你是否想过,为什么在线转账时银行知道是真正 da### você a operar? Por que as mensagens privadas nos aplicativos de chat ninguém consegue espionar? As respostas apontam para um guardião invisível comum — criptografia. Esta antiga disciplina tornou-se uma tecnologia fundamental indispensável na era digital de hoje, presente em proteção de privacidade pessoal, segurança de transações financeiras, defesa de informações nacionais, no campo de ativos criptografados e em muitos outros setores. Este artigo irá aprofundar seu entendimento sobre esse campo misterioso e prático.
O que exatamente é a criptografia
Compreendendo a criptografia a partir de cenários do cotidiano
Imagine que você precisa enviar uma mensagem secreta para um amigo, mas a carta passará por várias mãos. A maneira mais simples é criar uma linguagem secreta que só vocês dois entendam — trocar cada letra pela próxima no alfabeto. Essa é uma aplicação básica de criptografia.
Do ponto de vista acadêmico, criptografia (do grego “escrita oculta”) é uma ciência que estuda como proteger a segurança da informação. Ela não cobre apenas técnicas de cifragem, mas também inclui sistemas de verificação de integridade de dados, autenticação de identidade, prevenção de negação de autoria, entre outros mecanismos de proteção.
( Os quatro objetivos centrais da criptografia
Confidencialidade: garantir que a informação seja acessível apenas por pessoas autorizadas. Se um hacker interceptar seus dados cifrados, ele deveria ver apenas um amontoado de caracteres ilegíveis.
Integridade: verificar que a informação não foi alterada durante transmissão ou armazenamento. Mesmo que alguém capture os dados, qualquer modificação será detectada.
Autenticação de identidade: confirmar a verdadeira identidade das partes na comunicação. O banco precisa verificar se quem está sacando dinheiro é realmente o titular da conta.
Prevenção de negação: o remetente não pode negar posteriormente que enviou aquela mensagem. Em transações legais, as partes não podem alegar “não fui eu quem assinei”.
Esses quatro pilares formam a base da segurança digital moderna, especialmente em áreas emergentes como [blockchain])/( e [criptomoedas])/###.
Criptografia vs Criptografia: não confunda
Cifrar: é uma ação, o processo de transformar uma informação legível em um texto cifrado, como trancar um livro dentro de um cofre.
Criptografia: é uma ciência, que inclui o design de algoritmos de cifragem, gestão de chaves, técnicas de decifração e até métodos de quebrar códigos alheios.
Simplificando, cifrar é uma ferramenta dentro do conjunto de ferramentas da criptografia.
Uma breve história da criptografia: do bambu à quântica
Criptografia antiga: o encontro da inteligência com a simplicidade
Egito antigo (cerca de 1900 a.C.): as primeiras anotações cifradas aparecem em tumbas de faraós, usando hieróglifos não padrão para esconder o significado.
Esparta antiga (século V a.C.): uma vara de madeira chamada “Skítala” virou um inimigo mortal. Os soldados enrolavam papiros ao redor dela, escrevendo mensagens ao longo do comprimento. Quando desenrolados, viravam um amontoado de caracteres ilegíveis, acessível apenas por quem tinha uma vara de mesmo diâmetro. Essa foi uma das primeiras hardwares de cifragem física.
Cifra de César (século I a.C.): o general romano César usava uma substituição por deslocamento — cada letra deslocada um número fixo de posições (comum é 3). Apesar de simples, essa técnica protegia comunicações secretas na guerra.
Despertar na Idade Média
O estudioso árabe Al-Kindi (século IX) revolucionou o campo — inventou a análise de frequência, que consiste em estudar a frequência de letras no texto cifrado para inferir o original. Isso marcou o nascimento da análise de códigos como disciplina independente, e também o fim das cifras de substituição simples.
No século XVI, a cifra de Vigenère usou uma substituição múltipla para combater a análise de frequência, sendo considerada uma “cifra indecifrável” (em francês, “le chiffre indéchiffrable”). Mas essa fama durou pouco: matemáticos e analistas militares do século XIX conseguiram quebrá-la.
( Avanços na era mecânica
No início do século XX, a popularização do telégrafo impulsionou o desenvolvimento de máquinas de cifrar. A máquina Enigma (inventada na Alemanha na década de 1920) tornou-se o dispositivo de criptografia mais famoso da Segunda Guerra Mundial. Cada tecla pressionada gerava uma cifra diferente, com complexidade muito maior do que cifragem manual anterior.
Os Aliados, liderados por Alan Turing na equipe de Bletchley Park, decifraram a Enigma, uma “guerra secreta” que, segundo historiadores, deu tempo aos Aliados e salvou milhões de vidas.
A máquina de cifrar 紫色 (Mào sè), usada pelo Japão, também foi quebrada pelos serviços de inteligência dos EUA, dando vantagem estratégica no Pacífico.
) Era dos computadores: da teoria à prática
Em 1949, o matemático Claude Shannon publicou “Teoria da Comunicação de Sistemas de Segurança”, estabelecendo as bases matemáticas da criptografia moderna.
Na década de 1970, surgiu o [DES (Padrão de Criptografia de Dados)]###/(, o primeiro padrão de cifragem amplamente adotado na computação, embora hoje considerado inseguro, provando a viabilidade da criptografia em larga escala.
Em 1976, Diffie e Hellman propuseram o conceito de “criptografia de chave pública” — sem necessidade de compartilhar chaves previamente, usando magia matemática para comunicação segura. Isso iniciou a segunda revolução na criptografia.
Depois, o [algoritmo RSA])/( (nomeado pelos seus três inventores) ainda protege bilhões de transações online ao redor do mundo.
Como funciona a criptografia: duas abordagens distintas
) Criptografia simétrica: uma chave, uma fechadura
A criptografia simétrica é como um cofre tradicional — o remetente e o destinatário usam a mesma chave para cifrar e decifrar.
Vantagens: rápida, adequada para cifrar grandes volumes de dados (streamings de vídeo, backups de bancos de dados).
Desvantagens: ponto fraco mortal na distribuição de chaves. Como entregar a chave de forma segura sem que seja interceptada? Se 100 pessoas precisarem se comunicar, são necessárias 100×99/2=4950 chaves diferentes. Essa gestão de chaves é um pesadelo em sistemas grandes.
Algoritmos modernos: AES (Padrão de Criptografia Avançada) é o padrão ouro do setor; na Rússia, os algoritmos “Kuznetsov” e “Magia” do padrão [ГОСТ]###/( são usados para proteger informações nacionais.
) Criptografia assimétrica: o balé da chave pública e privada
Essa abordagem usa duas chaves diferentes — uma pública e uma privada. Qualquer pessoa pode usar sua chave pública para cifrar uma mensagem para você, mas só você, com sua chave privada, consegue decifrá-la.
Uma analogia perfeita é o correio: qualquer um pode depositar uma carta (usando a chave pública), mas só o dono da caixa de correio tem a chave para abrir e ler (com a chave privada).
Vantagens: resolve o problema da distribuição de chaves, possibilita assinaturas digitais, que são a base do comércio eletrônico e da internet moderna.
Desvantagens: é cerca de 1000 vezes mais lento que a cifragem simétrica, não sendo adequado para cifrar arquivos grandes.
Algoritmos comuns: RSA (baseado na dificuldade de fatoração de grandes números), ECC (criptografia de curvas elípticas, mais eficiente, adotada pelo [Bitcoin]###/criptomoeda/BTC( e muitas blockchains).
) Como eles funcionam em harmonia
Na prática, a conexão HTTPS é um exemplo vivo:
Seu navegador obtém a chave pública do site (criptografia RSA ou ECC)
Usa essa chave para cifrar uma chave simétrica temporária (chave AES)
Toda comunicação subsequente usa essa chave rápida de cifragem simétrica
Essa abordagem híbrida combina a segurança da criptografia assimétrica com a eficiência da simétrica.
Aplicações de criptografia no cotidiano
Você usa segurança na internet todos os dias
Quando vê o ícone de cadeado na barra do navegador, por trás está o protocolo TLS/SSL funcionando:
Verifica a identidade do site (evitando falsificações)
Estabelece um canal privado entre seu dispositivo e o servidor
Cifra todos os dados, incluindo login, contas bancárias, compras
Comunicação ponta a ponta (end-to-end) em aplicativos como Signal, WhatsApp. Mesmo que os servidores dessas empresas sejam invadidos por hackers, o que eles veem é apenas uma pilha de dados cifrados, sem sentido. Somente os dispositivos das partes podem decifrar as mensagens.
DNS over HTTPS e DNS over TLS escondem seu histórico de navegação, impedindo que provedores de internet e observadores vejam os sites acessados.
Barreiras de segurança nos sistemas financeiros
Bancos online usam múltiplas camadas de proteção criptográfica: cifragem de sessão, autorização de transações, reconhecimento de dispositivos, tudo com criptografia.
Cartões com chip (padrão EMV) usam algoritmos criptográficos para verificar autenticidade, impedindo cópias e falsificações.
Redes de pagamento (Visa, Mastercard) usam protocolos complexos de autorização, garantindo que só o verdadeiro titular possa fazer pagamentos.
Assinaturas digitais têm papel cada vez mais importante na legislação e negócios. Com tecnologia de criptografia, uma assinatura digital de um documento tem validade jurídica equivalente à assinatura manuscrita. Na Rússia, toda interação eletrônica com o governo exige assinatura qualificada.
O papel da criptografia na economia de ativos digitais
[Blockchain]###/criptomoeda( e [criptomoeda])/criptomoeda( têm seu modelo de segurança baseado na criptografia:
Funções hash (como SHA-256) criam a “impressão digital” de um bloco; qualquer alteração altera o hash, facilitando detectar adulterações
Assinatura digital prova que você é o dono de um endereço de Bitcoin, sem revelar sua chave privada
Criptografia de curvas elípticas permite que cada participante da rede Bitcoin valide transações de forma independente
Sem entender esses princípios criptográficos, fica difícil compreender por que blockchain é seguro e confiável.
) Fortalezas de empresas e governos
Proteção de dados corporativos envolve criptografia de arquivos, bancos de dados, backups, etc. Leis de privacidade como GDPR exigem o uso de criptografia moderna.
VPN (Rede Privada Virtual) para trabalho remoto usa túneis criptografados ponta a ponta.
Sistemas de troca de documentos eletrônicos na Rússia, usados em compras públicas e negócios, têm sua segurança baseada em criptografia.
1C:Enterprise e outros sistemas empresariais integram módulos de criptografia (como CryptoPro CSP), permitindo assinatura digital de relatórios, declarações fiscais, etc.
Novas ameaças e defesas emergentes
Ameaça de computação quântica: quando computadores quânticos poderosos surgirem, algoritmos RSA e ECC atuais serão vulneráveis. O algoritmo de Shor pode quebrar chaves que hoje levam milhares de anos para serem decifradas em poucas horas.
Criptografia pós-quântica: novos algoritmos baseados em problemas matemáticos difíceis, como redes, codificação e equações multivariadas, estão sendo desenvolvidos. O NIST dos EUA lidera a padronização.
Distribuição de chaves quânticas (QKD): usa propriedades da mecânica quântica para troca de chaves teoricamente invulnerável. Países como China e Europa já fazem testes.
Carreiras na criptografia: por que considerar essa área
Oportunidades e tipos de cargos
Com o crescimento explosivo de ameaças na internet, há uma grande escassez de profissionais de criptografia e segurança da informação.
Pesquisador de criptografia: desenvolve novos algoritmos, descobre vulnerabilidades em antigos. Requer forte base matemática, mas é uma área criativa.
Analista de criptografia: trabalha em agências de inteligência, defesa ou empresas de segurança privada, buscando fraquezas em sistemas criptográficos.
Engenheiro de segurança da informação: aplica técnicas de criptografia para proteger sistemas empresariais, implementa firewalls, ferramentas de cifragem, controle de acesso. É uma das posições mais demandadas.
Desenvolvedor de aplicações seguras: escreve códigos que usam corretamente bibliotecas de criptografia, garantindo a segurança do software. Fintechs e empresas de blockchain têm alta demanda por esses profissionais.
Testador de penetração (pentester): usa técnicas de hacking para encontrar erros na implementação de criptografia.
Habilidades essenciais
Matemática: especialmente teoria dos números, álgebra linear, probabilidade. Fundamental para entender algoritmos
Programação: Python, C++, Java são os mais usados. Trabalho de segurança não é só teoria
Conhecimento de redes e sistemas: criptografia deve estar integrada ao ambiente real
Vontade de aprender continuamente: o campo evolui rapidamente, quem para de estudar fica para trás
Como trilhar sua carreira
Na Rússia, as universidades de Moscou (departamento de computação), MIPT, Universidade de São Petersburgo e Universidade de Novosibirsk são referências. Há também a Academia de Criptografia da Rússia, voltada a públicos específicos.
Internacionalmente: MIT, Stanford, ETH Zurique têm grupos de pesquisa de ponta.
Recursos online: cursos introdutórios de criptografia na Coursera e edX. CryptoHack é uma plataforma interativa popular para aprender na prática.
Salários e perspectivas de carreira
Salários na área de criptografia e segurança estão entre os mais altos do setor de TI, especialmente para quem tem experiência prática. Órgãos governamentais, grandes empresas de tecnologia e instituições financeiras competem por talentos caros. A carreira pode evoluir de engenheiro para arquiteto de segurança, diretor de segurança (CSO) e cargos executivos.
A força da criptografia na Rússia
Herança soviética e russa
Durante a URSS, formaram-se matemáticos e criptógrafos de classe mundial. Apesar de muitos trabalhos terem sido mantidos em sigilo por décadas, a base russa de criptografia permanece sólida.
Padrões GOST
Diferente do padrão americano NIST e das normas internacionais ISO/IEC, a Rússia mantém seus próprios padrões de criptografia:
ГОСТ Р 34.12-2015: padrão de cifragem simétrica, define algoritmos “Kuznetsov” (128 bits, seguro) e “Magia” (64 bits, compatível com versões anteriores). Toda criptografia de sistemas nacionais deve seguir esse padrão.
ГОСТ Р 34.10-2012: padrão de assinatura digital, baseado em curvas elípticas, usado para autenticação e assinatura eletrônica.
ГОСТ Р 34.11-2012: função hash “Streebog”, com saídas de 256 e 512 bits, usada para verificar integridade.
Órgãos governamentais, defesa e empresas que interagem com o setor público devem usar esses padrões.
Órgãos reguladores e setor privado
FSB (Serviço Federal de Segurança) aprova e certifica ferramentas de criptografia, garantindo conformidade com a segurança nacional. Qualquer software de criptografia deve obter aprovação do FSB.
FSTEC (Serviço Federal de Controle de Exportação e Tecnologia) regula requisitos técnicos para proteção de TI, complementando os padrões de criptografia.
Empresas russas como CryptoPro, InfoTecs, Code Security desenvolvem soluções amplamente utilizadas por corporações e pelo governo.
Museu de Criptografia de Moscou
Localizado próximo ao Jardim Botânico de Moscou (Rua das Plantas, nº 25, edifício 4), é o primeiro museu dedicado à história e ao estado atual da criptografia no mundo.
Experiência do visitante: pode aprender sobre criptografia antiga e também explorar conceitos de criptografia quântica de ponta. As exposições atraem adultos e crianças igualmente.
A existência desse museu demonstra o valor que a Rússia atribui à história e cultura da criptografia.
O mapa global da criptografia
EUA: os criadores das regras
O NIST define padrões amplamente aceitos globalmente (DES, AES, séries SHA), influenciando profundamente o setor. Universidades e gigantes tecnológicos dos EUA investem pesado em pesquisa criptográfica.
Por outro lado, há controvérsias: alguns acusam a NSA de deixar “portas traseiras” em certos padrões.
Europa: defensora da privacidade
A UE, por meio do GDPR e outras regulamentações, exige forte proteção de dados, impulsionando o uso de criptografia. Instituições europeias investem bastante em pesquisa de pós-quântica.
China: busca autonomia
O país desenvolve seus próprios padrões (SM2, SM3, SM4), reduzindo dependência de tecnologias estrangeiras. Investimentos em criptografia quântica também são intensos.
Padrões internacionais
Organizações como ISO/IEC e IETF criam padrões de criptografia que visam interoperabilidade global. A evolução do TLS/SSL é um exemplo de cooperação internacional.
O futuro da criptografia e da privacidade
A ameaça quântica iminente
Quando computadores quânticos poderosos forem viáveis, a maioria das criptografias de chave pública atuais será vulnerável. O algoritmo de Shor pode quebrar chaves que hoje levam milhares de anos para serem decifradas em poucas horas.
Pós-quântica: novos algoritmos baseados em problemas matemáticos difíceis, como redes, codificação e equações multivariadas, estão sendo desenvolvidos. O NIST lidera a padronização.
Distribuição de chaves quânticas (QKD): usa propriedades da mecânica quântica para troca de chaves teoricamente invulnerável. Países como China e Europa já fazem testes.
Carreiras na criptografia: por que pensar nisso
Oportunidades e cargos
Com o aumento exponencial de ameaças digitais, há uma grande escassez de profissionais qualificados em criptografia e segurança da informação.
Pesquisador de criptografia: cria novos algoritmos, descobre vulnerabilidades em antigos. Requer forte base matemática, mas é uma área criativa.
Analista de criptografia: trabalha em agências de inteligência, defesa ou empresas de segurança privada, buscando fraquezas em sistemas criptográficos.
Engenheiro de segurança da informação: aplica técnicas de criptografia para proteger sistemas empresariais, implementa firewalls, ferramentas de cifragem, controle de acesso. É uma das posições mais demandadas.
Desenvolvedor de aplicações seguras: escreve códigos que usam corretamente bibliotecas de criptografia, garantindo a segurança do software. Fintechs e empresas de blockchain têm alta demanda.
Pentester (testador de penetração): usa técnicas de hacking para encontrar erros na implementação de criptografia.
Habilidades essenciais
Matemática: especialmente teoria dos números, álgebra linear, probabilidade. Fundamental para entender algoritmos
Programação: Python, C++, Java são os mais utilizados. Trabalho de segurança não é só teoria
Conhecimento de redes e sistemas: criptografia deve estar integrada ao ambiente real
Vontade de aprender continuamente: o campo evolui rápido, quem para de estudar fica para trás
Como seguir sua carreira
Na Rússia, as universidades de Moscou (departamento de computação), MIPT, Universidade de São Petersburgo e Universidade de Novosibirsk são referências. Há também a Academia de Criptografia da Rússia, voltada a públicos específicos.
Internacionalmente: MIT, Stanford, ETH Zurique possuem grupos de pesquisa de ponta.
Recursos online: cursos introdutórios de criptografia na Coursera e edX. CryptoHack é uma plataforma interativa popular para aprender na prática.
Salários e perspectivas
Salários na área de criptografia e segurança estão entre os mais altos do setor de TI, especialmente para quem tem experiência prática. Órgãos governamentais, grandes empresas de tecnologia e instituições financeiras competem por talentos caros. A carreira pode evoluir de engenheiro para arquiteto de segurança, diretor de segurança (CSO) e cargos executivos.
A força da criptografia na Rússia
Herança soviética e russa
Durante a era soviética, formaram-se matemáticos e criptógrafos de classe mundial. Apesar de muitos trabalhos terem sido mantidos em sigilo por décadas, a base russa de criptografia permanece sólida.
Padrões GOST
Diferente do padrão americano NIST e das normas internacionais ISO/IEC, a Rússia mantém seus próprios padrões de criptografia:
ГОСТ Р 34.12-2015: padrão de cifragem simétrica, define algoritmos “Kuznetsov” (128 bits, seguro) e “Magia” (64 bits, compatível com versões anteriores). Toda criptografia de sistemas nacionais deve seguir esse padrão.
ГОСТ Р 34.10-2012: padrão de assinatura digital, baseado em curvas elípticas, usado para autenticação e assinatura eletrônica.
ГОСТ Р 34.11-2012: função hash “Streebog”, com saídas de 256 e 512 bits, usada para verificar integridade.
Órgãos governamentais, defesa e empresas que interagem com o setor público devem usar esses padrões.
Órgãos reguladores e setor privado
FSB (Serviço Federal de Segurança) aprova e certifica ferramentas de criptografia, garantindo conformidade com a segurança nacional. Qualquer software de criptografia deve obter aprovação do FSB.
FSTEC (Serviço Federal de Controle de Exportação e Tecnologia) regula requisitos técnicos para proteção de TI, complementando os padrões de criptografia.
Empresas russas como CryptoPro, InfoTecs, Code Security desenvolvem soluções amplamente utilizadas por corporações e pelo governo.
Museu de Criptografia de Moscou
Este museu único fica próximo ao Jardim Botânico de Moscou (Rua das Plantas, nº 25, edifício 4), sendo o primeiro dedicado à história e ao estado atual da criptografia mundial.
Experiência do visitante: pode aprender sobre criptografia antiga e também explorar conceitos avançados de criptografia quântica. As exposições atraem adultos e crianças igualmente.
A existência deste museu demonstra o quanto a Rússia valoriza sua história e cultura criptográfica.
O mapa global da criptografia
EUA: os criadores das regras
O NIST define padrões amplamente aceitos globalmente (DES, AES, séries SHA), influenciando profundamente o setor. Universidades e gigantes tecnológicos dos EUA investem pesado em pesquisa criptográfica.
Por outro lado, há controvérsias: alguns acusam a NSA de deixar “portas traseiras” em certos padrões.
Europa: defensora da privacidade
A UE, por meio do GDPR e outras regulamentações, exige forte proteção de dados, impulsionando o uso de criptografia. Instituições europeias investem bastante em pesquisa de pós-quântica.
China: busca autonomia
O país desenvolve seus próprios padrões (SM2, SM3, SM4), reduzindo dependência de tecnologias estrangeiras. Investimentos em criptografia quântica também são intensos.
Padrões internacionais
Organizações como ISO/IEC e IETF criam padrões de criptografia que visam interoperabilidade global. A evolução do TLS/SSL é um exemplo de cooperação internacional.
O futuro da criptografia e da privacidade
A ameaça quântica iminente
Quando computadores quânticos de uso geral forem possíveis, a maioria das criptografias de chave pública atuais será vulnerável. O algoritmo de Shor pode quebrar chaves que hoje levam milhares de anos para serem decifradas em poucas horas.
Pós-quântica: novos algoritmos baseados em problemas matemáticos difíceis, como redes, codificação e equações multivariadas, estão sendo desenvolvidos. O NIST lidera a padronização.
Distribuição de chaves quânticas (QKD): usa propriedades da mecânica quântica para troca de chaves teoricamente invulnerável. Países como China e Europa já fazem testes.
Carreiras na criptografia: por que pensar nisso
Oportunidades e cargos
Com o crescimento exponencial de ameaças digitais, há uma grande escassez de profissionais qualificados em criptografia e segurança da informação.
Pesquisador de criptografia: cria novos algoritmos, descobre vulnerabilidades em antigos. Requer forte base matemática, mas é uma área criativa.
Analista de criptografia: trabalha em agências de inteligência, defesa ou empresas de segurança privada, buscando fraquezas em sistemas criptográficos.
Engenheiro de segurança da informação: aplica técnicas de criptografia para proteger sistemas empresariais, implementa firewalls, ferramentas de cifragem, controle de acesso. É uma das posições mais demandadas.
Desenvolvedor de aplicações seguras: escreve códigos que usam corretamente bibliotecas de criptografia, garantindo a segurança do software. Fintechs e empresas de blockchain têm alta demanda.
Pentester (testador de penetração): usa técnicas de hacking para encontrar erros na implementação de criptografia.
Habilidades essenciais
Matemática: especialmente teoria dos números, álgebra linear, probabilidade. Fundamental para entender algoritmos
Programação: Python, C++, Java são os mais utilizados. Trabalho de segurança não é só teoria
Conhecimento de redes e sistemas: criptografia deve estar integrada ao ambiente real
Vontade de aprender continuamente: o campo evolui rápido, quem para de estudar fica para trás
Como trilhar sua carreira
Na Rússia, as universidades de Moscou (departamento de computação), MIPT, Universidade de São Petersburgo e Universidade de Novosibirsk são referências. Há também a Academia de Criptografia da Rússia, voltada a públicos específicos.
Internacionalmente: MIT, Stanford, ETH Zurique possuem grupos de pesquisa de ponta.
Recursos online: cursos introdutórios de criptografia na Coursera e edX. CryptoHack é uma plataforma interativa popular para aprender na prática.
Salários e perspectivas de carreira
Salários na área de criptografia e segurança estão entre os mais altos do setor de TI, especialmente para quem tem experiência prática. Órgãos governamentais, grandes empresas de tecnologia e instituições financeiras competem por talentos caros. A carreira pode evoluir de engenheiro para arquiteto de segurança, diretor de segurança (CSO) e cargos executivos.
A força da criptografia na Rússia
Herança soviética e russa
Durante a era soviética, formaram-se matemáticos e criptógrafos de classe mundial. Apesar de muitos trabalhos terem sido mantidos em sigilo por décadas, a base russa de criptografia permanece sólida.
Padrões GOST
Diferente do padrão americano NIST e das normas internacionais ISO/IEC, a Rússia mantém seus próprios padrões de criptografia:
ГОСТ Р 34.12-2015: padrão de cifragem simétrica, define algoritmos “Kuznetsov” (128 bits, seguro) e “Magia” (64 bits, compatível com versões anteriores). Toda criptografia de sistemas nacionais deve seguir esse padrão.
ГОСТ Р 34.10-2012: padrão de assinatura digital, baseado em curvas elípticas, usado para autenticação e assinatura eletrônica.
ГОСТ Р 34.11-2012: função hash “Streebog”, com saídas de 256 e 512 bits, usada para verificar integridade.
Órgãos governamentais, defesa e empresas que interagem com o setor público devem usar esses padrões.
Órgãos reguladores e setor privado
FSB (Serviço Federal de Segurança) aprova e certifica ferramentas de criptografia, garantindo conformidade com a segurança nacional. Qualquer software de criptografia deve obter aprovação do FSB.
FSTEC (Serviço Federal de Controle de Exportação e Tecnologia) regula requisitos técnicos para proteção de TI, complementando os padrões de criptografia.
Empresas russas como CryptoPro, InfoTecs, Code Security desenvolvem soluções amplamente utilizadas por corporações e pelo governo.
Museu de Criptografia de Moscou
Este museu único fica próximo ao Jardim Botânico de Moscou (Rua das Plantas, nº 25, edifício 4), sendo o primeiro dedicado à história e ao estado atual da criptografia mundial.
Experiência do visitante: pode aprender sobre criptografia antiga e também explorar conceitos avançados de criptografia quântica. As exposições atraem adultos e crianças igualmente.
A existência deste museu demonstra o quanto a Rússia valoriza sua história e cultura criptográfica.
O mapa global da criptografia
EUA: os criadores das regras
O NIST define padrões amplamente aceitos globalmente (DES, AES, séries SHA), influenciando profundamente o setor. Universidades e gigantes tecnológicos dos EUA investem pesado em pesquisa criptográfica.
Por outro lado, há controvérsias: alguns acusam a NSA de deixar “portas traseiras” em certos padrões.
Europa: defensora da privacidade
A UE, por meio do GDPR e outras regulamentações, exige forte proteção de dados, impulsionando o uso de criptografia. Instituições europeias investem bastante em pesquisa de pós-quântica.
China: busca autonomia
O país desenvolve seus próprios padrões (SM2, SM3, SM4), reduzindo dependência de tecnologias estrangeiras. Investimentos em criptografia quântica também são intensos.
Padrões internacionais
Organizações como ISO/IEC e IETF criam padrões de criptografia que visam interoperabilidade global. A evolução do TLS/SSL é um exemplo de cooperação internacional.
O futuro da criptografia e da privacidade
A ameaça quântica iminente
Quando computadores quânticos de uso geral forem possíveis, a maioria das criptografias de chave pública atuais será vulnerável. O algoritmo de Shor pode quebrar chaves que hoje levam milhares de anos para serem decifradas em poucas horas.
Pós-quântica: novos algoritmos baseados em problemas matemáticos difíceis, como redes, codificação e equações multivariadas, estão sendo desenvolvidos. O NIST lidera a padronização.
Distribuição de chaves quânticas (QKD): usa propriedades da mecânica quântica para troca de chaves teoricamente invulnerável. Países como China e Europa já fazem testes.
Carreiras na criptografia: por que pensar nisso
Oportunidades e cargos
Com o crescimento exponencial de ameaças digitais, há uma grande escassez de profissionais qualificados em criptografia e segurança da informação.
Pesquisador de criptografia: cria novos algoritmos, descobre vulnerabilidades em antigos. Requer forte base matemática, mas é uma área criativa.
Analista de criptografia: trabalha em agências de inteligência, defesa ou empresas de segurança privada, buscando fraquezas em sistemas criptográficos.
Engenheiro de segurança da informação: aplica técnicas de criptografia para proteger sistemas empresariais, implementa firewalls, ferramentas de cifragem, controle de acesso. É uma das posições mais demandadas.
Desenvolvedor de aplicações seguras: escreve códigos que usam corretamente bibliotecas de criptografia, garantindo a segurança do software. Fintechs e empresas de blockchain têm alta demanda.
Pentester (testador de penetração): usa técnicas de hacking para encontrar erros na implementação de criptografia.
Habilidades essenciais
Matemática: especialmente teoria dos números, álgebra linear, probabilidade. Fundamental para entender algoritmos
Programação: Python, C++, Java são os mais utilizados. Trabalho de segurança não é só teoria
Conhecimento de redes e sistemas: criptografia deve estar integrada ao ambiente real
Vontade de aprender continuamente: o campo evolui rápido, quem para de estudar fica para trás
Como seguir sua carreira
Na Rússia, as universidades de Moscou (departamento de computação), MIPT, Universidade de São Petersburgo e Universidade de Novosibirsk são referências. Há também a Academia de Criptografia da Rússia, voltada a públicos específicos.
Internacionalmente: MIT, Stanford, ETH Zurique possuem grupos de pesquisa de ponta.
Recursos online: cursos introdutórios de criptografia na Coursera e edX. CryptoHack é uma plataforma interativa popular para aprender na prática.
Salários e perspectivas
Salários na área de criptografia e segurança estão entre os mais altos do setor de TI, especialmente para quem tem experiência prática. Órgãos governamentais, grandes empresas de tecnologia e instituições financeiras competem por talentos caros. A carreira pode evoluir de engenheiro para arquiteto de segurança, diretor de segurança (CSO) e cargos executivos.
A força da criptografia na Rússia
Herança soviética e russa
Durante a era soviética, formaram-se matemáticos e criptógrafos de classe mundial. Apesar de muitos trabalhos terem sido mantidos em sigilo por décadas, a base russa de criptografia permanece sólida.
Padrões GOST
Diferente do padrão americano NIST e das normas internacionais ISO/IEC, a Rússia mantém seus próprios padrões de criptografia:
ГОСТ Р 34.12-2015: padrão de cifragem simétrica, define algoritmos “Kuznetsov” (128 bits, seguro) e “Magia” (64 bits, compatível com versões anteriores). Toda criptografia de sistemas nacionais deve seguir esse padrão.
ГОСТ Р 34.10-2012: padrão de assinatura digital, baseado em curvas elípticas, usado para autenticação e assinatura eletrônica.
ГОСТ Р 34.11-2012: função hash “Streebog”, com saídas de 256 e 512 bits, usada para verificar integridade.
Órgãos governamentais, defesa e empresas que interagem com o setor público devem usar esses padrões.
Órgãos reguladores e setor privado
FSB (Serviço Federal de Segurança) aprova e certifica ferramentas de criptografia, garantindo conformidade com a segurança nacional. Qualquer software de criptografia deve obter aprovação do FSB.
FSTEC (Serviço Federal de Controle de Exportação e Tecnologia) regula requisitos técnicos para proteção de TI, complementando os padrões de criptografia.
Empresas russas como CryptoPro, InfoTecs, Code Security desenvolvem soluções amplamente utilizadas por corporações e pelo governo.
Museu de Criptografia de Moscou
Este museu único fica próximo ao Jardim Botânico de Moscou (Rua das Plantas, nº 25, edifício 4), sendo o primeiro dedicado à história e ao estado atual da criptografia mundial.
Experiência do visitante: pode aprender sobre criptografia antiga e também explorar conceitos avançados de criptografia quântica. As exposições atraem adultos e crianças igualmente.
A existência deste museu demonstra o quanto a Rússia valoriza sua história e cultura criptográfica.
O mapa global da criptografia
EUA: os criadores das regras
O NIST define padrões amplamente aceitos globalmente (DES, AES, séries SHA), influenciando profundamente o setor. Universidades e gigantes tecnológicos dos EUA investem pesado em pesquisa criptográfica.
Por outro lado, há controvérsias: alguns acusam a NSA de deixar “portas traseiras” em certos padrões.
Europa: defensora da privacidade
A UE, por meio do GDPR e outras regulamentações, exige forte proteção
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Desde os códigos antigos até às fortalezas digitais modernas: conheça como a criptografia protege os seus dados
你是否想过,为什么在线转账时银行知道是真正 da### você a operar? Por que as mensagens privadas nos aplicativos de chat ninguém consegue espionar? As respostas apontam para um guardião invisível comum — criptografia. Esta antiga disciplina tornou-se uma tecnologia fundamental indispensável na era digital de hoje, presente em proteção de privacidade pessoal, segurança de transações financeiras, defesa de informações nacionais, no campo de ativos criptografados e em muitos outros setores. Este artigo irá aprofundar seu entendimento sobre esse campo misterioso e prático.
O que exatamente é a criptografia
Compreendendo a criptografia a partir de cenários do cotidiano
Imagine que você precisa enviar uma mensagem secreta para um amigo, mas a carta passará por várias mãos. A maneira mais simples é criar uma linguagem secreta que só vocês dois entendam — trocar cada letra pela próxima no alfabeto. Essa é uma aplicação básica de criptografia.
Do ponto de vista acadêmico, criptografia (do grego “escrita oculta”) é uma ciência que estuda como proteger a segurança da informação. Ela não cobre apenas técnicas de cifragem, mas também inclui sistemas de verificação de integridade de dados, autenticação de identidade, prevenção de negação de autoria, entre outros mecanismos de proteção.
( Os quatro objetivos centrais da criptografia
Confidencialidade: garantir que a informação seja acessível apenas por pessoas autorizadas. Se um hacker interceptar seus dados cifrados, ele deveria ver apenas um amontoado de caracteres ilegíveis.
Integridade: verificar que a informação não foi alterada durante transmissão ou armazenamento. Mesmo que alguém capture os dados, qualquer modificação será detectada.
Autenticação de identidade: confirmar a verdadeira identidade das partes na comunicação. O banco precisa verificar se quem está sacando dinheiro é realmente o titular da conta.
Prevenção de negação: o remetente não pode negar posteriormente que enviou aquela mensagem. Em transações legais, as partes não podem alegar “não fui eu quem assinei”.
Esses quatro pilares formam a base da segurança digital moderna, especialmente em áreas emergentes como [blockchain])/( e [criptomoedas])/###.
Criptografia vs Criptografia: não confunda
Simplificando, cifrar é uma ferramenta dentro do conjunto de ferramentas da criptografia.
Uma breve história da criptografia: do bambu à quântica
Criptografia antiga: o encontro da inteligência com a simplicidade
Egito antigo (cerca de 1900 a.C.): as primeiras anotações cifradas aparecem em tumbas de faraós, usando hieróglifos não padrão para esconder o significado.
Esparta antiga (século V a.C.): uma vara de madeira chamada “Skítala” virou um inimigo mortal. Os soldados enrolavam papiros ao redor dela, escrevendo mensagens ao longo do comprimento. Quando desenrolados, viravam um amontoado de caracteres ilegíveis, acessível apenas por quem tinha uma vara de mesmo diâmetro. Essa foi uma das primeiras hardwares de cifragem física.
Cifra de César (século I a.C.): o general romano César usava uma substituição por deslocamento — cada letra deslocada um número fixo de posições (comum é 3). Apesar de simples, essa técnica protegia comunicações secretas na guerra.
Despertar na Idade Média
O estudioso árabe Al-Kindi (século IX) revolucionou o campo — inventou a análise de frequência, que consiste em estudar a frequência de letras no texto cifrado para inferir o original. Isso marcou o nascimento da análise de códigos como disciplina independente, e também o fim das cifras de substituição simples.
No século XVI, a cifra de Vigenère usou uma substituição múltipla para combater a análise de frequência, sendo considerada uma “cifra indecifrável” (em francês, “le chiffre indéchiffrable”). Mas essa fama durou pouco: matemáticos e analistas militares do século XIX conseguiram quebrá-la.
( Avanços na era mecânica
No início do século XX, a popularização do telégrafo impulsionou o desenvolvimento de máquinas de cifrar. A máquina Enigma (inventada na Alemanha na década de 1920) tornou-se o dispositivo de criptografia mais famoso da Segunda Guerra Mundial. Cada tecla pressionada gerava uma cifra diferente, com complexidade muito maior do que cifragem manual anterior.
Os Aliados, liderados por Alan Turing na equipe de Bletchley Park, decifraram a Enigma, uma “guerra secreta” que, segundo historiadores, deu tempo aos Aliados e salvou milhões de vidas.
A máquina de cifrar 紫色 (Mào sè), usada pelo Japão, também foi quebrada pelos serviços de inteligência dos EUA, dando vantagem estratégica no Pacífico.
) Era dos computadores: da teoria à prática
Em 1949, o matemático Claude Shannon publicou “Teoria da Comunicação de Sistemas de Segurança”, estabelecendo as bases matemáticas da criptografia moderna.
Na década de 1970, surgiu o [DES (Padrão de Criptografia de Dados)]###/(, o primeiro padrão de cifragem amplamente adotado na computação, embora hoje considerado inseguro, provando a viabilidade da criptografia em larga escala.
Em 1976, Diffie e Hellman propuseram o conceito de “criptografia de chave pública” — sem necessidade de compartilhar chaves previamente, usando magia matemática para comunicação segura. Isso iniciou a segunda revolução na criptografia.
Depois, o [algoritmo RSA])/( (nomeado pelos seus três inventores) ainda protege bilhões de transações online ao redor do mundo.
Como funciona a criptografia: duas abordagens distintas
) Criptografia simétrica: uma chave, uma fechadura
A criptografia simétrica é como um cofre tradicional — o remetente e o destinatário usam a mesma chave para cifrar e decifrar.
Vantagens: rápida, adequada para cifrar grandes volumes de dados (streamings de vídeo, backups de bancos de dados).
Desvantagens: ponto fraco mortal na distribuição de chaves. Como entregar a chave de forma segura sem que seja interceptada? Se 100 pessoas precisarem se comunicar, são necessárias 100×99/2=4950 chaves diferentes. Essa gestão de chaves é um pesadelo em sistemas grandes.
Algoritmos modernos: AES (Padrão de Criptografia Avançada) é o padrão ouro do setor; na Rússia, os algoritmos “Kuznetsov” e “Magia” do padrão [ГОСТ]###/( são usados para proteger informações nacionais.
) Criptografia assimétrica: o balé da chave pública e privada
Essa abordagem usa duas chaves diferentes — uma pública e uma privada. Qualquer pessoa pode usar sua chave pública para cifrar uma mensagem para você, mas só você, com sua chave privada, consegue decifrá-la.
Uma analogia perfeita é o correio: qualquer um pode depositar uma carta (usando a chave pública), mas só o dono da caixa de correio tem a chave para abrir e ler (com a chave privada).
Vantagens: resolve o problema da distribuição de chaves, possibilita assinaturas digitais, que são a base do comércio eletrônico e da internet moderna.
Desvantagens: é cerca de 1000 vezes mais lento que a cifragem simétrica, não sendo adequado para cifrar arquivos grandes.
Algoritmos comuns: RSA (baseado na dificuldade de fatoração de grandes números), ECC (criptografia de curvas elípticas, mais eficiente, adotada pelo [Bitcoin]###/criptomoeda/BTC( e muitas blockchains).
) Como eles funcionam em harmonia
Na prática, a conexão HTTPS é um exemplo vivo:
Essa abordagem híbrida combina a segurança da criptografia assimétrica com a eficiência da simétrica.
Aplicações de criptografia no cotidiano
Você usa segurança na internet todos os dias
Quando vê o ícone de cadeado na barra do navegador, por trás está o protocolo TLS/SSL funcionando:
Comunicação ponta a ponta (end-to-end) em aplicativos como Signal, WhatsApp. Mesmo que os servidores dessas empresas sejam invadidos por hackers, o que eles veem é apenas uma pilha de dados cifrados, sem sentido. Somente os dispositivos das partes podem decifrar as mensagens.
DNS over HTTPS e DNS over TLS escondem seu histórico de navegação, impedindo que provedores de internet e observadores vejam os sites acessados.
Barreiras de segurança nos sistemas financeiros
Bancos online usam múltiplas camadas de proteção criptográfica: cifragem de sessão, autorização de transações, reconhecimento de dispositivos, tudo com criptografia.
Cartões com chip (padrão EMV) usam algoritmos criptográficos para verificar autenticidade, impedindo cópias e falsificações.
Redes de pagamento (Visa, Mastercard) usam protocolos complexos de autorização, garantindo que só o verdadeiro titular possa fazer pagamentos.
Assinaturas digitais têm papel cada vez mais importante na legislação e negócios. Com tecnologia de criptografia, uma assinatura digital de um documento tem validade jurídica equivalente à assinatura manuscrita. Na Rússia, toda interação eletrônica com o governo exige assinatura qualificada.
O papel da criptografia na economia de ativos digitais
[Blockchain]###/criptomoeda( e [criptomoeda])/criptomoeda( têm seu modelo de segurança baseado na criptografia:
Sem entender esses princípios criptográficos, fica difícil compreender por que blockchain é seguro e confiável.
) Fortalezas de empresas e governos
Proteção de dados corporativos envolve criptografia de arquivos, bancos de dados, backups, etc. Leis de privacidade como GDPR exigem o uso de criptografia moderna.
VPN (Rede Privada Virtual) para trabalho remoto usa túneis criptografados ponta a ponta.
Sistemas de troca de documentos eletrônicos na Rússia, usados em compras públicas e negócios, têm sua segurança baseada em criptografia.
1C:Enterprise e outros sistemas empresariais integram módulos de criptografia (como CryptoPro CSP), permitindo assinatura digital de relatórios, declarações fiscais, etc.
Novas ameaças e defesas emergentes
Ameaça de computação quântica: quando computadores quânticos poderosos surgirem, algoritmos RSA e ECC atuais serão vulneráveis. O algoritmo de Shor pode quebrar chaves que hoje levam milhares de anos para serem decifradas em poucas horas.
Criptografia pós-quântica: novos algoritmos baseados em problemas matemáticos difíceis, como redes, codificação e equações multivariadas, estão sendo desenvolvidos. O NIST dos EUA lidera a padronização.
Distribuição de chaves quânticas (QKD): usa propriedades da mecânica quântica para troca de chaves teoricamente invulnerável. Países como China e Europa já fazem testes.
Carreiras na criptografia: por que considerar essa área
Oportunidades e tipos de cargos
Com o crescimento explosivo de ameaças na internet, há uma grande escassez de profissionais de criptografia e segurança da informação.
Pesquisador de criptografia: desenvolve novos algoritmos, descobre vulnerabilidades em antigos. Requer forte base matemática, mas é uma área criativa.
Analista de criptografia: trabalha em agências de inteligência, defesa ou empresas de segurança privada, buscando fraquezas em sistemas criptográficos.
Engenheiro de segurança da informação: aplica técnicas de criptografia para proteger sistemas empresariais, implementa firewalls, ferramentas de cifragem, controle de acesso. É uma das posições mais demandadas.
Desenvolvedor de aplicações seguras: escreve códigos que usam corretamente bibliotecas de criptografia, garantindo a segurança do software. Fintechs e empresas de blockchain têm alta demanda por esses profissionais.
Testador de penetração (pentester): usa técnicas de hacking para encontrar erros na implementação de criptografia.
Habilidades essenciais
Como trilhar sua carreira
Na Rússia, as universidades de Moscou (departamento de computação), MIPT, Universidade de São Petersburgo e Universidade de Novosibirsk são referências. Há também a Academia de Criptografia da Rússia, voltada a públicos específicos.
Internacionalmente: MIT, Stanford, ETH Zurique têm grupos de pesquisa de ponta.
Recursos online: cursos introdutórios de criptografia na Coursera e edX. CryptoHack é uma plataforma interativa popular para aprender na prática.
Salários e perspectivas de carreira
Salários na área de criptografia e segurança estão entre os mais altos do setor de TI, especialmente para quem tem experiência prática. Órgãos governamentais, grandes empresas de tecnologia e instituições financeiras competem por talentos caros. A carreira pode evoluir de engenheiro para arquiteto de segurança, diretor de segurança (CSO) e cargos executivos.
A força da criptografia na Rússia
Herança soviética e russa
Durante a URSS, formaram-se matemáticos e criptógrafos de classe mundial. Apesar de muitos trabalhos terem sido mantidos em sigilo por décadas, a base russa de criptografia permanece sólida.
Padrões GOST
Diferente do padrão americano NIST e das normas internacionais ISO/IEC, a Rússia mantém seus próprios padrões de criptografia:
ГОСТ Р 34.12-2015: padrão de cifragem simétrica, define algoritmos “Kuznetsov” (128 bits, seguro) e “Magia” (64 bits, compatível com versões anteriores). Toda criptografia de sistemas nacionais deve seguir esse padrão.
ГОСТ Р 34.10-2012: padrão de assinatura digital, baseado em curvas elípticas, usado para autenticação e assinatura eletrônica.
ГОСТ Р 34.11-2012: função hash “Streebog”, com saídas de 256 e 512 bits, usada para verificar integridade.
Órgãos governamentais, defesa e empresas que interagem com o setor público devem usar esses padrões.
Órgãos reguladores e setor privado
FSB (Serviço Federal de Segurança) aprova e certifica ferramentas de criptografia, garantindo conformidade com a segurança nacional. Qualquer software de criptografia deve obter aprovação do FSB.
FSTEC (Serviço Federal de Controle de Exportação e Tecnologia) regula requisitos técnicos para proteção de TI, complementando os padrões de criptografia.
Empresas russas como CryptoPro, InfoTecs, Code Security desenvolvem soluções amplamente utilizadas por corporações e pelo governo.
Museu de Criptografia de Moscou
Localizado próximo ao Jardim Botânico de Moscou (Rua das Plantas, nº 25, edifício 4), é o primeiro museu dedicado à história e ao estado atual da criptografia no mundo.
Exposições incluem: máquinas Enigma reais, equipamentos modernos, demonstrações interativas, laboratórios de decodificação.
Experiência do visitante: pode aprender sobre criptografia antiga e também explorar conceitos de criptografia quântica de ponta. As exposições atraem adultos e crianças igualmente.
A existência desse museu demonstra o valor que a Rússia atribui à história e cultura da criptografia.
O mapa global da criptografia
EUA: os criadores das regras
O NIST define padrões amplamente aceitos globalmente (DES, AES, séries SHA), influenciando profundamente o setor. Universidades e gigantes tecnológicos dos EUA investem pesado em pesquisa criptográfica.
Por outro lado, há controvérsias: alguns acusam a NSA de deixar “portas traseiras” em certos padrões.
Europa: defensora da privacidade
A UE, por meio do GDPR e outras regulamentações, exige forte proteção de dados, impulsionando o uso de criptografia. Instituições europeias investem bastante em pesquisa de pós-quântica.
China: busca autonomia
O país desenvolve seus próprios padrões (SM2, SM3, SM4), reduzindo dependência de tecnologias estrangeiras. Investimentos em criptografia quântica também são intensos.
Padrões internacionais
Organizações como ISO/IEC e IETF criam padrões de criptografia que visam interoperabilidade global. A evolução do TLS/SSL é um exemplo de cooperação internacional.
O futuro da criptografia e da privacidade
A ameaça quântica iminente
Quando computadores quânticos poderosos forem viáveis, a maioria das criptografias de chave pública atuais será vulnerável. O algoritmo de Shor pode quebrar chaves que hoje levam milhares de anos para serem decifradas em poucas horas.
Pós-quântica: novos algoritmos baseados em problemas matemáticos difíceis, como redes, codificação e equações multivariadas, estão sendo desenvolvidos. O NIST lidera a padronização.
Distribuição de chaves quânticas (QKD): usa propriedades da mecânica quântica para troca de chaves teoricamente invulnerável. Países como China e Europa já fazem testes.
Carreiras na criptografia: por que pensar nisso
Oportunidades e cargos
Com o aumento exponencial de ameaças digitais, há uma grande escassez de profissionais qualificados em criptografia e segurança da informação.
Pesquisador de criptografia: cria novos algoritmos, descobre vulnerabilidades em antigos. Requer forte base matemática, mas é uma área criativa.
Analista de criptografia: trabalha em agências de inteligência, defesa ou empresas de segurança privada, buscando fraquezas em sistemas criptográficos.
Engenheiro de segurança da informação: aplica técnicas de criptografia para proteger sistemas empresariais, implementa firewalls, ferramentas de cifragem, controle de acesso. É uma das posições mais demandadas.
Desenvolvedor de aplicações seguras: escreve códigos que usam corretamente bibliotecas de criptografia, garantindo a segurança do software. Fintechs e empresas de blockchain têm alta demanda.
Pentester (testador de penetração): usa técnicas de hacking para encontrar erros na implementação de criptografia.
Habilidades essenciais
Como seguir sua carreira
Na Rússia, as universidades de Moscou (departamento de computação), MIPT, Universidade de São Petersburgo e Universidade de Novosibirsk são referências. Há também a Academia de Criptografia da Rússia, voltada a públicos específicos.
Internacionalmente: MIT, Stanford, ETH Zurique possuem grupos de pesquisa de ponta.
Recursos online: cursos introdutórios de criptografia na Coursera e edX. CryptoHack é uma plataforma interativa popular para aprender na prática.
Salários e perspectivas
Salários na área de criptografia e segurança estão entre os mais altos do setor de TI, especialmente para quem tem experiência prática. Órgãos governamentais, grandes empresas de tecnologia e instituições financeiras competem por talentos caros. A carreira pode evoluir de engenheiro para arquiteto de segurança, diretor de segurança (CSO) e cargos executivos.
A força da criptografia na Rússia
Herança soviética e russa
Durante a era soviética, formaram-se matemáticos e criptógrafos de classe mundial. Apesar de muitos trabalhos terem sido mantidos em sigilo por décadas, a base russa de criptografia permanece sólida.
Padrões GOST
Diferente do padrão americano NIST e das normas internacionais ISO/IEC, a Rússia mantém seus próprios padrões de criptografia:
ГОСТ Р 34.12-2015: padrão de cifragem simétrica, define algoritmos “Kuznetsov” (128 bits, seguro) e “Magia” (64 bits, compatível com versões anteriores). Toda criptografia de sistemas nacionais deve seguir esse padrão.
ГОСТ Р 34.10-2012: padrão de assinatura digital, baseado em curvas elípticas, usado para autenticação e assinatura eletrônica.
ГОСТ Р 34.11-2012: função hash “Streebog”, com saídas de 256 e 512 bits, usada para verificar integridade.
Órgãos governamentais, defesa e empresas que interagem com o setor público devem usar esses padrões.
Órgãos reguladores e setor privado
FSB (Serviço Federal de Segurança) aprova e certifica ferramentas de criptografia, garantindo conformidade com a segurança nacional. Qualquer software de criptografia deve obter aprovação do FSB.
FSTEC (Serviço Federal de Controle de Exportação e Tecnologia) regula requisitos técnicos para proteção de TI, complementando os padrões de criptografia.
Empresas russas como CryptoPro, InfoTecs, Code Security desenvolvem soluções amplamente utilizadas por corporações e pelo governo.
Museu de Criptografia de Moscou
Este museu único fica próximo ao Jardim Botânico de Moscou (Rua das Plantas, nº 25, edifício 4), sendo o primeiro dedicado à história e ao estado atual da criptografia mundial.
Exposições incluem: máquinas Enigma reais, equipamentos modernos, demonstrações interativas, laboratórios de decodificação.
Experiência do visitante: pode aprender sobre criptografia antiga e também explorar conceitos avançados de criptografia quântica. As exposições atraem adultos e crianças igualmente.
A existência deste museu demonstra o quanto a Rússia valoriza sua história e cultura criptográfica.
O mapa global da criptografia
EUA: os criadores das regras
O NIST define padrões amplamente aceitos globalmente (DES, AES, séries SHA), influenciando profundamente o setor. Universidades e gigantes tecnológicos dos EUA investem pesado em pesquisa criptográfica.
Por outro lado, há controvérsias: alguns acusam a NSA de deixar “portas traseiras” em certos padrões.
Europa: defensora da privacidade
A UE, por meio do GDPR e outras regulamentações, exige forte proteção de dados, impulsionando o uso de criptografia. Instituições europeias investem bastante em pesquisa de pós-quântica.
China: busca autonomia
O país desenvolve seus próprios padrões (SM2, SM3, SM4), reduzindo dependência de tecnologias estrangeiras. Investimentos em criptografia quântica também são intensos.
Padrões internacionais
Organizações como ISO/IEC e IETF criam padrões de criptografia que visam interoperabilidade global. A evolução do TLS/SSL é um exemplo de cooperação internacional.
O futuro da criptografia e da privacidade
A ameaça quântica iminente
Quando computadores quânticos de uso geral forem possíveis, a maioria das criptografias de chave pública atuais será vulnerável. O algoritmo de Shor pode quebrar chaves que hoje levam milhares de anos para serem decifradas em poucas horas.
Pós-quântica: novos algoritmos baseados em problemas matemáticos difíceis, como redes, codificação e equações multivariadas, estão sendo desenvolvidos. O NIST lidera a padronização.
Distribuição de chaves quânticas (QKD): usa propriedades da mecânica quântica para troca de chaves teoricamente invulnerável. Países como China e Europa já fazem testes.
Carreiras na criptografia: por que pensar nisso
Oportunidades e cargos
Com o crescimento exponencial de ameaças digitais, há uma grande escassez de profissionais qualificados em criptografia e segurança da informação.
Pesquisador de criptografia: cria novos algoritmos, descobre vulnerabilidades em antigos. Requer forte base matemática, mas é uma área criativa.
Analista de criptografia: trabalha em agências de inteligência, defesa ou empresas de segurança privada, buscando fraquezas em sistemas criptográficos.
Engenheiro de segurança da informação: aplica técnicas de criptografia para proteger sistemas empresariais, implementa firewalls, ferramentas de cifragem, controle de acesso. É uma das posições mais demandadas.
Desenvolvedor de aplicações seguras: escreve códigos que usam corretamente bibliotecas de criptografia, garantindo a segurança do software. Fintechs e empresas de blockchain têm alta demanda.
Pentester (testador de penetração): usa técnicas de hacking para encontrar erros na implementação de criptografia.
Habilidades essenciais
Como trilhar sua carreira
Na Rússia, as universidades de Moscou (departamento de computação), MIPT, Universidade de São Petersburgo e Universidade de Novosibirsk são referências. Há também a Academia de Criptografia da Rússia, voltada a públicos específicos.
Internacionalmente: MIT, Stanford, ETH Zurique possuem grupos de pesquisa de ponta.
Recursos online: cursos introdutórios de criptografia na Coursera e edX. CryptoHack é uma plataforma interativa popular para aprender na prática.
Salários e perspectivas de carreira
Salários na área de criptografia e segurança estão entre os mais altos do setor de TI, especialmente para quem tem experiência prática. Órgãos governamentais, grandes empresas de tecnologia e instituições financeiras competem por talentos caros. A carreira pode evoluir de engenheiro para arquiteto de segurança, diretor de segurança (CSO) e cargos executivos.
A força da criptografia na Rússia
Herança soviética e russa
Durante a era soviética, formaram-se matemáticos e criptógrafos de classe mundial. Apesar de muitos trabalhos terem sido mantidos em sigilo por décadas, a base russa de criptografia permanece sólida.
Padrões GOST
Diferente do padrão americano NIST e das normas internacionais ISO/IEC, a Rússia mantém seus próprios padrões de criptografia:
ГОСТ Р 34.12-2015: padrão de cifragem simétrica, define algoritmos “Kuznetsov” (128 bits, seguro) e “Magia” (64 bits, compatível com versões anteriores). Toda criptografia de sistemas nacionais deve seguir esse padrão.
ГОСТ Р 34.10-2012: padrão de assinatura digital, baseado em curvas elípticas, usado para autenticação e assinatura eletrônica.
ГОСТ Р 34.11-2012: função hash “Streebog”, com saídas de 256 e 512 bits, usada para verificar integridade.
Órgãos governamentais, defesa e empresas que interagem com o setor público devem usar esses padrões.
Órgãos reguladores e setor privado
FSB (Serviço Federal de Segurança) aprova e certifica ferramentas de criptografia, garantindo conformidade com a segurança nacional. Qualquer software de criptografia deve obter aprovação do FSB.
FSTEC (Serviço Federal de Controle de Exportação e Tecnologia) regula requisitos técnicos para proteção de TI, complementando os padrões de criptografia.
Empresas russas como CryptoPro, InfoTecs, Code Security desenvolvem soluções amplamente utilizadas por corporações e pelo governo.
Museu de Criptografia de Moscou
Este museu único fica próximo ao Jardim Botânico de Moscou (Rua das Plantas, nº 25, edifício 4), sendo o primeiro dedicado à história e ao estado atual da criptografia mundial.
Exposições incluem: máquinas Enigma reais, equipamentos modernos, demonstrações interativas, laboratórios de decodificação.
Experiência do visitante: pode aprender sobre criptografia antiga e também explorar conceitos avançados de criptografia quântica. As exposições atraem adultos e crianças igualmente.
A existência deste museu demonstra o quanto a Rússia valoriza sua história e cultura criptográfica.
O mapa global da criptografia
EUA: os criadores das regras
O NIST define padrões amplamente aceitos globalmente (DES, AES, séries SHA), influenciando profundamente o setor. Universidades e gigantes tecnológicos dos EUA investem pesado em pesquisa criptográfica.
Por outro lado, há controvérsias: alguns acusam a NSA de deixar “portas traseiras” em certos padrões.
Europa: defensora da privacidade
A UE, por meio do GDPR e outras regulamentações, exige forte proteção de dados, impulsionando o uso de criptografia. Instituições europeias investem bastante em pesquisa de pós-quântica.
China: busca autonomia
O país desenvolve seus próprios padrões (SM2, SM3, SM4), reduzindo dependência de tecnologias estrangeiras. Investimentos em criptografia quântica também são intensos.
Padrões internacionais
Organizações como ISO/IEC e IETF criam padrões de criptografia que visam interoperabilidade global. A evolução do TLS/SSL é um exemplo de cooperação internacional.
O futuro da criptografia e da privacidade
A ameaça quântica iminente
Quando computadores quânticos de uso geral forem possíveis, a maioria das criptografias de chave pública atuais será vulnerável. O algoritmo de Shor pode quebrar chaves que hoje levam milhares de anos para serem decifradas em poucas horas.
Pós-quântica: novos algoritmos baseados em problemas matemáticos difíceis, como redes, codificação e equações multivariadas, estão sendo desenvolvidos. O NIST lidera a padronização.
Distribuição de chaves quânticas (QKD): usa propriedades da mecânica quântica para troca de chaves teoricamente invulnerável. Países como China e Europa já fazem testes.
Carreiras na criptografia: por que pensar nisso
Oportunidades e cargos
Com o crescimento exponencial de ameaças digitais, há uma grande escassez de profissionais qualificados em criptografia e segurança da informação.
Pesquisador de criptografia: cria novos algoritmos, descobre vulnerabilidades em antigos. Requer forte base matemática, mas é uma área criativa.
Analista de criptografia: trabalha em agências de inteligência, defesa ou empresas de segurança privada, buscando fraquezas em sistemas criptográficos.
Engenheiro de segurança da informação: aplica técnicas de criptografia para proteger sistemas empresariais, implementa firewalls, ferramentas de cifragem, controle de acesso. É uma das posições mais demandadas.
Desenvolvedor de aplicações seguras: escreve códigos que usam corretamente bibliotecas de criptografia, garantindo a segurança do software. Fintechs e empresas de blockchain têm alta demanda.
Pentester (testador de penetração): usa técnicas de hacking para encontrar erros na implementação de criptografia.
Habilidades essenciais
Como seguir sua carreira
Na Rússia, as universidades de Moscou (departamento de computação), MIPT, Universidade de São Petersburgo e Universidade de Novosibirsk são referências. Há também a Academia de Criptografia da Rússia, voltada a públicos específicos.
Internacionalmente: MIT, Stanford, ETH Zurique possuem grupos de pesquisa de ponta.
Recursos online: cursos introdutórios de criptografia na Coursera e edX. CryptoHack é uma plataforma interativa popular para aprender na prática.
Salários e perspectivas
Salários na área de criptografia e segurança estão entre os mais altos do setor de TI, especialmente para quem tem experiência prática. Órgãos governamentais, grandes empresas de tecnologia e instituições financeiras competem por talentos caros. A carreira pode evoluir de engenheiro para arquiteto de segurança, diretor de segurança (CSO) e cargos executivos.
A força da criptografia na Rússia
Herança soviética e russa
Durante a era soviética, formaram-se matemáticos e criptógrafos de classe mundial. Apesar de muitos trabalhos terem sido mantidos em sigilo por décadas, a base russa de criptografia permanece sólida.
Padrões GOST
Diferente do padrão americano NIST e das normas internacionais ISO/IEC, a Rússia mantém seus próprios padrões de criptografia:
ГОСТ Р 34.12-2015: padrão de cifragem simétrica, define algoritmos “Kuznetsov” (128 bits, seguro) e “Magia” (64 bits, compatível com versões anteriores). Toda criptografia de sistemas nacionais deve seguir esse padrão.
ГОСТ Р 34.10-2012: padrão de assinatura digital, baseado em curvas elípticas, usado para autenticação e assinatura eletrônica.
ГОСТ Р 34.11-2012: função hash “Streebog”, com saídas de 256 e 512 bits, usada para verificar integridade.
Órgãos governamentais, defesa e empresas que interagem com o setor público devem usar esses padrões.
Órgãos reguladores e setor privado
FSB (Serviço Federal de Segurança) aprova e certifica ferramentas de criptografia, garantindo conformidade com a segurança nacional. Qualquer software de criptografia deve obter aprovação do FSB.
FSTEC (Serviço Federal de Controle de Exportação e Tecnologia) regula requisitos técnicos para proteção de TI, complementando os padrões de criptografia.
Empresas russas como CryptoPro, InfoTecs, Code Security desenvolvem soluções amplamente utilizadas por corporações e pelo governo.
Museu de Criptografia de Moscou
Este museu único fica próximo ao Jardim Botânico de Moscou (Rua das Plantas, nº 25, edifício 4), sendo o primeiro dedicado à história e ao estado atual da criptografia mundial.
Exposições incluem: máquinas Enigma reais, equipamentos modernos, demonstrações interativas, laboratórios de decodificação.
Experiência do visitante: pode aprender sobre criptografia antiga e também explorar conceitos avançados de criptografia quântica. As exposições atraem adultos e crianças igualmente.
A existência deste museu demonstra o quanto a Rússia valoriza sua história e cultura criptográfica.
O mapa global da criptografia
EUA: os criadores das regras
O NIST define padrões amplamente aceitos globalmente (DES, AES, séries SHA), influenciando profundamente o setor. Universidades e gigantes tecnológicos dos EUA investem pesado em pesquisa criptográfica.
Por outro lado, há controvérsias: alguns acusam a NSA de deixar “portas traseiras” em certos padrões.
Europa: defensora da privacidade
A UE, por meio do GDPR e outras regulamentações, exige forte proteção