O mercado de café apresenta sinais mistos hoje, com os futuros mostrando movimentos divergentes. O arábica de março está a negociar +0,60 (+0,17%), impulsionado pelo apoio climático do Brasil, enquanto o robusta de março caiu -100 pontos (-2,53%), atingindo um mínimo de uma semana, à medida que o Vietname aumenta as exportações.
Boom de Exportações do Vietname Pesa sobre o Robusta
O Vietname, o principal produtor mundial de robusta, está a inundar o mercado com remessas recorde. Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas do Vietname, as exportações de café de 2025 aumentaram +17,5% em relação ao ano anterior, para 1,58 milhões de toneladas métricas. Este aumento está a aliviar as preocupações com a escassez de oferta que anteriormente sustentava os preços. Olhando para o futuro, a produção do Vietname deve subir +6% em 2025/26 para 1,76 MMT (29,4 milhões de sacos), atingindo o nível mais alto em quatro anos, com potencial para mais um aumento de 10% se o clima colaborar.
Apoio pela Secura no Brasil Eleva o Arábica
Em contraste, o arábica encontra suporte nas pressões climáticas no Brasil. A Somar Meteorologia informou que Minas Gerais, a maior região produtora de arábica do Brasil, recebeu apenas 47,9 mm de chuva na semana encerrada a 2 de janeiro—apenas 67% da média histórica. Este défice está a dar impulso ao complexo do arábica.
Para agravar o suporte, o real brasileiro disparou para um pico de três semanas face ao dólar hoje. Um real mais forte normalmente desencoraja os produtores brasileiros de exportar, apertando inadvertidamente a dinâmica de oferta a curto prazo.
Pressões de Inventário Mostram Sinais Mistos
Dados de armazenamento do ICE revelam tendências divergentes de inventário. As reservas de arábica caíram para um mínimo de 1,75 anos, de 398.645 sacos, em 20 de novembro, embora tenham desde então recuperado para um máximo de dois meses, de 456.477 sacos, até 24 de dezembro. Os inventários de robusta também diminuíram para um mínimo de um ano, de 4.012 lotes, em 10 de dezembro, antes de se recuperarem para 4.278 lotes no final de dezembro.
O cenário de inventário mais apertado historicamente apoia os preços, mas a recuperação nas reservas sugere algum alívio da escassez extrema.
Normalização de Tarifas nos EUA Redefine Padrões de Compra
A procura de café nos EUA, proveniente do Brasil, conta uma história instrutiva. Durante o período de tarifas do Trump (Agosto-Outubro), as compras americanas de grãos brasileiros caíram 52% em relação ao ano anterior, para 983.970 sacos. Mesmo após a redução dessas tarifas, os inventários de café nos EUA permanecem limitados, sugerindo um atraso na reposição em vez de um aumento imediato da procura.
Perspectivas de Crescimento da Produção Moderam o Caso de Alta
O impulso da produção global deve expandir-se de forma significativa. A previsão de colheita do Brasil para 2025 foi aumentada em 2,4%, para 56,54 milhões de sacos, segundo a atualização de dezembro da Conab. Mais importante, o Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA projeta que a produção mundial de café para 2025/26 atingirá um recorde de 178,848 milhões de sacos, um aumento de +2,0% em relação ao ano anterior. No entanto, isso oculta uma divisão crítica: a produção de arábica deve diminuir -4,7%, para 95,515 milhões de sacos, enquanto a produção de robusta deve subir +10,9%, para 83,333 milhões de sacos.
A contribuição específica do Vietname é significativa—a FAS prevê que o país produzirá 30,8 milhões de sacos em 2025/26, um aumento de +6,2% e um pico de quatro anos, reforçando a narrativa do excesso de robusta.
A Conclusão
Os traders de café enfrentam correntes conflitantes: suporte forte ao arábica devido às restrições climáticas brasileiras e à força cambial, compensado por uma inundação de oferta de robusta do Vietname. As stocks finais globais estão projetadas para diminuir -5,4%, para 20,148 milhões de sacos em 2025/26, mas a composição importa—a abundância de robusta está a pressionar os preços, apesar da escassez estrutural de oferta noutros setores do complexo.
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O aumento do café no Vietname pressiona a robusta, enquanto o clima seco no Brasil sustenta os preços do arábica
O mercado de café apresenta sinais mistos hoje, com os futuros mostrando movimentos divergentes. O arábica de março está a negociar +0,60 (+0,17%), impulsionado pelo apoio climático do Brasil, enquanto o robusta de março caiu -100 pontos (-2,53%), atingindo um mínimo de uma semana, à medida que o Vietname aumenta as exportações.
Boom de Exportações do Vietname Pesa sobre o Robusta
O Vietname, o principal produtor mundial de robusta, está a inundar o mercado com remessas recorde. Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas do Vietname, as exportações de café de 2025 aumentaram +17,5% em relação ao ano anterior, para 1,58 milhões de toneladas métricas. Este aumento está a aliviar as preocupações com a escassez de oferta que anteriormente sustentava os preços. Olhando para o futuro, a produção do Vietname deve subir +6% em 2025/26 para 1,76 MMT (29,4 milhões de sacos), atingindo o nível mais alto em quatro anos, com potencial para mais um aumento de 10% se o clima colaborar.
Apoio pela Secura no Brasil Eleva o Arábica
Em contraste, o arábica encontra suporte nas pressões climáticas no Brasil. A Somar Meteorologia informou que Minas Gerais, a maior região produtora de arábica do Brasil, recebeu apenas 47,9 mm de chuva na semana encerrada a 2 de janeiro—apenas 67% da média histórica. Este défice está a dar impulso ao complexo do arábica.
Para agravar o suporte, o real brasileiro disparou para um pico de três semanas face ao dólar hoje. Um real mais forte normalmente desencoraja os produtores brasileiros de exportar, apertando inadvertidamente a dinâmica de oferta a curto prazo.
Pressões de Inventário Mostram Sinais Mistos
Dados de armazenamento do ICE revelam tendências divergentes de inventário. As reservas de arábica caíram para um mínimo de 1,75 anos, de 398.645 sacos, em 20 de novembro, embora tenham desde então recuperado para um máximo de dois meses, de 456.477 sacos, até 24 de dezembro. Os inventários de robusta também diminuíram para um mínimo de um ano, de 4.012 lotes, em 10 de dezembro, antes de se recuperarem para 4.278 lotes no final de dezembro.
O cenário de inventário mais apertado historicamente apoia os preços, mas a recuperação nas reservas sugere algum alívio da escassez extrema.
Normalização de Tarifas nos EUA Redefine Padrões de Compra
A procura de café nos EUA, proveniente do Brasil, conta uma história instrutiva. Durante o período de tarifas do Trump (Agosto-Outubro), as compras americanas de grãos brasileiros caíram 52% em relação ao ano anterior, para 983.970 sacos. Mesmo após a redução dessas tarifas, os inventários de café nos EUA permanecem limitados, sugerindo um atraso na reposição em vez de um aumento imediato da procura.
Perspectivas de Crescimento da Produção Moderam o Caso de Alta
O impulso da produção global deve expandir-se de forma significativa. A previsão de colheita do Brasil para 2025 foi aumentada em 2,4%, para 56,54 milhões de sacos, segundo a atualização de dezembro da Conab. Mais importante, o Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA projeta que a produção mundial de café para 2025/26 atingirá um recorde de 178,848 milhões de sacos, um aumento de +2,0% em relação ao ano anterior. No entanto, isso oculta uma divisão crítica: a produção de arábica deve diminuir -4,7%, para 95,515 milhões de sacos, enquanto a produção de robusta deve subir +10,9%, para 83,333 milhões de sacos.
A contribuição específica do Vietname é significativa—a FAS prevê que o país produzirá 30,8 milhões de sacos em 2025/26, um aumento de +6,2% e um pico de quatro anos, reforçando a narrativa do excesso de robusta.
A Conclusão
Os traders de café enfrentam correntes conflitantes: suporte forte ao arábica devido às restrições climáticas brasileiras e à força cambial, compensado por uma inundação de oferta de robusta do Vietname. As stocks finais globais estão projetadas para diminuir -5,4%, para 20,148 milhões de sacos em 2025/26, mas a composição importa—a abundância de robusta está a pressionar os preços, apesar da escassez estrutural de oferta noutros setores do complexo.