Alguns anos atrás, juntei um pouco de dinheiro e, de cabeça quente, quis empreender.


Vendo os outros fazerem sucesso com lojas de chá com leite, também entrei na onda, aluguei um espaço na entrada do metrô, investi mais de vinte mil em taxa de franquia, decoração e equipamentos, achando que ia ganhar dinheiro sem fazer muito esforço. Mas logo percebi que, todas as manhãs até meia-noite, tinha que fazer promoções, guerras de preços, descontar aluguel, água e luz, e ainda assim não dava para pagar os salários.
Suportei seis meses, mas não aguentei mais. No dia em que fechei a loja, sentei na loja vazia, olhando para o resto de copos e ingredientes, e fiquei muito triste. Depois, um amigo me contou que, naquela rua, fecham umas sete ou oito lojas de chá com leite por ano. Foi aí que percebi que eu era um daqueles 95% que fracassam.
Sem desistir, abri uma loja de descontos de snacks, pensando que produtos perto do vencimento poderiam garantir boas vendas. Mas só fui de um buraco para outro. Os produtos vencidos me sufocavam, os clientes eram exigentes: ou reclamavam da data ou do preço, e em poucos meses também fechou.
Depois de rodar, cansado, percebi que o problema era meu: nunca tinha entendido que o segredo de cada negócio está nas armadilhas que ninguém explica. Agora, prefiro fazer negócios de baixo custo ou sem custo algum. De vez em quando, passo por lojas novas recém-reformadas, vejo os donos cheios de entusiasmo e lembro de mim mesmo naquela época. Ah, nos dias de hoje, não empreender já é uma vitória.
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