Ao longo de mais de dez anos, a identidade do desenvolvedor do bitcoin permanece uma das maiores incógnitas da comunidade cripto. Embora o bitcoin tenha sido apresentado em 2009, o seu criador nunca revelou a sua verdadeira identidade. Muitos investigadores e jornalistas tentaram desvendar este mistério, levantando várias hipóteses sobre quem poderia estar por trás deste projeto revolucionário.
O primeiro suspeito, em 2014, foi um americano de 64 anos de origem japonesa, Dorian Satoshi Nakamoto, que trabalhava como programador em Los Angeles em projetos secretos de defesa e em empresas de tecnologia financeira. No entanto, ele rapidamente refutou essa teoria.
Mais tarde, a atenção dos investigadores voltou-se para Hal Finney, especialista em criptografia, que foi o destinatário da primeira transação de bitcoin na história. Apesar das coincidências, Finney negou categoricamente qualquer envolvimento até à sua morte em 2014.
O cientista da computação Nik Saboo também entrou na lista de suspeitos. Investigadores da Universidade de Aston analisaram os seus trabalhos escritos e compararam-nos com o white paper do bitcoin, encontrando paralelismos significativos. No entanto, Saboo também refutou essas hipóteses, e nenhuma prova convincente surgiu até ao momento.
Em 2015, o empresário Craig Wright afirmou que foi ele quem desenvolveu o bitcoin, tornando-se o primeiro de todos os candidatos a não negar categoricamente a sua participação. Contudo, quando foram solicitadas provas concretas, as suas afirmações desmoronaram-se, e surgiram contra-argumentos na comunidade online.
Alguns também levantaram a teoria de que o criador poderia ser um programador e ex-detetive, Dave Kleiman. No entanto, essa hipótese também não recebeu confirmação suficiente.
O que é o satoshi e qual o seu papel na ecossistema do bitcoin
A palavra satoshi não é apenas parte do nome do criador da criptomoeda, mas também a menor unidade de medida do BTC. A ideia de dividir o bitcoin em frações menores foi de Satoshi Nakamoto e foi implementada no protocolo desde o início, embora a sua aplicação prática só tenha surgido muito mais tarde.
Em setembro de 2009, o valor da criptomoeda era extremamente baixo — por 5050 bitcoins, eram apenas $5,02, pelo que não fazia sentido dividir a moeda. Em novembro de 2010, o preço subiu para $0,5 na bolsa Mt.Gox, e um utilizador do fórum cripto com o nickname ribuck sugeriu pela primeira vez a introdução de uma unidade mínima padronizada — 1/100 BTC. A proposta foi ignorada, pois ainda não havia necessidade.
Um momento decisivo foi fevereiro de 2011, quando o valor do bitcoin duplicou e atingiu pela primeira vez a marca de $1. Foi nesta altura que ribuck voltou a propor a introdução de unidades monetárias menores, e desta vez a comunidade concordou. As unidades passaram a chamar-se satoshi, em homenagem ao criador da moeda digital.
No entanto, os desenvolvedores escolheram uma proporção diferente da tradicional nos sistemas fiduciários. Se o copeque na moeda russa representa 1/100, um satoshi equivale a 0,00000001 BTC — ou seja, uma centena de milhões de partes de um bitcoin. Esta decisão demonstra que, mesmo nos primeiros dias, os desenvolvedores previram o potencial de crescimento do valor do ativo.
Hierarquia de divisões do bitcoin
O sistema de divisões atual é o seguinte:
1 BTC (bitcoin) — unidade completa
0,01 BTC (bitcent)
0,000001 BTC (milibitcoin)
0,00000001 BTC (satoshi) — menor unidade divisível
A existência do satoshi é necessária para facilitar cálculos práticos do dia a dia. Considerando o crescimento acelerado do preço do bitcoin, seria extremamente incómodo avaliar o valor de bens e serviços em bitcoins inteiros ou mesmo em frações. O satoshi permite aos utilizadores trabalhar com quantias compreensíveis e convenientes.
Formas de obter satoshi
Como o satoshi é uma fração do bitcoin, os métodos de aquisição não diferem dos métodos de compra de BTC:
Nas exchanges de criptomoedas — a forma mais tradicional, onde se pode trocar moeda fiduciária ou outros ativos cripto por BTC, que depois é dividido em satoshi.
Através de trocadores online — serviços especializados na troca de moedas entre diferentes sistemas.
Em plataformas P2P — negociações diretas entre utilizadores sem intermediários.
Em carteiras de criptomoedas — algumas aplicações oferecem funções integradas de troca.
Por mineração — extração de novos blocos de bitcoin. No entanto, atualmente, trata-se de uma atividade extremamente dispendiosa, com uma elevada barreira de entrada, exigindo investimentos significativos em hardware e eletricidade.
Por que a identidade de Nakamoto permanece desconhecida
Apesar de várias tentativas de investigação, a verdadeira identidade de Satoshi Nakamoto nunca foi revelada. Cada um dos candidatos propostos tinha argumentos válidos a seu favor, mas nenhum conseguiu apresentar provas irrefutáveis da sua participação na criação do bitcoin. Este mistério continua a intrigar a comunidade cripto e investigadores em todo o mundo, deixando espaço para novas hipóteses e teorias.
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Enigma Nakamoto: a história de Satoshi e a busca pelo criador da primeira criptomoeda
Quem está por trás do pseudónimo Satoshi Nakamoto
Ao longo de mais de dez anos, a identidade do desenvolvedor do bitcoin permanece uma das maiores incógnitas da comunidade cripto. Embora o bitcoin tenha sido apresentado em 2009, o seu criador nunca revelou a sua verdadeira identidade. Muitos investigadores e jornalistas tentaram desvendar este mistério, levantando várias hipóteses sobre quem poderia estar por trás deste projeto revolucionário.
O primeiro suspeito, em 2014, foi um americano de 64 anos de origem japonesa, Dorian Satoshi Nakamoto, que trabalhava como programador em Los Angeles em projetos secretos de defesa e em empresas de tecnologia financeira. No entanto, ele rapidamente refutou essa teoria.
Mais tarde, a atenção dos investigadores voltou-se para Hal Finney, especialista em criptografia, que foi o destinatário da primeira transação de bitcoin na história. Apesar das coincidências, Finney negou categoricamente qualquer envolvimento até à sua morte em 2014.
O cientista da computação Nik Saboo também entrou na lista de suspeitos. Investigadores da Universidade de Aston analisaram os seus trabalhos escritos e compararam-nos com o white paper do bitcoin, encontrando paralelismos significativos. No entanto, Saboo também refutou essas hipóteses, e nenhuma prova convincente surgiu até ao momento.
Em 2015, o empresário Craig Wright afirmou que foi ele quem desenvolveu o bitcoin, tornando-se o primeiro de todos os candidatos a não negar categoricamente a sua participação. Contudo, quando foram solicitadas provas concretas, as suas afirmações desmoronaram-se, e surgiram contra-argumentos na comunidade online.
Alguns também levantaram a teoria de que o criador poderia ser um programador e ex-detetive, Dave Kleiman. No entanto, essa hipótese também não recebeu confirmação suficiente.
O que é o satoshi e qual o seu papel na ecossistema do bitcoin
A palavra satoshi não é apenas parte do nome do criador da criptomoeda, mas também a menor unidade de medida do BTC. A ideia de dividir o bitcoin em frações menores foi de Satoshi Nakamoto e foi implementada no protocolo desde o início, embora a sua aplicação prática só tenha surgido muito mais tarde.
Em setembro de 2009, o valor da criptomoeda era extremamente baixo — por 5050 bitcoins, eram apenas $5,02, pelo que não fazia sentido dividir a moeda. Em novembro de 2010, o preço subiu para $0,5 na bolsa Mt.Gox, e um utilizador do fórum cripto com o nickname ribuck sugeriu pela primeira vez a introdução de uma unidade mínima padronizada — 1/100 BTC. A proposta foi ignorada, pois ainda não havia necessidade.
Um momento decisivo foi fevereiro de 2011, quando o valor do bitcoin duplicou e atingiu pela primeira vez a marca de $1. Foi nesta altura que ribuck voltou a propor a introdução de unidades monetárias menores, e desta vez a comunidade concordou. As unidades passaram a chamar-se satoshi, em homenagem ao criador da moeda digital.
No entanto, os desenvolvedores escolheram uma proporção diferente da tradicional nos sistemas fiduciários. Se o copeque na moeda russa representa 1/100, um satoshi equivale a 0,00000001 BTC — ou seja, uma centena de milhões de partes de um bitcoin. Esta decisão demonstra que, mesmo nos primeiros dias, os desenvolvedores previram o potencial de crescimento do valor do ativo.
Hierarquia de divisões do bitcoin
O sistema de divisões atual é o seguinte:
A existência do satoshi é necessária para facilitar cálculos práticos do dia a dia. Considerando o crescimento acelerado do preço do bitcoin, seria extremamente incómodo avaliar o valor de bens e serviços em bitcoins inteiros ou mesmo em frações. O satoshi permite aos utilizadores trabalhar com quantias compreensíveis e convenientes.
Formas de obter satoshi
Como o satoshi é uma fração do bitcoin, os métodos de aquisição não diferem dos métodos de compra de BTC:
Nas exchanges de criptomoedas — a forma mais tradicional, onde se pode trocar moeda fiduciária ou outros ativos cripto por BTC, que depois é dividido em satoshi.
Através de trocadores online — serviços especializados na troca de moedas entre diferentes sistemas.
Em plataformas P2P — negociações diretas entre utilizadores sem intermediários.
Em carteiras de criptomoedas — algumas aplicações oferecem funções integradas de troca.
Por mineração — extração de novos blocos de bitcoin. No entanto, atualmente, trata-se de uma atividade extremamente dispendiosa, com uma elevada barreira de entrada, exigindo investimentos significativos em hardware e eletricidade.
Por que a identidade de Nakamoto permanece desconhecida
Apesar de várias tentativas de investigação, a verdadeira identidade de Satoshi Nakamoto nunca foi revelada. Cada um dos candidatos propostos tinha argumentos válidos a seu favor, mas nenhum conseguiu apresentar provas irrefutáveis da sua participação na criação do bitcoin. Este mistério continua a intrigar a comunidade cripto e investigadores em todo o mundo, deixando espaço para novas hipóteses e teorias.