O banco central continua a comprar, o ouro atinge um novo máximo e desafia os 6000 dólares! Os investidores taiwaneses conseguirão aproveitar esta onda de valorização?
Global central banks “accumulation wave” pushes gold prices to record highs
Esta semana, o mercado internacional do ouro criou um momento histórico — o preço do ouro ultrapassou pela primeira vez os 4500 dólares por onça, com uma valorização de mais de 70% até agora este ano, sendo o desempenho anual mais forte desde a crise do petróleo de 1979. Convertendo para a unidade comum no mercado de Taiwan, a “liang”, o ouro que no início do ano valia cerca de 105.000 NTD, agora disparou para 177.000 NTD, um aumento impressionante.
Os principais impulsionadores desta onda de alta são os planos de compra massiva de ouro por parte dos bancos centrais globais. Segundo as últimas estatísticas da World Gold Council(WGC), até outubro deste ano, os bancos centrais de vários países adquiriram um total de 254 toneladas de ouro, sendo que em outubro a compra líquida foi de 53 toneladas, um crescimento de 36% em relação ao trimestre anterior. O Banco Central da Polônia lidera o ranking com 83 toneladas, enquanto o Brasil, após 4 anos, reiniciou seu plano de compra de ouro, adquirindo 31 toneladas em apenas dois meses, de setembro a outubro, sendo interpretado como um sinal-chave para reduzir a dependência do dólar. Essas ações de compra dos bancos centrais não são operações de curto prazo, mas estratégias de longo prazo — aumentando suas reservas de ouro para diversificar riscos cambiais, o que também influencia a futura alocação de reservas de ouro de Taiwan.
Geopolítica × onda de desdolarização, o ouro torna-se o ativo de refúgio final
Por trás do aumento explosivo do preço do ouro, há duas forças entrelaçadas: primeiro, a tensão na geopolítica global, com conflitos no Oriente Médio e a guerra Rússia-Ucrânia ainda em andamento, além das novas políticas tarifárias do governo dos EUA, que geram preocupações comerciais; segundo, a aceleração do processo de “desdolarização” por parte de vários países, buscando usar o ouro para proteger-se da depreciação do dólar. Krishan Gopaul, pesquisador sênior da WGC, aponta que as compras de ouro pelos bancos centrais de mercados emergentes já se tornaram uma estratégia de longo prazo, e não uma operação de curto prazo.
A última pesquisa da WGC também revela a direção futura do mercado: 43% dos bancos centrais entrevistados planejam continuar aumentando suas reservas de ouro nos próximos 12 meses, enquanto 75% das instituições acreditam que a participação do dólar nas reservas cambiais globais diminuirá, com o euro e o yuan ganhando maior destaque.
Alta de prata e platina mais agressiva, “comprar prata é melhor que comprar ouro” ganha força
Enquanto o ouro atinge recordes, outros metais preciosos apresentam desempenho ainda mais forte. A prata quebrou a barreira de 70 dólares por onça pela primeira vez nesta semana, com uma valorização de mais de 1,5 vez no ano; a platina também subiu 4% em um único dia, em 24 de outubro, ultrapassando a marca de 2300 dólares, com uma alta anual de quase 1,6 vezes. Devido à valorização mais acentuada da prata, o mercado até começou a discutir uma tendência contrária, com opiniões de que “comprar prata é menos vantajoso que comprar ouro”.
No entanto, o vice-presidente da Associação de Joalharia de Taipei, Shi Wenxin, alerta que o atual preço elevado do ouro cria barreiras para pequenos investidores — 500 NTD já não são suficientes para adquirir ouro físico. Para fins de investimento, recomenda-se priorizar barras de ouro, contas de ouro ou produtos de investimento puro, ao invés de joias, para evitar que as taxas de processamento corroam os lucros na hora de vender.
Divergências nas previsões de instituições: de 3000 a 6000 dólares, há opiniões para todos os lados
Diante do preço do ouro já estar em níveis históricos, as previsões para 2026 apresentam diferenças marcantes:
Otimistas liderados pelo analista de Wall Street, Ed Yardeni, que ousa prever que o preço do ouro pode disparar até 6000 dólares até o final de 2026. O JPMorgan também é bastante otimista, acreditando que as compras de ouro pelos bancos centrais podem chegar a 755 toneladas, suficiente para impulsionar o preço do ouro acima de 5000 dólares. A Goldman Sachs prevê que o preço do ouro pode atingir 4900 dólares até o final de 2026.
Cautelosos liderados pelo Citibank, que acredita que, se a situação geopolítica se acalmar, o preço do ouro pode recuar para 3000 dólares até o final de 2026, refletindo as diferentes avaliações das instituições sobre o ambiente de risco futuro.
Estratégia de entrada dos investidores taiwaneses: cautela na diversificação de riscos
Embora o ouro possua características de proteção contra riscos e inflação, o preço atual elevado exige uma abordagem estratégica para entrar no mercado:
Adotar compras parceladas com valor fixo: evitar apostas únicas pesadas, usando compras periódicas para reduzir custos e diversificar o risco de entrada.
Diversificar entre metais preciosos: além do ouro, acompanhar também prata e platina, embora esses ativos apresentem maior volatilidade, exigindo maior resistência psicológica.
Diferenciar investimento de consumo: optar por ETFs de ouro, contas de ouro ou barras de ouro, que possuem taxas menores e maior liquidez; joias de ouro, por conterem taxas de processamento, podem não ser tão vantajosas na hora de vender, não sendo recomendadas para fins de investimento puro.
A economia global está passando por uma reestruturação, e a posição estratégica do ouro continua a crescer. Desde a contínua acumulação pelos bancos centrais até os planos de reserva de ouro de longo prazo de Taiwan, essa tendência de alta impulsionada pela incerteza ainda está longe de terminar.
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O banco central continua a comprar, o ouro atinge um novo máximo e desafia os 6000 dólares! Os investidores taiwaneses conseguirão aproveitar esta onda de valorização?
Global central banks “accumulation wave” pushes gold prices to record highs
Esta semana, o mercado internacional do ouro criou um momento histórico — o preço do ouro ultrapassou pela primeira vez os 4500 dólares por onça, com uma valorização de mais de 70% até agora este ano, sendo o desempenho anual mais forte desde a crise do petróleo de 1979. Convertendo para a unidade comum no mercado de Taiwan, a “liang”, o ouro que no início do ano valia cerca de 105.000 NTD, agora disparou para 177.000 NTD, um aumento impressionante.
Os principais impulsionadores desta onda de alta são os planos de compra massiva de ouro por parte dos bancos centrais globais. Segundo as últimas estatísticas da World Gold Council(WGC), até outubro deste ano, os bancos centrais de vários países adquiriram um total de 254 toneladas de ouro, sendo que em outubro a compra líquida foi de 53 toneladas, um crescimento de 36% em relação ao trimestre anterior. O Banco Central da Polônia lidera o ranking com 83 toneladas, enquanto o Brasil, após 4 anos, reiniciou seu plano de compra de ouro, adquirindo 31 toneladas em apenas dois meses, de setembro a outubro, sendo interpretado como um sinal-chave para reduzir a dependência do dólar. Essas ações de compra dos bancos centrais não são operações de curto prazo, mas estratégias de longo prazo — aumentando suas reservas de ouro para diversificar riscos cambiais, o que também influencia a futura alocação de reservas de ouro de Taiwan.
Geopolítica × onda de desdolarização, o ouro torna-se o ativo de refúgio final
Por trás do aumento explosivo do preço do ouro, há duas forças entrelaçadas: primeiro, a tensão na geopolítica global, com conflitos no Oriente Médio e a guerra Rússia-Ucrânia ainda em andamento, além das novas políticas tarifárias do governo dos EUA, que geram preocupações comerciais; segundo, a aceleração do processo de “desdolarização” por parte de vários países, buscando usar o ouro para proteger-se da depreciação do dólar. Krishan Gopaul, pesquisador sênior da WGC, aponta que as compras de ouro pelos bancos centrais de mercados emergentes já se tornaram uma estratégia de longo prazo, e não uma operação de curto prazo.
A última pesquisa da WGC também revela a direção futura do mercado: 43% dos bancos centrais entrevistados planejam continuar aumentando suas reservas de ouro nos próximos 12 meses, enquanto 75% das instituições acreditam que a participação do dólar nas reservas cambiais globais diminuirá, com o euro e o yuan ganhando maior destaque.
Alta de prata e platina mais agressiva, “comprar prata é melhor que comprar ouro” ganha força
Enquanto o ouro atinge recordes, outros metais preciosos apresentam desempenho ainda mais forte. A prata quebrou a barreira de 70 dólares por onça pela primeira vez nesta semana, com uma valorização de mais de 1,5 vez no ano; a platina também subiu 4% em um único dia, em 24 de outubro, ultrapassando a marca de 2300 dólares, com uma alta anual de quase 1,6 vezes. Devido à valorização mais acentuada da prata, o mercado até começou a discutir uma tendência contrária, com opiniões de que “comprar prata é menos vantajoso que comprar ouro”.
No entanto, o vice-presidente da Associação de Joalharia de Taipei, Shi Wenxin, alerta que o atual preço elevado do ouro cria barreiras para pequenos investidores — 500 NTD já não são suficientes para adquirir ouro físico. Para fins de investimento, recomenda-se priorizar barras de ouro, contas de ouro ou produtos de investimento puro, ao invés de joias, para evitar que as taxas de processamento corroam os lucros na hora de vender.
Divergências nas previsões de instituições: de 3000 a 6000 dólares, há opiniões para todos os lados
Diante do preço do ouro já estar em níveis históricos, as previsões para 2026 apresentam diferenças marcantes:
Otimistas liderados pelo analista de Wall Street, Ed Yardeni, que ousa prever que o preço do ouro pode disparar até 6000 dólares até o final de 2026. O JPMorgan também é bastante otimista, acreditando que as compras de ouro pelos bancos centrais podem chegar a 755 toneladas, suficiente para impulsionar o preço do ouro acima de 5000 dólares. A Goldman Sachs prevê que o preço do ouro pode atingir 4900 dólares até o final de 2026.
Cautelosos liderados pelo Citibank, que acredita que, se a situação geopolítica se acalmar, o preço do ouro pode recuar para 3000 dólares até o final de 2026, refletindo as diferentes avaliações das instituições sobre o ambiente de risco futuro.
Estratégia de entrada dos investidores taiwaneses: cautela na diversificação de riscos
Embora o ouro possua características de proteção contra riscos e inflação, o preço atual elevado exige uma abordagem estratégica para entrar no mercado:
Adotar compras parceladas com valor fixo: evitar apostas únicas pesadas, usando compras periódicas para reduzir custos e diversificar o risco de entrada.
Diversificar entre metais preciosos: além do ouro, acompanhar também prata e platina, embora esses ativos apresentem maior volatilidade, exigindo maior resistência psicológica.
Diferenciar investimento de consumo: optar por ETFs de ouro, contas de ouro ou barras de ouro, que possuem taxas menores e maior liquidez; joias de ouro, por conterem taxas de processamento, podem não ser tão vantajosas na hora de vender, não sendo recomendadas para fins de investimento puro.
A economia global está passando por uma reestruturação, e a posição estratégica do ouro continua a crescer. Desde a contínua acumulação pelos bancos centrais até os planos de reserva de ouro de longo prazo de Taiwan, essa tendência de alta impulsionada pela incerteza ainda está longe de terminar.