Os mercados de criptografia funcionam sob narrativas em constante evolução. Quando uma blockchain pareça mais rápida, quando um ecossistema pareça mais quente, quando um ativo pareça estar em movimento, é ali que o capital flui. Mas essa dinâmica está começando a ser questionada. Um analista conhecimento por sua acurada previsão sobre Solana anos atrás agora argumenta que a próxima grande rotação de capital pode desafiar completamente a forma como entendemos a competição entre blockchains públicas.
A visão é provocativa: enquanto muitos esperam que as instituições escolham entre Ethereum, Layer 2s ou Solana, a verdade pode ser que elas estejam construindo um mundo completamente separado, fora do radar das cadeias públicas.
A Tese Que Construiu Sua Reputação De Analista
ElonTrades ficou conhecido em 2020 por uma tese simples mas precisa: Ethereum enfrentaria limitações de escalabilidade, e os usuários migrariam para blockchains otimizadas para velocidade e execução eficiente. Essa predição se confirmou. Solana emergiu como um dos ecossistemas mais dinâmicos do varejo cripto, alimentado por taxas baixas, transações rápidas e uma experiência de usuário integrada que muitos traders preferem às arquiteturas fragmentadas de Layer 2.
Hoje, com a Solana (SOL) negociando em torno de $85.40, o analista está reformulando sua visão para 2026. Sua nova tese não trata apenas de qual blockchain vencerá, mas de uma divisão muito mais profunda no mercado cripto.
Layer 2s Parecem Ser A Solução, Mas Criaram Novos Problemas
Os Layer 2s foram implementados para resolver o gargalo de Ethereum, mas a solução trouxe novos desafios. Ao invés de uma rede unificada, criou-se um labirinto de rollups, pontes de liquidez, ativos envolvidos e pools fragmentados. Para o usuário comum, a experiência se tornou mais complexa, não mais simples.
Os problemas principais incluem:
Fragmentação de liquidez: O capital fica espalhado entre múltiplas camadas, reduzindo a profundidade de cada mercado
Risco de ponte: Transferências entre camadas introduzem pontos de falha centralizados
Confusão de UX: Os usuários enfrentam decisões constantes sobre qual Layer 2 usar
Complexidade de gerenciamento: Gerenciar ativos em múltiplas cadeias virou uma tarefa técnica
Essa realidade impulsionou usuários de varejo em direção a cadeias que pareçam mais simples e integradas, como Solana. Mas essa migração para a clareza de UX não diz nada sobre os interesses institucionais.
Por Que As Instituições Não Estão Escolhendo Nem Ethereum Nem Solana
Aqui está o ponto crítico da análise: instituições financeiras analisaram todo o cenário—Ethereum, Layer 2s, Solana—e chegaram a uma conclusão incômoda para o mercado cripto: nenhuma dessas opções atende aos requisitos institucionais reais.
As instituições precisam de:
Privacidade total: Transações confidenciais, sem exposição pública
Controle de acesso: Permissões granulares sobre quem pode participar
Conformidade regulatória integrada: Compliance nativo, não como add-on
Custódia segura de contrapartes: Controle sobre quem são seus parceiros
Nenhuma blockchain pública consegue oferecer tudo isso simultaneamente. Em vez de se adaptar à infraestrutura pública de criptografia, as instituições estão fazendo algo diferente: construindo sistemas paralelos.
A Infraestrutura Privada: Um Mundo Paralelo Silencioso
O exemplo mais claro é a Rede Canton, uma plataforma projetada especificamente para instituições financeiras que desejam liquidação e tokenização em estilo blockchain, mas dentro de um ambiente privado e autorizado. Canton permite que participantes criem redes distribuídas com regras próprias, sem necessidade de transparência total na cadeia.
A implicação é radical: os maiores fluxos de capital institucional podem nunca tocar Ethereum, Solana ou qualquer blockchain pública. Podem fluir completamente em infraestrutura privada, construída para casos de uso que ninguém no varejo cripto consegue ver.
Isso representaria uma mudança estrutural monumental. A adoção institucional não seria sobre qual blockchain ganhar marketshare, mas sobre a criação de dois ecossistemas financeiros paralelos: um público (varejo) e um privado (instituições).
Uma Bifurcação Silenciosa: O Futuro Pode Ser Mais Dividido Do Que Imaginamos
Se essa tese estiver correta, o resultado seria uma divisão clara:
Especulação de varejo: Concentraria em uma ou duas blockchains públicas que pareçam oferecer a melhor combinação de velocidade, liquidez e experiência de usuário.
Tokenização institucional: Aconteceria em redes privadas construídas sob medida, invisível para o observador casual de cripto.
Os Layer 2s ficariam no meio: Muito fragmentados para competir com cadeias monolíticas no varejo. Muito abertos e sem permissão para satisfazer requisitos institucionais. Seriam apanhados entre dois mundos sem dominar completamente nenhum.
O Que Essa Divisão Significa Para Os Investidores
A narrativa tradicional sobre “adoção institucional” assumia que as instituições escolheriam entre as blockchains públicas existentes. Essa análise sugere que não é assim que funcionará. As instituições têm o capital, a sofisticação e a motivação para construir sua própria infraestrutura.
Se estiverem certos, os maiores vencedores em criptografia podem não ser as cadeias que toda a comunidade segue. Serão os sistemas que conseguem atender aos dois mundos: uma experiência clara para o varejo e uma conformidade profunda para as instituições.
A próxima rotação não seria “Ethereum para Solana”. Seria a bifurcação silenciosa entre infraestrutura pública e privada, com cada uma servindo seus próprios mestres.
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Por Que As Correntes Que Pareçam Mais Rápidas Podem Não Ser O Futuro Das Instituições
Os mercados de criptografia funcionam sob narrativas em constante evolução. Quando uma blockchain pareça mais rápida, quando um ecossistema pareça mais quente, quando um ativo pareça estar em movimento, é ali que o capital flui. Mas essa dinâmica está começando a ser questionada. Um analista conhecimento por sua acurada previsão sobre Solana anos atrás agora argumenta que a próxima grande rotação de capital pode desafiar completamente a forma como entendemos a competição entre blockchains públicas.
A visão é provocativa: enquanto muitos esperam que as instituições escolham entre Ethereum, Layer 2s ou Solana, a verdade pode ser que elas estejam construindo um mundo completamente separado, fora do radar das cadeias públicas.
A Tese Que Construiu Sua Reputação De Analista
ElonTrades ficou conhecido em 2020 por uma tese simples mas precisa: Ethereum enfrentaria limitações de escalabilidade, e os usuários migrariam para blockchains otimizadas para velocidade e execução eficiente. Essa predição se confirmou. Solana emergiu como um dos ecossistemas mais dinâmicos do varejo cripto, alimentado por taxas baixas, transações rápidas e uma experiência de usuário integrada que muitos traders preferem às arquiteturas fragmentadas de Layer 2.
Hoje, com a Solana (SOL) negociando em torno de $85.40, o analista está reformulando sua visão para 2026. Sua nova tese não trata apenas de qual blockchain vencerá, mas de uma divisão muito mais profunda no mercado cripto.
Layer 2s Parecem Ser A Solução, Mas Criaram Novos Problemas
Os Layer 2s foram implementados para resolver o gargalo de Ethereum, mas a solução trouxe novos desafios. Ao invés de uma rede unificada, criou-se um labirinto de rollups, pontes de liquidez, ativos envolvidos e pools fragmentados. Para o usuário comum, a experiência se tornou mais complexa, não mais simples.
Os problemas principais incluem:
Essa realidade impulsionou usuários de varejo em direção a cadeias que pareçam mais simples e integradas, como Solana. Mas essa migração para a clareza de UX não diz nada sobre os interesses institucionais.
Por Que As Instituições Não Estão Escolhendo Nem Ethereum Nem Solana
Aqui está o ponto crítico da análise: instituições financeiras analisaram todo o cenário—Ethereum, Layer 2s, Solana—e chegaram a uma conclusão incômoda para o mercado cripto: nenhuma dessas opções atende aos requisitos institucionais reais.
As instituições precisam de:
Nenhuma blockchain pública consegue oferecer tudo isso simultaneamente. Em vez de se adaptar à infraestrutura pública de criptografia, as instituições estão fazendo algo diferente: construindo sistemas paralelos.
A Infraestrutura Privada: Um Mundo Paralelo Silencioso
O exemplo mais claro é a Rede Canton, uma plataforma projetada especificamente para instituições financeiras que desejam liquidação e tokenização em estilo blockchain, mas dentro de um ambiente privado e autorizado. Canton permite que participantes criem redes distribuídas com regras próprias, sem necessidade de transparência total na cadeia.
A implicação é radical: os maiores fluxos de capital institucional podem nunca tocar Ethereum, Solana ou qualquer blockchain pública. Podem fluir completamente em infraestrutura privada, construída para casos de uso que ninguém no varejo cripto consegue ver.
Isso representaria uma mudança estrutural monumental. A adoção institucional não seria sobre qual blockchain ganhar marketshare, mas sobre a criação de dois ecossistemas financeiros paralelos: um público (varejo) e um privado (instituições).
Uma Bifurcação Silenciosa: O Futuro Pode Ser Mais Dividido Do Que Imaginamos
Se essa tese estiver correta, o resultado seria uma divisão clara:
Especulação de varejo: Concentraria em uma ou duas blockchains públicas que pareçam oferecer a melhor combinação de velocidade, liquidez e experiência de usuário.
Tokenização institucional: Aconteceria em redes privadas construídas sob medida, invisível para o observador casual de cripto.
Os Layer 2s ficariam no meio: Muito fragmentados para competir com cadeias monolíticas no varejo. Muito abertos e sem permissão para satisfazer requisitos institucionais. Seriam apanhados entre dois mundos sem dominar completamente nenhum.
O Que Essa Divisão Significa Para Os Investidores
A narrativa tradicional sobre “adoção institucional” assumia que as instituições escolheriam entre as blockchains públicas existentes. Essa análise sugere que não é assim que funcionará. As instituições têm o capital, a sofisticação e a motivação para construir sua própria infraestrutura.
Se estiverem certos, os maiores vencedores em criptografia podem não ser as cadeias que toda a comunidade segue. Serão os sistemas que conseguem atender aos dois mundos: uma experiência clara para o varejo e uma conformidade profunda para as instituições.
A próxima rotação não seria “Ethereum para Solana”. Seria a bifurcação silenciosa entre infraestrutura pública e privada, com cada uma servindo seus próprios mestres.