Bem-vindo ao Latam Insights, uma compilação das notícias de criptomoedas mais relevantes da América Latina na última semana. Nesta edição, o Paraguai reforça seus requisitos de reporte obrigatório, a Argentina bloqueia operações de uma stablecoin lastreada em peso e novas revelações surgem no caso Libra na Argentina.
O governo do Paraguai intensifica a fiscalização do mercado de criptomoedas.
A Direção Nacional de Receita Fiscal (DNIT), órgão fiscalizador de impostos do Paraguai, emitiu uma resolução criando uma nova figura, uma declaração juramentada de criptoativos, para obter um controle e supervisão mais detalhados dos movimentos de criptomoedas no país.
A Resolução nº 47 estabelece que tanto operadores de provedores de serviços de ativos virtuais (VASPs) quanto indivíduos que realizarem transações de criptomoedas com volumes superiores a 5.000 dólares por ano, mesmo que utilizem contas offshore ou plataformas de troca fora do país, devem emitir essa declaração detalhada.
O documento deve identificar, no mínimo, a classe da transação realizada — compras e vendas, manutenção ou posse, trocas entre diferentes criptoativos, doações, heranças, cessões temporárias, alugueres ou empréstimos, entre outros.
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O equivalente argentino da SEC, a CNV, tomou a primeira medida contra uma stablecoin vinculada à moeda fiduciária nacional, o peso argentino.
Em 12 de março, a instituição emitiu uma resolução ordenando a suspensão da listagem, oferta e intermediação do argt, afirmando que o token foi classificado como um valor mobiliário oferecido a investidores sem cumprir as regras estabelecidas para esses ativos.
A ação ocorreu após a Belo, uma exchange que listou a stablecoin, oferecer até 32% de APR, introduzindo uma promessa de retorno vinculada à manutenção do ativo virtual. Como consequência, a CNV avaliou que isso faria com que o token “caísse sob a figura de um contrato de investimento incluído na definição de valor mobiliário negociável prevista no artigo 2 da Lei nº 26.831 do Mercado de Capitais, o que resulta na sua classificação como valor mobiliário negociável sujeito ao regime de oferta pública.”
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O caso Libra pode tomar um novo rumo após relatos que potencialmente ligam o presidente Javier Milei à emissão do token.
De acordo com relatos locais, uma análise forense do telefone apreendido de Mauricio Novelli, um dos empresários ligados à emissão do Libra, mostra várias chamadas e comunicações direcionadas ao telefone do presidente Javier Milei na época do lançamento do token.
A C5N, uma das maiores redes de notícias da Argentina, destacou que houve pelo menos 5 chamadas entre Novelli e Milei antes de o presidente compartilhar o contrato do token do projeto com seus seguidores nas redes sociais.
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