Há pouco tempo, a Monad lançou a sua venda pública na Coinbase, e um documento de divulgação de 18 páginas gerou discussão no mercado. Este documento detalha de forma exaustiva toda a lógica do projeto, desde o financiamento até à distribuição dos tokens, valendo a pena uma análise aprofundada.
A história por detrás dos números
Percurso de financiamento: A Monad começou a angariar fundos em junho de 2022, arrecadando 19,6 milhões de dólares na ronda Pre-Seed, 22,6 milhões na Seed, e uns impressionantes 220,5 milhões na Série A. Juntando ao subsídio operacional de 90 milhões dado posteriormente pela Category Labs, o total angariado atinge 262 milhões de dólares.
Detalhes da venda de tokens:
Preço: 0,025 dólares por token
Quantidade total: máximo de 750 milhões de MON (7,5% da oferta inicial)
Se forem todos vendidos: angariação de 187,5 milhões de dólares
Avaliação FDV: 2,5 mil milhões de dólares
Limite de participação: entre 100 mil e 1 milhão de dólares
Curiosamente, a venda adotou um mecanismo de distribuição “de baixo para cima”. Ou seja, os pequenos investidores são atendidos primeiro, e os grandes vêm depois. Esta estrutura visa claramente evitar que grandes capitais monopolizem os tokens.
A parte mais interessante: o acordo com os market makers
Ao contrário de outros projetos, a Monad não escondeu nada e revelou diretamente a lista de market makers: CyantArb, Auros, Galaxy, GSR (cada um com empréstimo de tokens por 1 mês) e Wintermute (empréstimo por 1 ano). No total, foram emprestados 160 milhões de MON.
À primeira vista, este número não parece grande — apenas 0,16% da oferta total. Em comparação com outros projetos, onde a escala de market making chega facilmente aos 2-3%, a Monad foi de facto conservadora. Mas há razões para isso:
Vantagens:
Máxima transparência — a Coinwatch foi contratada como entidade independente para monitorização, garantindo que os tokens emprestados são usados mesmo para market making e não desviados para outros fins.
Controlo de risco — contratos mensais permitem flexibilidade para trocar de market maker; o contrato de 1 ano com a Wintermute assegura liquidez de longo prazo.
Segue a lógica do financiamento tradicional, reduzindo o risco moral.
Riscos:
0,16% pode ser insuficiente para resistir a uma pressão de venda em larga escala.
A liquidez inicial nas DEX pode chegar no máximo aos 0,2% (200 milhões de tokens), sendo este um teto e não uma promessa.
O documento identifica explicitamente o risco de liquidez; em suma, se não houver procura real após o lançamento, o preço pode ser muito volátil.
Calendário de desbloqueio de tokens
No primeiro dia do lançamento da mainnet, cerca de 4,94 mil milhões de tokens serão desbloqueados, dos quais:
Em circulação: 108 milhões (provenientes da venda pública + airdrop)
Desenvolvimento do ecossistema: 385 milhões (geridos pela Monad Foundation, destinados a incentivos e delegação)
Os tokens dos investidores, equipa e tesouraria estarão totalmente bloqueados por pelo menos 1 ano, com desbloqueio total previsto para o 4.º trimestre de 2029.
Nos anos seguintes, haverá ainda uma emissão de novas moedas de 2% ao ano (recompensa para validadores/stakers), mas esta será compensada por queima via taxas de transação.
Como devem os investidores encarar isto?
De facto, o documento da Monad mostra um grau de transparência acima da média do setor. Mas transparência ≠ ausência de risco. Pontos a ter em atenção:
Liquidez inicial pode ser limitada — com um market making pouco expressivo, se não houver compras institucionais após a entrada dos pequenos investidores, a volatilidade pode ser elevada.
Pressão de desbloqueio a médio prazo — os tokens dos investidores e equipa serão desbloqueados gradualmente entre 1 a 4 anos, podendo pressionar o preço.
Desenvolvimento do ecossistema — a capacidade do fundo de 385 milhões de tokens para realmente estimular aplicações de valor determinará o futuro a longo prazo.
Em resumo, a Monad optou por uma estratégia de venda “controlada mas conservadora”. Isto é raro em projetos cripto, mas significa também que o potencial de valorização a curto prazo pode ser limitado. É mais indicado para participantes que procuram estabilidade, e não para quem aposta em subidas abruptas.
Recomendação antes de investir: para além de analisar a avaliação e o montante angariado, foque-se em perceber se a procura real após o lançamento da mainnet será suficiente para justificar uma avaliação de 2,5 mil milhões.
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Os bastidores da venda pública do token da Monad: o jogo da transparência por detrás da valorização de 2,5B
Há pouco tempo, a Monad lançou a sua venda pública na Coinbase, e um documento de divulgação de 18 páginas gerou discussão no mercado. Este documento detalha de forma exaustiva toda a lógica do projeto, desde o financiamento até à distribuição dos tokens, valendo a pena uma análise aprofundada.
A história por detrás dos números
Percurso de financiamento: A Monad começou a angariar fundos em junho de 2022, arrecadando 19,6 milhões de dólares na ronda Pre-Seed, 22,6 milhões na Seed, e uns impressionantes 220,5 milhões na Série A. Juntando ao subsídio operacional de 90 milhões dado posteriormente pela Category Labs, o total angariado atinge 262 milhões de dólares.
Detalhes da venda de tokens:
Curiosamente, a venda adotou um mecanismo de distribuição “de baixo para cima”. Ou seja, os pequenos investidores são atendidos primeiro, e os grandes vêm depois. Esta estrutura visa claramente evitar que grandes capitais monopolizem os tokens.
A parte mais interessante: o acordo com os market makers
Ao contrário de outros projetos, a Monad não escondeu nada e revelou diretamente a lista de market makers: CyantArb, Auros, Galaxy, GSR (cada um com empréstimo de tokens por 1 mês) e Wintermute (empréstimo por 1 ano). No total, foram emprestados 160 milhões de MON.
À primeira vista, este número não parece grande — apenas 0,16% da oferta total. Em comparação com outros projetos, onde a escala de market making chega facilmente aos 2-3%, a Monad foi de facto conservadora. Mas há razões para isso:
Vantagens:
Riscos:
Calendário de desbloqueio de tokens
No primeiro dia do lançamento da mainnet, cerca de 4,94 mil milhões de tokens serão desbloqueados, dos quais:
Os tokens dos investidores, equipa e tesouraria estarão totalmente bloqueados por pelo menos 1 ano, com desbloqueio total previsto para o 4.º trimestre de 2029.
Nos anos seguintes, haverá ainda uma emissão de novas moedas de 2% ao ano (recompensa para validadores/stakers), mas esta será compensada por queima via taxas de transação.
Como devem os investidores encarar isto?
De facto, o documento da Monad mostra um grau de transparência acima da média do setor. Mas transparência ≠ ausência de risco. Pontos a ter em atenção:
Em resumo, a Monad optou por uma estratégia de venda “controlada mas conservadora”. Isto é raro em projetos cripto, mas significa também que o potencial de valorização a curto prazo pode ser limitado. É mais indicado para participantes que procuram estabilidade, e não para quem aposta em subidas abruptas.
Recomendação antes de investir: para além de analisar a avaliação e o montante angariado, foque-se em perceber se a procura real após o lançamento da mainnet será suficiente para justificar uma avaliação de 2,5 mil milhões.