Nos últimos meses, as moedas digitais vinculadas ao dólar tornaram-se uma solução estratégica para os pagamentos transfronteiriços em todo o continente africano. Durante o Fórum Económico Mundial em Davos, especialistas e líderes internacionais destacaram como as stablecoins estão a transformar a forma como milhões de pessoas enviam e recebem dinheiro através das fronteiras.
Por que a África lidera a adoção de moedas digitais em mercados emergentes
O continente africano enfrenta desafios únicos que o tornam especialmente receptivo a soluções baseadas em blockchain. Primeiro, a dependência de remessas é crítica: milhões de africanos recebem dinheiro de familiares no estrangeiro, mas os canais tradicionais são proibitivamente caros. Em segundo lugar, a instabilidade das moedas locais gera demanda por alternativas mais estáveis como o dólar digital.
Além disso, a infraestrutura bancária continua limitada em muitas regiões de África, deixando grandes segmentos da população sem acesso a serviços financeiros convencionais. As stablecoins oferecem uma via para que esses indivíduos participem diretamente na economia digital sem necessidade de possuir uma conta bancária tradicional.
Vera Songwe em Davos: como as stablecoins reduzem radicalmente os custos de remessas
A ex-Subsecretária-Geral da ONU Vera Songwe, reconhecida pela sua experiência em desenvolvimento africano, destacou durante o fórum que as transferências baseadas em stablecoins apresentam vantagens significativas face aos mecanismos convencionais. Segundo dados partilhados por analistas especializados, os custos de transação reduzem-se drasticamente e os tempos de liquidação comprimem-se de dias para minutos.
Nas remessas tradicionais, os fundos devem passar por múltiplos intermediários, cada um cobrando comissões. Pelo contrário, as moedas digitais permitem transferências praticamente diretas, eliminando camadas desnecessárias de fricção. Songwe destacou que este progresso tem-se mostrado mais eficaz do que muitos mecanismos de assistência internacional para fortalecer a atividade económica local.
O futuro dos pagamentos transfronteiriços: de África ao mundo
A adoção acelerada de stablecoins em mercados emergentes indica uma tendência mais ampla: a reconfiguração dos sistemas de pagamento globais. A África posiciona-se como um epicentro de inovação neste espaço, com pequenas empresas e empreendedores a utilizar moedas digitais para aceder a mercados internacionais sem as barreiras tradicionais.
Os analistas do setor concordam que a África está a preparar o terreno para a próxima geração de infraestruturas financeiras. As stablecoins funcionam como uma ponte entre economias locais e os mercados globais, permitindo que indivíduos e negócios movimentem valor com fluidez, eficiência e segurança. Este desenvolvimento não só fortalece a inclusão financeira, como também posiciona o continente como um laboratório vivo para inovações financeiras que eventualmente serão adotadas noutras regiões do mundo.
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Stablecoins revolucionam as remessas em África: a perspetiva de Davos
Nos últimos meses, as moedas digitais vinculadas ao dólar tornaram-se uma solução estratégica para os pagamentos transfronteiriços em todo o continente africano. Durante o Fórum Económico Mundial em Davos, especialistas e líderes internacionais destacaram como as stablecoins estão a transformar a forma como milhões de pessoas enviam e recebem dinheiro através das fronteiras.
Por que a África lidera a adoção de moedas digitais em mercados emergentes
O continente africano enfrenta desafios únicos que o tornam especialmente receptivo a soluções baseadas em blockchain. Primeiro, a dependência de remessas é crítica: milhões de africanos recebem dinheiro de familiares no estrangeiro, mas os canais tradicionais são proibitivamente caros. Em segundo lugar, a instabilidade das moedas locais gera demanda por alternativas mais estáveis como o dólar digital.
Além disso, a infraestrutura bancária continua limitada em muitas regiões de África, deixando grandes segmentos da população sem acesso a serviços financeiros convencionais. As stablecoins oferecem uma via para que esses indivíduos participem diretamente na economia digital sem necessidade de possuir uma conta bancária tradicional.
Vera Songwe em Davos: como as stablecoins reduzem radicalmente os custos de remessas
A ex-Subsecretária-Geral da ONU Vera Songwe, reconhecida pela sua experiência em desenvolvimento africano, destacou durante o fórum que as transferências baseadas em stablecoins apresentam vantagens significativas face aos mecanismos convencionais. Segundo dados partilhados por analistas especializados, os custos de transação reduzem-se drasticamente e os tempos de liquidação comprimem-se de dias para minutos.
Nas remessas tradicionais, os fundos devem passar por múltiplos intermediários, cada um cobrando comissões. Pelo contrário, as moedas digitais permitem transferências praticamente diretas, eliminando camadas desnecessárias de fricção. Songwe destacou que este progresso tem-se mostrado mais eficaz do que muitos mecanismos de assistência internacional para fortalecer a atividade económica local.
O futuro dos pagamentos transfronteiriços: de África ao mundo
A adoção acelerada de stablecoins em mercados emergentes indica uma tendência mais ampla: a reconfiguração dos sistemas de pagamento globais. A África posiciona-se como um epicentro de inovação neste espaço, com pequenas empresas e empreendedores a utilizar moedas digitais para aceder a mercados internacionais sem as barreiras tradicionais.
Os analistas do setor concordam que a África está a preparar o terreno para a próxima geração de infraestruturas financeiras. As stablecoins funcionam como uma ponte entre economias locais e os mercados globais, permitindo que indivíduos e negócios movimentem valor com fluidez, eficiência e segurança. Este desenvolvimento não só fortalece a inclusão financeira, como também posiciona o continente como um laboratório vivo para inovações financeiras que eventualmente serão adotadas noutras regiões do mundo.