propriedade estrangeira. Os próprios americanos detêm 55% da dívida nacional, enquanto as instituições domésticas — incluindo a Reserva Federal e a Administração da Segurança Social — controlam mais 20% combinados. Isto significa que a grande maioria das obrigações americanas permanece em mãos nacionais, um detalhe crítico frequentemente negligenciado no discurso público.

A dívida atual dos EUA está em torno de $36,2 trilhões — um valor tão imenso que desafia a intuição. Gastar $1 milhão diariamente levaria mais de 99.000 anos para esgotar. No entanto, quando contextualizado com o património líquido total das famílias americanas, que excede $160 trilhão, a dívida parece consideravelmente mais gerível, aproximadamente um quinto da riqueza nacional.

O Que Significa Realmente o Status de Credor Estrangeiro

Apesar das preocupações sobre alavancagem internacional, a natureza dispersa das holdings estrangeiras limita significativamente a influência de qualquer país individual. A saída gradual da China da sua posição como segunda maior detentora ocorreu sem desestabilizar os mercados — um testemunho da profunda liquidez dos instrumentos do Tesouro dos EUA. Nenhum país individual detém holdings suficientes para ditar a política económica ou exercer pressão indevida.

A propriedade estrangeira da dívida, no entanto, influencia as taxas de juro. Uma procura reduzida por parte de compradores internacionais pode elevar os rendimentos dos Títulos do Tesouro, empurrando as taxas mais altas em toda a economia americana. Por outro lado, períodos de maior interesse estrangeiro normalmente deprimem os rendimentos e elevam as avaliações dos títulos. Estas mecânicas de mercado, embora reais, ocorrem no contexto de os Estados Unidos manterem o mercado de títulos do governo mais robusto e líquido do mundo.

A Conclusão Sobre os Credores da Dívida

Compreender quem é devedor à dívida dos EUA exige reconhecer que a resposta envolve principalmente os americanos, com participação internacional adicional. Os países estrangeiros, apesar das suas holdings substanciais agregadas, não mantêm uma alavancagem esmagadora — são participantes numa base diversificada de credores, não controladores da política fiscal americana. Embora o tamanho absoluto da dívida dos EUA exija atenção política séria, a preocupação específica com o controlo estrangeiro permanece em grande medida teórica, e não uma questão imediatamente prática.

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