Por que não se deve procurar apenas moedas de cem vezes
Muitos investidores iniciantes enfrentam uma questão tentadora: já que durante um mercado em alta as altcoins dificilmente vão a zero, por que não apostar diretamente nas moedas de cem vezes com maior potencial de retorno? Essa ideia parece razoável, mas ignora a dura realidade do mercado.
As moedas de cem vezes geralmente são projetos com valor de mercado extremamente pequeno e ainda não totalmente reconhecidos. Essas moedas podem seguir dois extremos: ou decolam e ultrapassam cem vezes, ou apresentam desempenho medíocre durante o mercado em alta, chegando até a prejuízo. O risco do segundo caso vem de vários fatores — falta de fundos suficientes para atenção, insuficiente impulso de instituições por trás, ou erros graves na equipe do projeto. Mesmo que o mercado esteja em alta e sustente temporariamente o preço da moeda, os fundamentos do projeto podem já estar desmoronando, aguardando apenas o fim do ciclo para uma liquidação.
Por isso, uma alocação inteligente deve seguir uma “estratégia de duplo eixo”: moedas de dez vezes de baixo risco garantem o limite inferior dos lucros em alta, enquanto moedas de cem vezes, com maior potencial de retorno, buscam ultrapassar o limite superior. Moedas de dez vezes têm alta probabilidade de gerar lucro se você as mantiver, embora seu teto de valorização seja relativamente fixo, essa certeza vem do fato de que o projeto já foi parcialmente reconhecido pelo mercado. Moedas de cem vezes, por outro lado, assumem maior volatilidade para apostar na recompensa máxima.
Escolha de setores: ignorar sinais falsos e focar em oportunidades reais
Antes de estabelecer qualquer critério de seleção, é preciso unificar uma premissa: devemos temporariamente ignorar as diferenças de retorno entre setores e os eventos imprevistos. No ciclo anterior de alta, o setor DeFi se destacou, mas qual será o setor de melhor desempenho na próxima alta? Ninguém pode prever com certeza.
O ponto-chave é que, mesmo que a previsão do setor de maior retorno seja correta, ao aplicar o mesmo critério de moedas de cem vezes em setores diferentes, o padrão pode gerar apenas alguns múltiplos de retorno em setores de menor desempenho, enquanto em setores de bom retorno pode alcançar cem vezes ou mais. E vice-versa. Assim, é mais prático estabelecer uma lógica de seleção geral e ajustar a alocação de acordo com o desempenho do setor, de forma flexível.
Critérios essenciais para moedas de dez vezes
Armadilha e oportunidade na posição de líder de setor
A primeira escolha de moedas de dez vezes deve ser os projetos líderes de cada setor — mas excluindo aqueles setores com pouca inovação. Setores consolidados como Bitcoin, Ethereum, moedas de privacidade, IoT, carteiras digitais, que já possuem líderes bem estabelecidos, seus potenciais de valorização já estão bastante precificados pelo mercado. Setores como derivativos descentralizados, empréstimos, armazenamento, DAOs, que já estiveram em alta, hoje estão em declínio.
Por outro lado, setores ainda em crescimento oferecem oportunidades enormes para os líderes. Por exemplo, o setor DEX, cujo valor de mercado máximo histórico atingiu 110 bilhões de dólares. Após o ciclo de baixa e a entrada de novas plataformas, o valor de mercado atual é de apenas 145,7 bilhões de dólares, com espaço para quase 8 vezes de valorização até o topo histórico. O Uniswap (UNI), líder do setor, ainda conta com inovações como V3 e Uniswapx, e uma valorização de 10 vezes não é uma fantasia.
Setores emergentes também têm potencial explosivo. O setor L2, por exemplo, cujo token OP tem valor de mercado de 20 bilhões de dólares, ainda possui cerca de 3,5 vezes de espaço para alcançar o valor de mercado máximo do líder antigo, Polygon (MATIC), que chegou a 260 bilhões de dólares. A valorização de novos líderes costuma ser subestimada.
Seleção de moedas de dez vezes fora do líder
Sair do foco nos líderes e buscar moedas de dez vezes entre os projetos secundários de cada setor, que por não terem o brilho dos líderes, muitas vezes são mal avaliados, podendo assim ter valorização muito superior a 10 vezes.
Primeira etapa: verificar se o projeto está vivo
Checar no CoinMarketCap se o volume de negociação é saudável, se o preço está em tendência normal, e quantas exchanges listam a moeda. Para projetos on-chain, a profundidade de liquidez é um indicador importante. Além disso, explorar comunidades no Telegram, Discord, etc., para avaliar a interação real dos fãs, e não apenas o número de seguidores mortos. O objetivo aqui é simples — eliminar projetos abandonados pelo mercado.
Segunda etapa: avaliar o reconhecimento de mercado do projeto
Verificar o volume de discussões e curtidas no Twitter, YouTube. O diferencial é se o projeto possui canal oficial no YouTube, se o fundador aparece ativamente, se já foi entrevistado. Pesquisar na Chainbroker e outras plataformas quem são os investidores por trás, se há participação de VC renomados e influenciadores. Consultar o site oficial e Dextools para analisar o volume de negociação e TVL — curvas de crescimento contínuo indicam confiança do mercado.
Terceira etapa: a economia do token sustenta uma valorização explosiva?
Este é o aspecto mais negligenciado pelos investidores iniciantes, mas que decide o sucesso ou fracasso. Primeiro, comparar a oferta circulante (MC) com a oferta máxima (FDV). Se a quantidade de tokens a serem liberados for grande e estiver próxima da circulação total, olhe direto para o FDV — um FDV muito alto é prejudicial para a valorização. Caso a liberação futura seja pequena, o MC atual será um indicador mais relevante.
Verificar a colocação no ranking do setor: o ideal é que o valor de mercado atual não seja destaque, mas que, pelo progresso técnico e expectativas de fundamentos, o projeto esteja seriamente subavaliado.
A psicologia do preço também não pode ser ignorada. Existe um viés de unidade — com o mesmo capital, uma moeda de 0,01U permite ao investidor comprar mais unidades, gerando maior satisfação psicológica, como no caso do antigo SHIB, onde centenas de yuans podiam comprar bilhões de moedas. Essa vantagem psicológica atrai novos investidores, elevando o preço.
A forma de listagem também é crucial. Fair launch, embora seja justo, pode gerar falta de fundos iniciais, e aí o hype do projeto e o endosso de grandes influenciadores se tornam essenciais. Projetos pré-mintados devem ser analisados quanto à participação de VC e equipe, além do período de lock-up — projetos honestos não farão vendas massivas logo no início.
Acompanhar no blockchain os movimentos de baleias grandes, pois baleias que acumulam em grande quantidade no início podem indicar manipulação por parte de grandes investidores, o que na verdade ajuda na valorização do token.
Por fim, verificar a utilidade do token. Revisar o whitepaper em busca de cenários de uso do token — projetos com utilidade real tendem a ter maior potencial de valorização. Tokens sem utilidade, mesmo com fundamentos bons, terão dificuldade de gerar impulso a longo prazo. Como na recente febre de inscrições de nomes de domínio na blockchain, qualquer projeto que lançar um protocolo de nomes verá seu token subir, pois isso não é apenas uma questão de sentimento, mas também uma demanda real gerada pelo uso do token.
Acompanhamento contínuo: do padrão à prática
Após identificar um candidato a moeda de cem vezes, a seleção é apenas o começo. É preciso estabelecer um sistema de monitoramento contínuo, acompanhando as novidades do projeto:
Pesquisar periodicamente notícias do projeto em principais veículos nacionais e internacionais — uma única reportagem de um veículo não é suficiente. Comparar informações de várias fontes para verificar se o projeto está avançando conforme o roadmap. Ficar atento a notícias de utilidade do token, redução de oferta, etc., que possam indicar oportunidades de operação de curto prazo.
Notícias frequentes podem indicar duas coisas: ou o projeto está ganhando atenção, ou está investindo pesado em marketing. Em qualquer caso, vale a pena analisar os padrões de preço no mercado secundário.
Transformar critérios em ações, e o acompanhamento em decisões, é o caminho para que as oportunidades de moedas de dez e cem vezes se abram para você.
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Por que não se deve procurar apenas moedas de cem vezes
Muitos investidores iniciantes enfrentam uma questão tentadora: já que durante um mercado em alta as altcoins dificilmente vão a zero, por que não apostar diretamente nas moedas de cem vezes com maior potencial de retorno? Essa ideia parece razoável, mas ignora a dura realidade do mercado.
As moedas de cem vezes geralmente são projetos com valor de mercado extremamente pequeno e ainda não totalmente reconhecidos. Essas moedas podem seguir dois extremos: ou decolam e ultrapassam cem vezes, ou apresentam desempenho medíocre durante o mercado em alta, chegando até a prejuízo. O risco do segundo caso vem de vários fatores — falta de fundos suficientes para atenção, insuficiente impulso de instituições por trás, ou erros graves na equipe do projeto. Mesmo que o mercado esteja em alta e sustente temporariamente o preço da moeda, os fundamentos do projeto podem já estar desmoronando, aguardando apenas o fim do ciclo para uma liquidação.
Por isso, uma alocação inteligente deve seguir uma “estratégia de duplo eixo”: moedas de dez vezes de baixo risco garantem o limite inferior dos lucros em alta, enquanto moedas de cem vezes, com maior potencial de retorno, buscam ultrapassar o limite superior. Moedas de dez vezes têm alta probabilidade de gerar lucro se você as mantiver, embora seu teto de valorização seja relativamente fixo, essa certeza vem do fato de que o projeto já foi parcialmente reconhecido pelo mercado. Moedas de cem vezes, por outro lado, assumem maior volatilidade para apostar na recompensa máxima.
Escolha de setores: ignorar sinais falsos e focar em oportunidades reais
Antes de estabelecer qualquer critério de seleção, é preciso unificar uma premissa: devemos temporariamente ignorar as diferenças de retorno entre setores e os eventos imprevistos. No ciclo anterior de alta, o setor DeFi se destacou, mas qual será o setor de melhor desempenho na próxima alta? Ninguém pode prever com certeza.
O ponto-chave é que, mesmo que a previsão do setor de maior retorno seja correta, ao aplicar o mesmo critério de moedas de cem vezes em setores diferentes, o padrão pode gerar apenas alguns múltiplos de retorno em setores de menor desempenho, enquanto em setores de bom retorno pode alcançar cem vezes ou mais. E vice-versa. Assim, é mais prático estabelecer uma lógica de seleção geral e ajustar a alocação de acordo com o desempenho do setor, de forma flexível.
Critérios essenciais para moedas de dez vezes
Armadilha e oportunidade na posição de líder de setor
A primeira escolha de moedas de dez vezes deve ser os projetos líderes de cada setor — mas excluindo aqueles setores com pouca inovação. Setores consolidados como Bitcoin, Ethereum, moedas de privacidade, IoT, carteiras digitais, que já possuem líderes bem estabelecidos, seus potenciais de valorização já estão bastante precificados pelo mercado. Setores como derivativos descentralizados, empréstimos, armazenamento, DAOs, que já estiveram em alta, hoje estão em declínio.
Por outro lado, setores ainda em crescimento oferecem oportunidades enormes para os líderes. Por exemplo, o setor DEX, cujo valor de mercado máximo histórico atingiu 110 bilhões de dólares. Após o ciclo de baixa e a entrada de novas plataformas, o valor de mercado atual é de apenas 145,7 bilhões de dólares, com espaço para quase 8 vezes de valorização até o topo histórico. O Uniswap (UNI), líder do setor, ainda conta com inovações como V3 e Uniswapx, e uma valorização de 10 vezes não é uma fantasia.
Setores emergentes também têm potencial explosivo. O setor L2, por exemplo, cujo token OP tem valor de mercado de 20 bilhões de dólares, ainda possui cerca de 3,5 vezes de espaço para alcançar o valor de mercado máximo do líder antigo, Polygon (MATIC), que chegou a 260 bilhões de dólares. A valorização de novos líderes costuma ser subestimada.
Seleção de moedas de dez vezes fora do líder
Sair do foco nos líderes e buscar moedas de dez vezes entre os projetos secundários de cada setor, que por não terem o brilho dos líderes, muitas vezes são mal avaliados, podendo assim ter valorização muito superior a 10 vezes.
Primeira etapa: verificar se o projeto está vivo
Checar no CoinMarketCap se o volume de negociação é saudável, se o preço está em tendência normal, e quantas exchanges listam a moeda. Para projetos on-chain, a profundidade de liquidez é um indicador importante. Além disso, explorar comunidades no Telegram, Discord, etc., para avaliar a interação real dos fãs, e não apenas o número de seguidores mortos. O objetivo aqui é simples — eliminar projetos abandonados pelo mercado.
Segunda etapa: avaliar o reconhecimento de mercado do projeto
Verificar o volume de discussões e curtidas no Twitter, YouTube. O diferencial é se o projeto possui canal oficial no YouTube, se o fundador aparece ativamente, se já foi entrevistado. Pesquisar na Chainbroker e outras plataformas quem são os investidores por trás, se há participação de VC renomados e influenciadores. Consultar o site oficial e Dextools para analisar o volume de negociação e TVL — curvas de crescimento contínuo indicam confiança do mercado.
Terceira etapa: a economia do token sustenta uma valorização explosiva?
Este é o aspecto mais negligenciado pelos investidores iniciantes, mas que decide o sucesso ou fracasso. Primeiro, comparar a oferta circulante (MC) com a oferta máxima (FDV). Se a quantidade de tokens a serem liberados for grande e estiver próxima da circulação total, olhe direto para o FDV — um FDV muito alto é prejudicial para a valorização. Caso a liberação futura seja pequena, o MC atual será um indicador mais relevante.
Verificar a colocação no ranking do setor: o ideal é que o valor de mercado atual não seja destaque, mas que, pelo progresso técnico e expectativas de fundamentos, o projeto esteja seriamente subavaliado.
A psicologia do preço também não pode ser ignorada. Existe um viés de unidade — com o mesmo capital, uma moeda de 0,01U permite ao investidor comprar mais unidades, gerando maior satisfação psicológica, como no caso do antigo SHIB, onde centenas de yuans podiam comprar bilhões de moedas. Essa vantagem psicológica atrai novos investidores, elevando o preço.
A forma de listagem também é crucial. Fair launch, embora seja justo, pode gerar falta de fundos iniciais, e aí o hype do projeto e o endosso de grandes influenciadores se tornam essenciais. Projetos pré-mintados devem ser analisados quanto à participação de VC e equipe, além do período de lock-up — projetos honestos não farão vendas massivas logo no início.
Acompanhar no blockchain os movimentos de baleias grandes, pois baleias que acumulam em grande quantidade no início podem indicar manipulação por parte de grandes investidores, o que na verdade ajuda na valorização do token.
Por fim, verificar a utilidade do token. Revisar o whitepaper em busca de cenários de uso do token — projetos com utilidade real tendem a ter maior potencial de valorização. Tokens sem utilidade, mesmo com fundamentos bons, terão dificuldade de gerar impulso a longo prazo. Como na recente febre de inscrições de nomes de domínio na blockchain, qualquer projeto que lançar um protocolo de nomes verá seu token subir, pois isso não é apenas uma questão de sentimento, mas também uma demanda real gerada pelo uso do token.
Acompanhamento contínuo: do padrão à prática
Após identificar um candidato a moeda de cem vezes, a seleção é apenas o começo. É preciso estabelecer um sistema de monitoramento contínuo, acompanhando as novidades do projeto:
Pesquisar periodicamente notícias do projeto em principais veículos nacionais e internacionais — uma única reportagem de um veículo não é suficiente. Comparar informações de várias fontes para verificar se o projeto está avançando conforme o roadmap. Ficar atento a notícias de utilidade do token, redução de oferta, etc., que possam indicar oportunidades de operação de curto prazo.
Notícias frequentes podem indicar duas coisas: ou o projeto está ganhando atenção, ou está investindo pesado em marketing. Em qualquer caso, vale a pena analisar os padrões de preço no mercado secundário.
Transformar critérios em ações, e o acompanhamento em decisões, é o caminho para que as oportunidades de moedas de dez e cem vezes se abram para você.