A mineração de Bitcoin é o mecanismo central que sustenta toda a operação da rede Bitcoin, sendo também uma oportunidade de lucro procurada por muitos. Quer seja um novato nesta área ou um investidor considerando entrar na indústria de mineração, compreender como começar na mineração de Bitcoin é o primeiro passo crucial. Este guia irá aprofundar-se nos diversos aspetos da mineração de Bitcoin, desde conceitos básicos até operações práticas, ajudando-o a tomar decisões informadas.
Oportunidades e desafios da mineração de Bitcoin: o que precisa de saber
O que exatamente é a mineração de Bitcoin? Simplificando, é um processo em que participantes usam computadores poderosos para resolver problemas criptográficos, validar transações, proteger a rede e receber novas recompensas em Bitcoin. Os mineiros fornecem capacidade computacional para garantir a integridade e segurança da blockchain do Bitcoin, sendo recompensados com Bitcoin recém-criado e taxas de transação.
Este processo envolve um mecanismo de consenso chamado “Prova de Trabalho” (Proof of Work). Imagine que és um mineiro digital, mas em vez de uma picareta tradicional, tens um computador de alta performance. Sempre que resolves com sucesso um problema criptográfico, ganhas o direito de adicionar um novo bloco de transações à blockchain, recebendo uma recompensa em Bitcoin. Este design não só cria uma nova oferta de Bitcoin, como também garante que nenhum indivíduo possa manipular ou alterar os registos de transações.
Introdução à economia da mineração: custos, lucros e rentabilidade
Antes de iniciares a mineração, é fundamental compreender a lógica económica envolvida. A rentabilidade da mineração de Bitcoin não é fixa, sendo influenciada por diversos fatores dinâmicos.
Mecanismo de ajuste de dificuldade de mineração é o principal fator que afeta os lucros. A rede ajusta automaticamente a dificuldade de mineração aproximadamente a cada duas semanas, para garantir que, independentemente do número de mineiros ou do poder computacional total, cada novo bloco seja criado em cerca de dez minutos. Quando mais mineiros entram na rede, a dificuldade aumenta; quando saem, diminui. Este ajuste dinâmico protege a segurança e previsibilidade da rede Bitcoin, mas também significa que os teus lucros podem diminuir à medida que a concorrência aumenta.
Os fatores principais que influenciam a rentabilidade incluem:
Custo de eletricidade: o maior gasto na mineração. Como a mineração consome muita energia contínua, preços de eletricidade mais baixos aumentam diretamente os lucros. Áreas com eletricidade barata (como Islândia, Noruega, Canadá) tornaram-se centros globais de mineração.
Eficiência do hardware: ASICs (Circuitos Integrados de Aplicação Específica) de topo podem atingir 30-50 TH/s (terahashes por segundo), consumindo cerca de 2000 a 3000 watts ou mais. Equipamentos mais avançados realizam mais cálculos com menor consumo energético.
Preço do Bitcoin: quanto mais alto, mais lucrativa é a mineração, atraindo mais mineiros; se o preço cair, os lucros podem diminuir ou até tornar-se negativos.
Utilizar calculadoras online (como CryptoCompare ou CoinWarz), inserindo o teu poder de hashing, consumo energético, tarifa de eletricidade local, ajuda a estimar os lucros reais.
Preparação antes de começar: hardware, software e aspetos legais
Para iniciares na mineração de Bitcoin, deves preparar-te em quatro áreas:
Primeiro passo: verificar a legalidade
Antes de qualquer ação, confirma se a mineração de Bitcoin é legal na tua região. Embora muitos países permitam, alguns têm restrições ou proíbem completamente. Esta etapa, embora pareça simples, pode determinar a viabilidade do teu projeto.
Segundo passo: escolher hardware adequado
Existem duas principais opções:
ASICs (Circuitos Integrados de Aplicação Específica): são a escolha dominante na mineração de Bitcoin. Projetados especificamente para mineração, oferecem desempenho e velocidade superiores às hardware genérico. Exemplos confiáveis incluem Antminer da Bitmain e WhatsMiner da MicroBT.
GPUs (Unidades de Processamento Gráfico): oferecem maior flexibilidade. As séries GeForce RTX da NVIDIA e Radeon RX da AMD podem não ser tão eficientes para Bitcoin, mas são capazes de minerar outras criptomoedas, sendo uma opção para diversificação.
Terceiro passo: configurar software de mineração
O software conecta o hardware à rede Bitcoin. Opções populares incluem:
CGMiner: veterano, compatível com ASICs e GPUs, conhecido pela estabilidade
BFGMiner: otimizado para ASICs, oferece controlo detalhado
EasyMiner: interface gráfica amigável, ideal para iniciantes
Quarto passo: garantir infraestrutura adequada
Além do hardware e software, precisas de:
Soluções de refrigeração: a mineração gera muito calor; ar condicionado, sistemas de refrigeração ou ventilação natural são essenciais
Fornecimento de energia estável: fontes de alimentação ininterrupta (UPS) garantem operação contínua
Conexão de internet fiável: conexão estável é vital para sincronização em tempo real
Diferentes métodos de mineração: qual é o mais adequado para ti?
Existem três principais formas de minerar Bitcoin, cada uma com vantagens e desvantagens:
Mineração em pool: a mais comum. Junta o poder computacional de vários mineiros, aumentando as hipóteses de resolver problemas e receber recompensas mais frequentes e estáveis. As recompensas são partilhadas proporcionalmente à contribuição. Contudo, há taxas de pool (1-3%) e as recompensas são divididas. Exemplos incluem Slush Pool, F2Pool e Antpool.
Mineração solo: total controlo e 100% das recompensas, mas requer grande investimento, conhecimento técnico e muita paciência, pois a probabilidade de encontrar um bloco sozinho é baixa. Adequado para quem tem recursos e experiência.
Mineração na cloud: mais fácil, alugando poder de hashing de terceiros. Não precisas de hardware, mas há riscos de fraude e menor potencial de lucro. É importante escolher fornecedores confiáveis.
Cinco passos para iniciares a tua jornada de mineração de Bitcoin
Quando estiveres preparado, segue estes passos:
Passo 1: criar uma carteira Bitcoin
As tuas bitcoins mineradas precisam de um local seguro de armazenamento. Opções incluem:
Carteiras de hardware: offline, mais seguras (Ledger, Trezor)
Carteiras de software: aplicações no computador ou smartphone
Carteiras online: serviços na nuvem
Para receber lucros, recomenda-se usar pelo menos uma carteira de hardware ou de software para maior segurança.
Passo 2: instalar e configurar o software de mineração
Descarrega o software escolhido, ajustando as configurações ao teu hardware. Se não tiveres experiência, opta por interfaces gráficas.
Passo 3: juntar-te ou criar um pool de mineração
Para a maioria dos iniciantes, juntar-se a um pool é a melhor opção. Considera:
Reputação e dimensão do pool
Estrutura de pagamento (PPS, PPLNS, SOLO)
Taxas de serviço
Limite de retirada
Passo 4: conectar hardware e iniciar
Liga o hardware ao software e ao pool, e inicia a mineração. Monitora o funcionamento inicialmente para garantir estabilidade.
Passo 5: monitorizar e otimizar continuamente
Verifica regularmente a eficiência e lucros. Usa calculadoras online para ajustar estratégias consoante o preço do Bitcoin, custos de eletricidade, etc.
Como o evento de halving afeta a mineração de Bitcoin
O halving do Bitcoin ocorre aproximadamente a cada quatro anos, reduzindo pela metade a recompensa por bloco. Este evento tem impacto profundo na economia da mineração.
Durante o halving, a recompensa por bloco diminui 50%. Isto reduz a receita dos mineiros, podendo afetar os lucros, especialmente para os com margens estreitas. Para alguns, pode ser necessário atualizar hardware, migrar para eletricidade mais barata ou abandonar a mineração.
Por outro lado, historicamente, os halvings têm sido seguidos por aumentos significativos no preço do Bitcoin, devido à redução na oferta. A escassez prevista leva à procura, elevando o valor. Assim, o halving é uma parte fundamental do design do Bitcoin, promovendo a escassez e segurança da rede. Com o tempo, a criação de novos Bitcoins diminui até ao limite de 21 milhões, reforçando a sua natureza deflacionária e o seu valor como “ouro digital”.
Até início de 2026, cerca de 19,66 milhões de Bitcoins já estão em circulação, restando aproximadamente 1,34 milhões para serem minerados.
Avaliação de riscos: o que os mineiros de sucesso devem entender
Antes de iniciares, deves compreender os riscos associados à mineração de Bitcoin:
Volatilidade de preços: o valor do Bitcoin pode oscilar drasticamente, afetando lucros. Queda de preço pode tornar a operação não rentável, especialmente se os custos forem elevados.
Ameaças à segurança: a gestão de ativos digitais torna-te alvo de hackers. Implementa medidas de segurança como encriptação, autenticação de dois fatores e backups regulares.
Incerteza regulatória: as leis variam por país e podem mudar repentinamente, aumentando custos ou restringindo operações.
Dependência tecnológica: falhas de hardware, software ou rede podem interromper a mineração. Manutenção regular e planos de contingência são essenciais.
Questões ambientais e energéticas: a grande pegada de carbono da mineração tem recebido atenção crescente. Procurar fontes de energia renovável pode reduzir custos e impacto ambiental.
Mineração verde: como as energias renováveis estão a transformar o setor
As energias renováveis estão a moldar o futuro da mineração de Bitcoin. Segundo o relatório do Bitcoin Mining Council de 2022, 59,5% da energia consumida na mineração global provém de fontes renováveis, com melhorias de eficiência de 46%. Países como Islândia, Noruega, Canadá destacam-se pelo uso de energia limpa, aproveitando geotermia, hidroelétricas e solar.
A Islândia, por exemplo, usa abundantes recursos geotérmicos e hidroelétricos, sendo um centro de mineração verde. Outros países, como Noruega, Suécia e Canadá, também emergem como centros de mineração sustentáveis, com projetos que combinam energia renovável e tecnologia de ponta.
O Butão, com sua energia hidrelétrica de baixo impacto, tem explorado a mineração de Bitcoin de forma sustentável, colaborando com empresas como Bitdeer para aumentar a capacidade de mineração com energia limpa.
Pesquisas indicam que a mineração de Bitcoin pode apoiar o desenvolvimento de energias renováveis, usando eletricidade excedente de projetos em fase inicial. Estados como Texas e Califórnia já demonstraram a viabilidade de integrar mineração com energia limpa, obtendo benefícios econômicos e ambientais.
Perspetivas para 2026 e além: o futuro da mineração de Bitcoin
A mineração de Bitcoin está em fase de transformação, com várias tendências a moldar o seu futuro:
Inovação tecnológica: novos ASICs mais eficientes continuam a surgir, tornando a mineração acessível a operadores de menor escala.
Sustentabilidade: a adoção de energias renováveis torna-se uma obrigação, não uma opção, devido às crescentes preocupações ambientais e regulamentares.
Pools e mineração na cloud: democratizam o acesso, permitindo participação sem grandes investimentos, promovendo maior descentralização.
Regulamentação: espera-se que as leis se tornem mais claras e maduras, aumentando a estabilidade, embora possam elevar custos de conformidade.
Próximo halving: deverá ampliar a diferença entre mineiros eficientes e marginalizados, levando a uma maior consolidação do setor.
No geral, a mineração de Bitcoin continua a oferecer oportunidades, mas exige gestão cuidadosa de custos, adaptação às mudanças e práticas sustentáveis. Quem conseguir inovar e manter-se atualizado terá maior sucesso.
Perguntas frequentes
Qual é a rentabilidade da mineração de Bitcoin?
Depende de custos de eletricidade, eficiência do hardware, preço do Bitcoin e dificuldade de mineração. Quando o preço está alto, os lucros aumentam, mas requer investimento inicial significativo e custos operacionais contínuos.
Posso minerar Bitcoin com um computador comum?
No início, sim, mas atualmente é inviável devido à elevada dificuldade e à predominância de ASICs. Ainda assim, pode participar em pools com computadores, embora os ganhos sejam mínimos.
Quanto tempo leva a minerar 1 Bitcoin?
Depende do hardware, do poder de hashing da rede e da dificuldade. Em pools, pode levar meses ou mais, dependendo do esforço e recursos.
Quantos Bitcoins ainda podem ser minerados?
Até início de 2026, cerca de 19,66 milhões de Bitcoins estão em circulação, restando aproximadamente 1,34 milhões a serem minerados até ao limite de 21 milhões.
Qual é o custo de minerar Bitcoin?
Varia consoante a eletricidade, hardware e escala. Em regiões com eletricidade barata e hardware eficiente, os custos são menores.
Quanto de energia é necessário para minerar Bitcoin?
ASICs avançados consomem cerca de 2000 a 3000 watts por unidade. O consumo total depende do número de dispositivos e da eficiência, influenciando significativamente os custos operacionais.
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Guia Completo para Começar a Minar Bitcoin: Leitura Obrigatória para Iniciantes até 2026
A mineração de Bitcoin é o mecanismo central que sustenta toda a operação da rede Bitcoin, sendo também uma oportunidade de lucro procurada por muitos. Quer seja um novato nesta área ou um investidor considerando entrar na indústria de mineração, compreender como começar na mineração de Bitcoin é o primeiro passo crucial. Este guia irá aprofundar-se nos diversos aspetos da mineração de Bitcoin, desde conceitos básicos até operações práticas, ajudando-o a tomar decisões informadas.
Oportunidades e desafios da mineração de Bitcoin: o que precisa de saber
O que exatamente é a mineração de Bitcoin? Simplificando, é um processo em que participantes usam computadores poderosos para resolver problemas criptográficos, validar transações, proteger a rede e receber novas recompensas em Bitcoin. Os mineiros fornecem capacidade computacional para garantir a integridade e segurança da blockchain do Bitcoin, sendo recompensados com Bitcoin recém-criado e taxas de transação.
Este processo envolve um mecanismo de consenso chamado “Prova de Trabalho” (Proof of Work). Imagine que és um mineiro digital, mas em vez de uma picareta tradicional, tens um computador de alta performance. Sempre que resolves com sucesso um problema criptográfico, ganhas o direito de adicionar um novo bloco de transações à blockchain, recebendo uma recompensa em Bitcoin. Este design não só cria uma nova oferta de Bitcoin, como também garante que nenhum indivíduo possa manipular ou alterar os registos de transações.
Introdução à economia da mineração: custos, lucros e rentabilidade
Antes de iniciares a mineração, é fundamental compreender a lógica económica envolvida. A rentabilidade da mineração de Bitcoin não é fixa, sendo influenciada por diversos fatores dinâmicos.
Mecanismo de ajuste de dificuldade de mineração é o principal fator que afeta os lucros. A rede ajusta automaticamente a dificuldade de mineração aproximadamente a cada duas semanas, para garantir que, independentemente do número de mineiros ou do poder computacional total, cada novo bloco seja criado em cerca de dez minutos. Quando mais mineiros entram na rede, a dificuldade aumenta; quando saem, diminui. Este ajuste dinâmico protege a segurança e previsibilidade da rede Bitcoin, mas também significa que os teus lucros podem diminuir à medida que a concorrência aumenta.
Os fatores principais que influenciam a rentabilidade incluem:
Custo de eletricidade: o maior gasto na mineração. Como a mineração consome muita energia contínua, preços de eletricidade mais baixos aumentam diretamente os lucros. Áreas com eletricidade barata (como Islândia, Noruega, Canadá) tornaram-se centros globais de mineração.
Eficiência do hardware: ASICs (Circuitos Integrados de Aplicação Específica) de topo podem atingir 30-50 TH/s (terahashes por segundo), consumindo cerca de 2000 a 3000 watts ou mais. Equipamentos mais avançados realizam mais cálculos com menor consumo energético.
Preço do Bitcoin: quanto mais alto, mais lucrativa é a mineração, atraindo mais mineiros; se o preço cair, os lucros podem diminuir ou até tornar-se negativos.
Utilizar calculadoras online (como CryptoCompare ou CoinWarz), inserindo o teu poder de hashing, consumo energético, tarifa de eletricidade local, ajuda a estimar os lucros reais.
Preparação antes de começar: hardware, software e aspetos legais
Para iniciares na mineração de Bitcoin, deves preparar-te em quatro áreas:
Primeiro passo: verificar a legalidade
Antes de qualquer ação, confirma se a mineração de Bitcoin é legal na tua região. Embora muitos países permitam, alguns têm restrições ou proíbem completamente. Esta etapa, embora pareça simples, pode determinar a viabilidade do teu projeto.
Segundo passo: escolher hardware adequado
Existem duas principais opções:
ASICs (Circuitos Integrados de Aplicação Específica): são a escolha dominante na mineração de Bitcoin. Projetados especificamente para mineração, oferecem desempenho e velocidade superiores às hardware genérico. Exemplos confiáveis incluem Antminer da Bitmain e WhatsMiner da MicroBT.
GPUs (Unidades de Processamento Gráfico): oferecem maior flexibilidade. As séries GeForce RTX da NVIDIA e Radeon RX da AMD podem não ser tão eficientes para Bitcoin, mas são capazes de minerar outras criptomoedas, sendo uma opção para diversificação.
Terceiro passo: configurar software de mineração
O software conecta o hardware à rede Bitcoin. Opções populares incluem:
Quarto passo: garantir infraestrutura adequada
Além do hardware e software, precisas de:
Diferentes métodos de mineração: qual é o mais adequado para ti?
Existem três principais formas de minerar Bitcoin, cada uma com vantagens e desvantagens:
Mineração em pool: a mais comum. Junta o poder computacional de vários mineiros, aumentando as hipóteses de resolver problemas e receber recompensas mais frequentes e estáveis. As recompensas são partilhadas proporcionalmente à contribuição. Contudo, há taxas de pool (1-3%) e as recompensas são divididas. Exemplos incluem Slush Pool, F2Pool e Antpool.
Mineração solo: total controlo e 100% das recompensas, mas requer grande investimento, conhecimento técnico e muita paciência, pois a probabilidade de encontrar um bloco sozinho é baixa. Adequado para quem tem recursos e experiência.
Mineração na cloud: mais fácil, alugando poder de hashing de terceiros. Não precisas de hardware, mas há riscos de fraude e menor potencial de lucro. É importante escolher fornecedores confiáveis.
Cinco passos para iniciares a tua jornada de mineração de Bitcoin
Quando estiveres preparado, segue estes passos:
Passo 1: criar uma carteira Bitcoin
As tuas bitcoins mineradas precisam de um local seguro de armazenamento. Opções incluem:
Para receber lucros, recomenda-se usar pelo menos uma carteira de hardware ou de software para maior segurança.
Passo 2: instalar e configurar o software de mineração
Descarrega o software escolhido, ajustando as configurações ao teu hardware. Se não tiveres experiência, opta por interfaces gráficas.
Passo 3: juntar-te ou criar um pool de mineração
Para a maioria dos iniciantes, juntar-se a um pool é a melhor opção. Considera:
Passo 4: conectar hardware e iniciar
Liga o hardware ao software e ao pool, e inicia a mineração. Monitora o funcionamento inicialmente para garantir estabilidade.
Passo 5: monitorizar e otimizar continuamente
Verifica regularmente a eficiência e lucros. Usa calculadoras online para ajustar estratégias consoante o preço do Bitcoin, custos de eletricidade, etc.
Como o evento de halving afeta a mineração de Bitcoin
O halving do Bitcoin ocorre aproximadamente a cada quatro anos, reduzindo pela metade a recompensa por bloco. Este evento tem impacto profundo na economia da mineração.
Durante o halving, a recompensa por bloco diminui 50%. Isto reduz a receita dos mineiros, podendo afetar os lucros, especialmente para os com margens estreitas. Para alguns, pode ser necessário atualizar hardware, migrar para eletricidade mais barata ou abandonar a mineração.
Por outro lado, historicamente, os halvings têm sido seguidos por aumentos significativos no preço do Bitcoin, devido à redução na oferta. A escassez prevista leva à procura, elevando o valor. Assim, o halving é uma parte fundamental do design do Bitcoin, promovendo a escassez e segurança da rede. Com o tempo, a criação de novos Bitcoins diminui até ao limite de 21 milhões, reforçando a sua natureza deflacionária e o seu valor como “ouro digital”.
Até início de 2026, cerca de 19,66 milhões de Bitcoins já estão em circulação, restando aproximadamente 1,34 milhões para serem minerados.
Avaliação de riscos: o que os mineiros de sucesso devem entender
Antes de iniciares, deves compreender os riscos associados à mineração de Bitcoin:
Volatilidade de preços: o valor do Bitcoin pode oscilar drasticamente, afetando lucros. Queda de preço pode tornar a operação não rentável, especialmente se os custos forem elevados.
Ameaças à segurança: a gestão de ativos digitais torna-te alvo de hackers. Implementa medidas de segurança como encriptação, autenticação de dois fatores e backups regulares.
Incerteza regulatória: as leis variam por país e podem mudar repentinamente, aumentando custos ou restringindo operações.
Dependência tecnológica: falhas de hardware, software ou rede podem interromper a mineração. Manutenção regular e planos de contingência são essenciais.
Questões ambientais e energéticas: a grande pegada de carbono da mineração tem recebido atenção crescente. Procurar fontes de energia renovável pode reduzir custos e impacto ambiental.
Mineração verde: como as energias renováveis estão a transformar o setor
As energias renováveis estão a moldar o futuro da mineração de Bitcoin. Segundo o relatório do Bitcoin Mining Council de 2022, 59,5% da energia consumida na mineração global provém de fontes renováveis, com melhorias de eficiência de 46%. Países como Islândia, Noruega, Canadá destacam-se pelo uso de energia limpa, aproveitando geotermia, hidroelétricas e solar.
A Islândia, por exemplo, usa abundantes recursos geotérmicos e hidroelétricos, sendo um centro de mineração verde. Outros países, como Noruega, Suécia e Canadá, também emergem como centros de mineração sustentáveis, com projetos que combinam energia renovável e tecnologia de ponta.
O Butão, com sua energia hidrelétrica de baixo impacto, tem explorado a mineração de Bitcoin de forma sustentável, colaborando com empresas como Bitdeer para aumentar a capacidade de mineração com energia limpa.
Pesquisas indicam que a mineração de Bitcoin pode apoiar o desenvolvimento de energias renováveis, usando eletricidade excedente de projetos em fase inicial. Estados como Texas e Califórnia já demonstraram a viabilidade de integrar mineração com energia limpa, obtendo benefícios econômicos e ambientais.
Perspetivas para 2026 e além: o futuro da mineração de Bitcoin
A mineração de Bitcoin está em fase de transformação, com várias tendências a moldar o seu futuro:
Inovação tecnológica: novos ASICs mais eficientes continuam a surgir, tornando a mineração acessível a operadores de menor escala.
Sustentabilidade: a adoção de energias renováveis torna-se uma obrigação, não uma opção, devido às crescentes preocupações ambientais e regulamentares.
Pools e mineração na cloud: democratizam o acesso, permitindo participação sem grandes investimentos, promovendo maior descentralização.
Regulamentação: espera-se que as leis se tornem mais claras e maduras, aumentando a estabilidade, embora possam elevar custos de conformidade.
Próximo halving: deverá ampliar a diferença entre mineiros eficientes e marginalizados, levando a uma maior consolidação do setor.
No geral, a mineração de Bitcoin continua a oferecer oportunidades, mas exige gestão cuidadosa de custos, adaptação às mudanças e práticas sustentáveis. Quem conseguir inovar e manter-se atualizado terá maior sucesso.
Perguntas frequentes
Qual é a rentabilidade da mineração de Bitcoin?
Depende de custos de eletricidade, eficiência do hardware, preço do Bitcoin e dificuldade de mineração. Quando o preço está alto, os lucros aumentam, mas requer investimento inicial significativo e custos operacionais contínuos.
Posso minerar Bitcoin com um computador comum?
No início, sim, mas atualmente é inviável devido à elevada dificuldade e à predominância de ASICs. Ainda assim, pode participar em pools com computadores, embora os ganhos sejam mínimos.
Quanto tempo leva a minerar 1 Bitcoin?
Depende do hardware, do poder de hashing da rede e da dificuldade. Em pools, pode levar meses ou mais, dependendo do esforço e recursos.
Quantos Bitcoins ainda podem ser minerados?
Até início de 2026, cerca de 19,66 milhões de Bitcoins estão em circulação, restando aproximadamente 1,34 milhões a serem minerados até ao limite de 21 milhões.
Qual é o custo de minerar Bitcoin?
Varia consoante a eletricidade, hardware e escala. Em regiões com eletricidade barata e hardware eficiente, os custos são menores.
Quanto de energia é necessário para minerar Bitcoin?
ASICs avançados consomem cerca de 2000 a 3000 watts por unidade. O consumo total depende do número de dispositivos e da eficiência, influenciando significativamente os custos operacionais.