Comparando Ouro vs. Cobre: Qual Metal oferece melhores retornos em 2025?

O debate de investimento entre ouro e cobre continua a intensificar-se à medida que ambas as commodities ultrapassaram limites de preço significativos nos últimos anos. Na convenção da (Prospectors & Developers Association of Canada) em 2025, líderes do setor reuniram-se para examinar qual dos metais preciosos e industriais poderá oferecer um desempenho superior para investidores que navegam num panorama económico cada vez mais complexo. O ouro ultrapassou os US$2.700 por onça, enquanto o cobre atingiu a marca de US$5 por libra, refletindo dinâmicas de mercado mais amplas moldadas por tensões geopolíticas, preocupações com a inflação e mudanças nas políticas comerciais globais.

O Contexto Macroeconómico que Impulsiona Ambas as Commodities

Tanto o ouro como o cobre enfrentam obstáculos e oportunidades semelhantes no ambiente atual. Pressões inflacionárias decorrentes de estímulos durante a pandemia, conflitos regionais incluindo a guerra Rússia-Ucrânia e tensões no Médio Oriente, e incerteza política sob a nova administração dos EUA criaram procura por ativos de refúgio seguro e materiais industriais. Desafios na oferta agravam estas dinâmicas, com ambos os metais a experienciar uma diminuição na qualidade do minério, o que aumenta os custos de extração e reduz a rentabilidade das empresas mineiras.

Na vertente da procura, a inflação tem desacelerado a atividade imobiliária em todo o mundo, enquanto as perturbações geopolíticas forçaram o reroteamento logístico. A ameaça de tarifas adicionais dos EUA acrescenta uma camada de complexidade, podendo perturbar os mercados imobiliários e os setores de manufatura globalmente. Estas pressões partilhadas tornam essencial compreender os fundamentos únicos de cada metal para os investidores.

Porque o Cobre Pode Superar: Crescimento Estrutural da Procura

O mercado do cobre apresenta uma narrativa convincente de oferta e procura. Apesar da fraqueza de curto prazo no setor imobiliário da China—historicamente o maior impulsionador da procura de cobre—novas fontes de procura estão a emergir. As tendências de urbanização em economias em desenvolvimento, particularmente no Sudeste Asiático e na América do Sul, juntamente com a expansão das classes médias na Indonésia e na Índia, estão a criar um crescimento sustentado do consumo, reminiscentes da industrialização ocidental do século XX.

A tecnologia e a transição energética representam outro pilar crítico de procura. Infraestruturas de inteligência artificial, sistemas de energia renovável, centros de dados e iniciativas de eletrificação requerem inputs significativos de cobre. Segundo análises do setor, a intensidade de cobre por capita acelerou-se dramaticamente desde 1990, impulsionada pela informatização, globalização e agora pelos esforços de descarbonização.

Restrições na oferta podem intensificar esta dinâmica. As operações mineiras existentes enfrentam reservas em depleção e aumentos nos custos de capital para projetos (greenfield) e (brownfield). Atender à procura projetada na próxima década exige a adição de 6 a 8 milhões de toneladas métricas de capacidade de produção anual, o que requer aproximadamente US$100 milhões de investimento anual apenas para manter as taxas de crescimento atuais. As empresas mineiras lutam para encontrar projetos viáveis a custos económicos, enquanto o cobre reciclado não consegue preencher totalmente a lacuna.

A vantagem fundamental do cobre reside no seu papel essencial em múltiplos setores em expansão. Como observou um importante executivo, atender à procura futura de cobre requer ou avanços tecnológicos ou uma valorização significativa do preço—ambos os cenários favorecem os investidores posicionados neste metal.

Porque o Ouro Mantém o Atractivo: Proteção contra Riscos Macroeconómicos

A tese de investimento no ouro difere fundamentalmente do caso industrial do cobre. Em vez de dinâmicas de oferta e procura, o ouro responde a condições macroeconómicas e movimentos cambiais. A situação da dívida dos EUA exemplifica esta lógica: a dívida federal ultrapassa os US$36,5 trilhões contra um PIB de US$29,1 trilhões, resultando numa relação dívida/PIB de 125%—o valor mais alto desde a Segunda Guerra Mundial, traduzindo-se em mais de US$650.000 por agregado familiar.

Esta trajetória fiscal pode exigir expansão monetária, que historicamente erosiona o valor da moeda e beneficia os retornos denominados em ouro. Dada a relação inversa entre a força do dólar dos EUA e os preços do ouro em termos reais, uma fraqueza do dólar seria construtiva para os investidores em ouro. Mesmo na ausência de cenários catastróficos, riscos de recessão e dificuldades de aterragem suave sustentam a posição defensiva do ouro.

O comportamento dos bancos centrais reforça este apelo. Autoridades monetárias globais têm comprado ouro a níveis recorde, enquanto consumidores finais na China e na Índia mostram taxas de acumulação sem precedentes. Os investidores ocidentais ainda não participaram significativamente nesta tendência, mas a incerteza tarifária e a confusão política podem impulsionar uma adoção mais ampla. A posse física de ouro continua a ser atraente em múltiplos formatos—lingotes, ETFs, ações e acordos de royalties—proporcionando aos investidores opções de exposição flexíveis.

Avaliar as Opções: Uma Perspetiva Equilibrada

Ambos os metais merecem consideração numa carteira diversificada, cada um respondendo a preocupações diferentes dos investidores. Ouro versus cobre refletem, em última análise, uma escolha entre proteção macroeconómica e exposição ao crescimento estrutural.

O ouro preserva a riqueza em meio à incerteza e cenários de desvalorização cambial. A sua liquidez, múltiplos formatos de posse e status histórico de refúgio seguro tornam-no acessível a diversos perfis de investidores. O cobre, por outro lado, oferece exposição à escassez real de oferta e ao crescimento da procura a longo prazo, impulsionado por tendências de eletrificação e desenvolvimento que parecem irreversíveis.

O ambiente global—caracterizado por atritos geopolíticos, instabilidade económica e disrupção tecnológica—cria condições favoráveis para ambas as commodities em 2025. Em vez de escolher uma exclusivamente, investidores sofisticados podem ver o ouro e o cobre como posições complementares que abordam perfis de risco-retorno distintos dentro de uma estratégia mais ampla.

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