Trump na sexta-feira à noite, horário de Taiwan, afirmou que não há cessar-fogo com o Irão e que a operação continuará até o fim, dizendo que o Estreito de Hormuz “irá abrir-se automaticamente em determinado momento”, e que os países da Europa e Ásia devem pensar bem sobre isso. Ao mesmo tempo, a CBS revelou que o Pentágono já preparou planos de implantação de tropas terrestres, aguardando a ordem de Trump para atuar.
(Resumindo: por que Trump convocou múltiplos países para defender o Estreito de Hormuz, mas nenhum aliado o apoiou?)
(Informação adicional: Trump “bombardeou até atingir o objetivo” e pediu que o Irão se rendesse, enquanto o Golfo Pérsico recebeu mais de 200 navios de cruzeiro; o Banco Central Europeu alertou que a proteção do dólar está falhando.)
Na sexta-feira, Trump foi direto na Casa Branca: “Quando você destrói completamente o inimigo, você não vai parar o fogo.”
Essa frase define sua postura atual na crise com o Irão, sem espaço para negociações e sem intenção de parar.
Questionado sobre o bloqueio do Estreito de Hormuz, Trump manteve uma postura firme, mas passou a responsabilidade para a Europa e Ásia.
“Não precisamos dele. É a Europa que precisa, Coreia do Sul, Japão e muitos outros países, então eles têm que participar dessa questão.”
Trump afirmou que, em determinado momento, o Estreito de Hormuz se abrirá naturalmente. Quanto a quando e como, não explicou.
Sobre os aliados que assistem de braços cruzados, Trump chamou a NATO de “COWARDS” (covardes) nas redes sociais, e no White House acrescentou: “A NATO poderia nos ajudar, mas até agora eles não têm essa coragem. Outros também podem ajudar, mas não contamos com eles.”
Segundo a CBS, várias fontes informaram que o Departamento de Defesa já elaborou planos detalhados para o envio de tropas terrestres aos Irão. Oficiais militares de alto escalão apresentaram pedidos concretos, prontos para serem aprovados por Trump.
O Exército até realizou uma reunião sobre o que fazer se realmente enviarmos tropas, incluindo como lidar com prisioneiros iranianos e paramilitares capturados durante a operação.
Ao mesmo tempo, os EUA estão enviando até 2.500 fuzileiros navais ao Oriente Médio em estado de prontidão.
Na quinta-feira, Trump foi questionado pela mídia e respondeu inicialmente: “Não, não vou enviar tropas para lugar algum”, mas logo acrescentou: “Se eu for enviar, certamente não vou te contar.”
O contexto desse conflito é que, em 28 de fevereiro, os EUA e Israel lançaram uma operação conjunta contra o Irão, na qual o líder supremo iraniano, Khamenei, morreu na primeira rodada de ataques aéreos, e seu filho, Mujeh Taba, assumiu o poder. Desde então, a situação escalou rapidamente, levando a um impasse contínuo.
Vale destacar que Trump também está considerando internamente a possibilidade de “reduzir” as ações militares, e o rumo do conflito com o Irão ainda é incerto.