Definição principal: nomenclatura no contexto de ativos digitais
No âmbito das criptomoedas, a nomenclatura representa um sistema de organização e classificação de ativos digitais — moedas, tokens e diversos produtos cripto. Não se trata apenas de uma lista de nomes, mas de um sistema abrangente de denominações e padrões que permite aos participantes do mercado identificar cada ativo de forma unívoca.
Para que serve esse sistema? Imagine: no mercado circulam várias milhares de ativos, muitos com nomes semelhantes. Sem uma nomenclatura clara, utilizadores, desenvolvedores e plataformas de negociação simplesmente não conseguiriam entender-se. Uma nomenclatura correta garante uma base de informação unificada e evita erros críticos ao realizar operações.
Quais problemas a nomenclatura de criptomoedas resolve
À medida que a indústria evolui, o número de ativos digitais cresce exponencialmente. No início de 2024, segundo dados do CoinGecko, há mais de 12.000 ativos cripto únicos registados. O sistema de nomenclatura resolve várias tarefas críticas:
Prevenir confusão entre ativos semelhantes: No mercado existem ativos com símbolos quase idênticos — USDT, USDC, USDN. Um sistema de nomenclatura adequado ajuda a distingui-los e evita erros na escolha.
Garantir compatibilidade entre sistemas: Plataformas diferentes — bolsas de criptomoedas, carteiras, protocolos financeiros descentralizados — devem “falar a mesma língua”. Para isso, existem padrões globais, como ERC-20 para tokens baseados em Ethereum.
Proteger contra perdas financeiras: Se confundir dois tokens com nomes semelhantes, o utilizador pode enviar fundos para o endereço errado ou fazer uma negociação incorreta. As perdas podem ser irreversíveis.
Simplificar a contabilidade e o rastreamento: Traders, analistas e sistemas blockchain precisam de estruturar dados de milhões de transações. Uma nomenclatura única torna isso possível.
Como funciona a nomenclatura na prática
Para entender melhor a estrutura, vejamos exemplos de organização de ativos:
Nome do ativo
Ticker
Tipo de ativo
Padrão
Bitcoin
BTC
Criptomoeda original
Blockchain
USD Coin
USDC
Stablecoin
ERC-20
Chainlink
LINK
Token de utilidade
ERC-677
Ethereum
ETH
Criptomoeda de plataforma
ERC-20
Como se pode ver na tabela, a nomenclatura inclui não só símbolos curtos (tickers), mas também nomes completos, classificação por tipos e indicação do padrão técnico em que o ativo opera.
Diferença entre nomenclatura e ticker
Esta é uma questão frequente entre iniciantes, e é importante entender. Ticker — é apenas um código alfabético, uma abreviação (BTC, ETH, LINK). Nomenclatura — é um conceito muito mais amplo, que cobre:
Nome completo do ativo
Ticker ou símbolo
Categoria (criptomoeda, token, stablecoin)
Padrão técnico ou protocolo
Pertencimento à rede (em qual blockchain opera)
Endereço do smart contract (se for um token)
Simplificando, a nomenclatura é o “passaporte” do ativo, enquanto o ticker é apenas seu nome abreviado.
Quem e como cria a nomenclatura
O processo de formação do sistema de nomenclatura envolve vários participantes:
Desenvolvedores de padrões: Comunidades de desenvolvedores e organizações, como a Ethereum Foundation, criam padrões técnicos (ERC-20, BEP-20, etc.) que definem como os tokens devem ser organizados.
Bolsas de criptomoedas: Grandes plataformas de negociação criam e mantêm listas de todos os ativos disponíveis para negociação, com suas informações completas. Isso é necessário para que os traders encontrem rapidamente o ativo desejado e evitem fraudes.
Serviços de referência: Sites como CoinMarketCap e CoinGecko coletam informações sobre a nomenclatura de todo o mundo e disponibilizam-na publicamente.
Plataformas de análise: Serviços como Glassnode monitoram novos lançamentos de tokens e atualizações nos registros de nomenclatura, acompanhando a conformidade com padrões globais.
Como um novo ativo é adicionado à nomenclatura
Quando o criador lança um novo token, ele passa por um processo específico para entrar nos registros oficiais:
Desenvolvimento e auditoria: O criador desenvolve o smart contract e, geralmente, realiza uma auditoria para verificar vulnerabilidades.
Listagem nas plataformas: O token é submetido à listagem em grandes bolsas de criptomoedas. Lá, verifica-se sua conformidade com os padrões.
Registro nos registros globais: Após a listagem em plataformas conhecidas, o token entra nos diretórios do CoinMarketCap, CoinGecko e outros.
Atualização da nomenclatura: As informações sobre o novo ativo são adicionadas a todos os sistemas de classificação acessíveis aos utilizadores.
Este processo leva um tempo e requer verificações, garantindo segurança para os utilizadores finais.
Uso de mesmos tickers em redes diferentes
Questão interessante: um mesmo ativo pode ter versões diferentes em várias blockchains? Sim, isso acontece frequentemente. Por exemplo, USDC existe tanto na Ethereum quanto na Solana, Polygon e outras redes. Isso cria uma certa complexidade.
Por isso, ao trabalhar com ativos, é fundamental verificar não só o ticker, mas também as informações técnicas:
Em qual blockchain o ativo está
Qual o endereço do smart contract
Com qual plataforma você está trabalhando
Dicas práticas para uma operação segura
Antes de qualquer operação, verifique os dados: Certifique-se de que escolheu o ativo correto, lendo o nome completo, não apenas o ticker.
Use fontes de informação confiáveis: Procure a nomenclatura em plataformas de autoridade — CoinMarketCap, CoinGecko ou bolsas oficiais de criptomoedas.
Acompanhe atualizações de padrões: Às vezes, os parâmetros técnicos dos ativos mudam, e a nomenclatura é atualizada. Fique atento para não trabalhar com informações desatualizadas.
Mantenha uma lista atualizada de ativos: Se usar uma carteira de criptomoedas, atualize regularmente a lista de ativos suportados para que o sistema exiba informações corretas.
Estude detalhes técnicos: Conhecer o endereço do contrato, o protocolo e o padrão ajuda a evitar phishing e falsificações.
Conclusão
O sistema de nomenclatura de criptomoedas é a base para uma operação segura e organizada com ativos digitais. Em um mercado com mais de 12.000 ativos circulando e com lançamentos constantes, ter uma classificação clara e uniforme torna-se uma necessidade, não uma opção.
Compreender os fundamentos da nomenclatura protege você de erros na negociação, ajuda a evitar confusões entre ativos semelhantes e garante uma gestão segura dos seus fundos digitais. Estude essa informação básica, utilize fontes confiáveis e sempre verifique os dados antes de realizar operações — assim, reduzirá significativamente o risco de perdas financeiras.
Esta página pode conter conteúdo de terceiros, que é fornecido apenas para fins informativos (não para representações/garantias) e não deve ser considerada como um endosso de suas opiniões pela Gate nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Isenção de responsabilidade para obter detalhes.
Nomenclatura de criptomoedas: o que é e por que é importante para os traders
Definição principal: nomenclatura no contexto de ativos digitais
No âmbito das criptomoedas, a nomenclatura representa um sistema de organização e classificação de ativos digitais — moedas, tokens e diversos produtos cripto. Não se trata apenas de uma lista de nomes, mas de um sistema abrangente de denominações e padrões que permite aos participantes do mercado identificar cada ativo de forma unívoca.
Para que serve esse sistema? Imagine: no mercado circulam várias milhares de ativos, muitos com nomes semelhantes. Sem uma nomenclatura clara, utilizadores, desenvolvedores e plataformas de negociação simplesmente não conseguiriam entender-se. Uma nomenclatura correta garante uma base de informação unificada e evita erros críticos ao realizar operações.
Quais problemas a nomenclatura de criptomoedas resolve
À medida que a indústria evolui, o número de ativos digitais cresce exponencialmente. No início de 2024, segundo dados do CoinGecko, há mais de 12.000 ativos cripto únicos registados. O sistema de nomenclatura resolve várias tarefas críticas:
Prevenir confusão entre ativos semelhantes: No mercado existem ativos com símbolos quase idênticos — USDT, USDC, USDN. Um sistema de nomenclatura adequado ajuda a distingui-los e evita erros na escolha.
Garantir compatibilidade entre sistemas: Plataformas diferentes — bolsas de criptomoedas, carteiras, protocolos financeiros descentralizados — devem “falar a mesma língua”. Para isso, existem padrões globais, como ERC-20 para tokens baseados em Ethereum.
Proteger contra perdas financeiras: Se confundir dois tokens com nomes semelhantes, o utilizador pode enviar fundos para o endereço errado ou fazer uma negociação incorreta. As perdas podem ser irreversíveis.
Simplificar a contabilidade e o rastreamento: Traders, analistas e sistemas blockchain precisam de estruturar dados de milhões de transações. Uma nomenclatura única torna isso possível.
Como funciona a nomenclatura na prática
Para entender melhor a estrutura, vejamos exemplos de organização de ativos:
Como se pode ver na tabela, a nomenclatura inclui não só símbolos curtos (tickers), mas também nomes completos, classificação por tipos e indicação do padrão técnico em que o ativo opera.
Diferença entre nomenclatura e ticker
Esta é uma questão frequente entre iniciantes, e é importante entender. Ticker — é apenas um código alfabético, uma abreviação (BTC, ETH, LINK). Nomenclatura — é um conceito muito mais amplo, que cobre:
Simplificando, a nomenclatura é o “passaporte” do ativo, enquanto o ticker é apenas seu nome abreviado.
Quem e como cria a nomenclatura
O processo de formação do sistema de nomenclatura envolve vários participantes:
Desenvolvedores de padrões: Comunidades de desenvolvedores e organizações, como a Ethereum Foundation, criam padrões técnicos (ERC-20, BEP-20, etc.) que definem como os tokens devem ser organizados.
Bolsas de criptomoedas: Grandes plataformas de negociação criam e mantêm listas de todos os ativos disponíveis para negociação, com suas informações completas. Isso é necessário para que os traders encontrem rapidamente o ativo desejado e evitem fraudes.
Serviços de referência: Sites como CoinMarketCap e CoinGecko coletam informações sobre a nomenclatura de todo o mundo e disponibilizam-na publicamente.
Plataformas de análise: Serviços como Glassnode monitoram novos lançamentos de tokens e atualizações nos registros de nomenclatura, acompanhando a conformidade com padrões globais.
Como um novo ativo é adicionado à nomenclatura
Quando o criador lança um novo token, ele passa por um processo específico para entrar nos registros oficiais:
Desenvolvimento e auditoria: O criador desenvolve o smart contract e, geralmente, realiza uma auditoria para verificar vulnerabilidades.
Listagem nas plataformas: O token é submetido à listagem em grandes bolsas de criptomoedas. Lá, verifica-se sua conformidade com os padrões.
Registro nos registros globais: Após a listagem em plataformas conhecidas, o token entra nos diretórios do CoinMarketCap, CoinGecko e outros.
Atualização da nomenclatura: As informações sobre o novo ativo são adicionadas a todos os sistemas de classificação acessíveis aos utilizadores.
Este processo leva um tempo e requer verificações, garantindo segurança para os utilizadores finais.
Uso de mesmos tickers em redes diferentes
Questão interessante: um mesmo ativo pode ter versões diferentes em várias blockchains? Sim, isso acontece frequentemente. Por exemplo, USDC existe tanto na Ethereum quanto na Solana, Polygon e outras redes. Isso cria uma certa complexidade.
Por isso, ao trabalhar com ativos, é fundamental verificar não só o ticker, mas também as informações técnicas:
Dicas práticas para uma operação segura
Antes de qualquer operação, verifique os dados: Certifique-se de que escolheu o ativo correto, lendo o nome completo, não apenas o ticker.
Use fontes de informação confiáveis: Procure a nomenclatura em plataformas de autoridade — CoinMarketCap, CoinGecko ou bolsas oficiais de criptomoedas.
Acompanhe atualizações de padrões: Às vezes, os parâmetros técnicos dos ativos mudam, e a nomenclatura é atualizada. Fique atento para não trabalhar com informações desatualizadas.
Mantenha uma lista atualizada de ativos: Se usar uma carteira de criptomoedas, atualize regularmente a lista de ativos suportados para que o sistema exiba informações corretas.
Estude detalhes técnicos: Conhecer o endereço do contrato, o protocolo e o padrão ajuda a evitar phishing e falsificações.
Conclusão
O sistema de nomenclatura de criptomoedas é a base para uma operação segura e organizada com ativos digitais. Em um mercado com mais de 12.000 ativos circulando e com lançamentos constantes, ter uma classificação clara e uniforme torna-se uma necessidade, não uma opção.
Compreender os fundamentos da nomenclatura protege você de erros na negociação, ajuda a evitar confusões entre ativos semelhantes e garante uma gestão segura dos seus fundos digitais. Estude essa informação básica, utilize fontes confiáveis e sempre verifique os dados antes de realizar operações — assim, reduzirá significativamente o risco de perdas financeiras.