Índia, no seu papel como presidente rotativo do BRICS, apresentou recentemente uma proposta ambiciosa: desenvolver um sistema de conectividade para liquidações monetárias digitais que permita aos cinco países membros operar sem depender das estruturas de pagamento controladas por potências ocidentais. Esta iniciativa representa uma mudança significativa na forma como as economias emergentes planeiam gerir as suas transações internacionais.
O que Procura Realmente o Sistema do BRICS?
A proposta não se trata de criar uma nova moeda supranacional, como muitos especulam. Segundo reportou a BlockBeats, o objetivo é mais específico e pragmático: construir uma plataforma de liquidação transfronteiriça baseada em tecnologia blockchain que vincule diretamente os sistemas de pagamento nacionais. O propósito central é evitar o intermediário do dólar norte-americano nas transações entre nações do BRICS, reduzindo custos e tempos de processamento enquanto se fortalece a autonomia financeira de cada país.
A Arquitetura Tecnológica: Blockchain de Consórcio com Bancos Centrais
O coração técnico desta iniciativa repousa numa arquitetura de blockchain de consórcio, fundamentalmente diferente das redes públicas descentralizadas. Neste modelo, os bancos centrais da Índia, Brasil, Rússia, China e África do Sul atuariam como nós validadores principais. Esta estrutura garante que cada nação mantenha controlo soberano sobre os seus dados e processos, enquanto um livro maior distribuído regista todas as transações com transparência verificável.
Vantagens de Libertar-se do Dólar Norte-Americano
A verdadeira importância do BRICS reside no facto de esta rede de pagamentos digital fortalecer a independência monetária dos seus membros. Ao liquidar transações diretamente em moedas locais ou em ativos alternativos, reduz-se a exposição às flutuações do dólar e a possíveis sanções. Para economias como a Rússia e a China, que enfrentam restrições do sistema financeiro ocidental, esta plataforma oferece uma alternativa credível. A proposta do BRICS também estabelece um precedente: outras coalizões regionais provavelmente desenvolverão sistemas semelhantes, fragmentando gradualmente a hegemonia do dólar nos pagamentos internacionais.
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A Iniciativa dos BRICS para Criar uma Rede de Pagamentos Digital Independente
Índia, no seu papel como presidente rotativo do BRICS, apresentou recentemente uma proposta ambiciosa: desenvolver um sistema de conectividade para liquidações monetárias digitais que permita aos cinco países membros operar sem depender das estruturas de pagamento controladas por potências ocidentais. Esta iniciativa representa uma mudança significativa na forma como as economias emergentes planeiam gerir as suas transações internacionais.
O que Procura Realmente o Sistema do BRICS?
A proposta não se trata de criar uma nova moeda supranacional, como muitos especulam. Segundo reportou a BlockBeats, o objetivo é mais específico e pragmático: construir uma plataforma de liquidação transfronteiriça baseada em tecnologia blockchain que vincule diretamente os sistemas de pagamento nacionais. O propósito central é evitar o intermediário do dólar norte-americano nas transações entre nações do BRICS, reduzindo custos e tempos de processamento enquanto se fortalece a autonomia financeira de cada país.
A Arquitetura Tecnológica: Blockchain de Consórcio com Bancos Centrais
O coração técnico desta iniciativa repousa numa arquitetura de blockchain de consórcio, fundamentalmente diferente das redes públicas descentralizadas. Neste modelo, os bancos centrais da Índia, Brasil, Rússia, China e África do Sul atuariam como nós validadores principais. Esta estrutura garante que cada nação mantenha controlo soberano sobre os seus dados e processos, enquanto um livro maior distribuído regista todas as transações com transparência verificável.
Vantagens de Libertar-se do Dólar Norte-Americano
A verdadeira importância do BRICS reside no facto de esta rede de pagamentos digital fortalecer a independência monetária dos seus membros. Ao liquidar transações diretamente em moedas locais ou em ativos alternativos, reduz-se a exposição às flutuações do dólar e a possíveis sanções. Para economias como a Rússia e a China, que enfrentam restrições do sistema financeiro ocidental, esta plataforma oferece uma alternativa credível. A proposta do BRICS também estabelece um precedente: outras coalizões regionais provavelmente desenvolverão sistemas semelhantes, fragmentando gradualmente a hegemonia do dólar nos pagamentos internacionais.