As bolsas europeias apresentaram desempenho dividido na quarta-feira, à medida que os investidores se posicionavam à frente de anúncios políticos críticos e divulgações de dados económicos. A questão principal para os traders centra-se em como os principais bancos centrais irão responder às preocupações contínuas de inflação e crescimento na região.
O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,2 por cento, para 616,94, após um fecho ligeiramente positivo na sessão anterior. Dentro do índice, as ações alemãs desceram 0,3 por cento, enquanto o índice de referência francês subiu 0,5 por cento e o FTSE 100 do Reino Unido avançou 0,6 por cento — refletindo o sentimento misto que se faz sentir por todo o continente.
Principais fatores políticos por trás dos movimentos do mercado
O anúncio da política monetária do Banco Central Europeu na quinta-feira atrairá a atenção dos investidores, especialmente no que diz respeito às perspetivas do banco sobre as trajetórias de crescimento e inflação. Os observadores esperam que as taxas permaneçam estáveis, mas o comentário do banco sobre as condições económicas pode ser decisivo para a direção do mercado. Entretanto, o Banco de Inglaterra também deverá manter as taxas inalteradas, com as suas projeções económicas improváveis de conter desvios significativos em relação às orientações anteriores.
Estes desenvolvimentos políticos-chave seguem dados que mostram que a expansão da economia da Zona Euro desacelerou pelo segundo mês consecutivo em janeiro, afetando a confiança dos investidores. Os rendimentos dos títulos governamentais regionais aliviaram ligeiramente devido a estes sinais de crescimento mais fraco.
Notícias específicas de empresas destacaram o desempenho misto entre setores. A Novo Nordisk caiu 16 por cento na bolsa de Copenhaga após o seu CEO chamar a atenção para pressões substanciais de preços nos EUA sobre o medicamento mais vendido para perda de peso, Wegovy. O anúncio refletiu preocupações crescentes sobre obstáculos de preços farmacêuticos em mercados-chave.
Por outro lado, a Beazley subiu quase 9 por cento após a Zurich Insurance Group anunciar um acordo de princípio sobre os termos financeiros para uma potencial aquisição em dinheiro da seguradora especializada com sede em Londres, sinalizando atividade de fusões e aquisições no setor de seguros.
A GSK aumentou 1,3 por cento após resultados do quarto trimestre que superaram as expectativas, enquanto a Novartis caiu 1,6 por cento após alertar para lucros reduzidos no futuro. No setor bancário, o Banco Santander caiu 3,4 por cento após o acordo para adquirir a Webster Financial Corp. numa transação de 12 mil milhões de dólares. A Crédit Agricole caiu 3,2 por cento apesar de divulgar resultados, enquanto a UBS caiu 1 por cento apesar de reportar um aumento de 56 por cento no lucro líquido do quarto trimestre — um resultado misto que reflete o foco dos investidores na orientação futura.
A Infineon Technologies caiu mais de 1 por cento, pois o fabricante alemão de chips delineou planos para expandir os gastos em tecnologia de centros de dados, visando capitalizar a crescente procura por inteligência artificial.
Aviso legal: As opiniões expressas são do autor e não refletem necessariamente as opiniões da Nasdaq, Inc.
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As ações europeias exibem sentimento misto à frente de decisões-chave dos bancos centrais
As bolsas europeias apresentaram desempenho dividido na quarta-feira, à medida que os investidores se posicionavam à frente de anúncios políticos críticos e divulgações de dados económicos. A questão principal para os traders centra-se em como os principais bancos centrais irão responder às preocupações contínuas de inflação e crescimento na região.
O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,2 por cento, para 616,94, após um fecho ligeiramente positivo na sessão anterior. Dentro do índice, as ações alemãs desceram 0,3 por cento, enquanto o índice de referência francês subiu 0,5 por cento e o FTSE 100 do Reino Unido avançou 0,6 por cento — refletindo o sentimento misto que se faz sentir por todo o continente.
Principais fatores políticos por trás dos movimentos do mercado
O anúncio da política monetária do Banco Central Europeu na quinta-feira atrairá a atenção dos investidores, especialmente no que diz respeito às perspetivas do banco sobre as trajetórias de crescimento e inflação. Os observadores esperam que as taxas permaneçam estáveis, mas o comentário do banco sobre as condições económicas pode ser decisivo para a direção do mercado. Entretanto, o Banco de Inglaterra também deverá manter as taxas inalteradas, com as suas projeções económicas improváveis de conter desvios significativos em relação às orientações anteriores.
Estes desenvolvimentos políticos-chave seguem dados que mostram que a expansão da economia da Zona Euro desacelerou pelo segundo mês consecutivo em janeiro, afetando a confiança dos investidores. Os rendimentos dos títulos governamentais regionais aliviaram ligeiramente devido a estes sinais de crescimento mais fraco.
Destaques corporativos evidenciam divergência setorial
Notícias específicas de empresas destacaram o desempenho misto entre setores. A Novo Nordisk caiu 16 por cento na bolsa de Copenhaga após o seu CEO chamar a atenção para pressões substanciais de preços nos EUA sobre o medicamento mais vendido para perda de peso, Wegovy. O anúncio refletiu preocupações crescentes sobre obstáculos de preços farmacêuticos em mercados-chave.
Por outro lado, a Beazley subiu quase 9 por cento após a Zurich Insurance Group anunciar um acordo de princípio sobre os termos financeiros para uma potencial aquisição em dinheiro da seguradora especializada com sede em Londres, sinalizando atividade de fusões e aquisições no setor de seguros.
A GSK aumentou 1,3 por cento após resultados do quarto trimestre que superaram as expectativas, enquanto a Novartis caiu 1,6 por cento após alertar para lucros reduzidos no futuro. No setor bancário, o Banco Santander caiu 3,4 por cento após o acordo para adquirir a Webster Financial Corp. numa transação de 12 mil milhões de dólares. A Crédit Agricole caiu 3,2 por cento apesar de divulgar resultados, enquanto a UBS caiu 1 por cento apesar de reportar um aumento de 56 por cento no lucro líquido do quarto trimestre — um resultado misto que reflete o foco dos investidores na orientação futura.
A Infineon Technologies caiu mais de 1 por cento, pois o fabricante alemão de chips delineou planos para expandir os gastos em tecnologia de centros de dados, visando capitalizar a crescente procura por inteligência artificial.
Aviso legal: As opiniões expressas são do autor e não refletem necessariamente as opiniões da Nasdaq, Inc.