Fintech tailandês está a impulsionar as finanças digitais - a tecnologia financeira é um jogo que muda o campo

Quando se fala em transações financeiras atualmente, a maioria de nós pode não perceber que estamos constantemente a usar Fintech. Desde escanear QR Codes para pagar produtos até investir através de aplicações — tudo isso é o funcionamento da tecnologia financeira que está a transformar fundamentalmente a forma como os portugueses gerem o seu dinheiro.

Tecnologia Financeira (Fintech) O que é? Definições que deve conhecer

Fintech é a combinação de Financial (Financeiro) e Technology (Tecnologia) para tornar as transações financeiras mais fáceis, rápidas e acessíveis do que nunca.

A essência do Fintech é decodificar os bancos, permitindo que depósitos, levantamentos, transferências ou até investimentos sejam feitos através de redes, sem necessidade de funcionários bancários ou documentos volumosos. O resultado é uma poupança de tempo, redução de taxas e acesso igualitário ao sistema financeiro.

O sistema Fintech não surgiu do nada, mas evoluiu ao longo de muitos anos — desde o uso de cartões ATM e de crédito até aos pagamentos móveis atuais.

Existem vários tipos de Fintech — com quais já está familiarizado?

Tipo 1: Tecnologia Bancária - Os bancos na sua carteira

Sem necessidade de assinar papéis ou documentos. O Mobile Banking permite gerir todas as contas pelo telemóvel — transferir dinheiro entre bancos sem taxas, pagar serviços públicos instantaneamente. Este sistema está a transformar completamente a forma como os consumidores portugueses interagem com os bancos.

Tipo 2: Crowdfunding - Capital de várias mãos

Em vez de solicitar empréstimos bancários, startups e PME podem obter financiamento do público através de plataformas intermediárias. Os investidores comuns recebem retorno em dividendos ou juros. É um sistema mais democrático para angariar fundos.

Tipo 3: Criptomoedas - Dinheiro digital independente

Bitcoin e outras moedas digitais foram criadas para eliminar o papel dos bancos nas transações. Utilizam tecnologia blockchain para que todos possam fazer contratos sem intermediários. É uma revolução financeira que tem despertado grande interesse atualmente.

Tipo 4: Tecnologia de Pagamentos - O fim do dinheiro em espécie

Sistemas de pagamento via tecnologia, como QR Code ou E-wallet, tornam o pagamento uma questão de tocar na tela uma única vez. E-wallets como True Wallet tornaram-se parte do quotidiano de conveniência dos consumidores portugueses.

Tipo 5: Software de Gestão Financeira Empresarial - Contabilidade online para negócios

Empresários já não precisam contratar um contabilista em tempo integral. O Flow Account e outros sistemas de contabilidade online ajudam gestores a fazerem contabilidade, emitirem recibos e gerirem salários, tudo num único sistema.

Tipo 6: Gestão de Investimentos - Bolsa de valores no telemóvel

Já não precisa ligar para um corretor. Estes aplicativos permitem comprar e vender ações, fundos ou criptomoedas a qualquer momento. Finnomena e Bitkub abriram o mercado de investimentos para o público geral.

Tipo 7: Tecnologia de Seguros - Seguros sem necessidade de documentos

Compra de seguros online de forma rápida. Sistemas InsurTech calculam automaticamente riscos e prémios de seguro.

Portugal já usa Fintech a sério — quais são as vantagens e desvantagens?

Vantagens do uso de Fintech:

Fintech reduz custos de forma significativa — taxas mais baixas, poupa tempo e aumenta a produtividade da força de trabalho. Investidores têm acesso mais fácil ao mercado de capitais. PME e startups podem obter financiamento fora do sistema bancário. Consumidores podem gerir as suas finanças pelo telemóvel durante todo o dia.

Desvantagens a ter em conta:

Estabilidade do sistema financeiro — à medida que mais pessoas podem pedir empréstimos facilmente, a inflação pode aumentar. Risco de dados pessoais — ataques a contas e roubo de identidade são reais. Desigualdade digital — nem todos têm acesso à tecnologia.

Quem deve usar Fintech? A resposta é: todos

Indivíduos: pagar compras, transferir dinheiro, investir, solicitar crédito — tudo ao alcance.

Instituições financeiras: os bancos não desapareceram, mas evoluíram para melhor, reduzindo custos e chegando aos clientes digitalmente.

Comerciantes online: o comércio eletrónico depende de Fintech para aceitar pagamentos por várias plataformas.

Investidores: abrir contas para investir em ações, fundos ou criptomoedas por si próprios através de aplicações.

Todos os empresários: independentemente do tamanho do negócio, o Fintech ajuda a gerir as finanças de forma eficiente.

Porque é que o Estado e o setor privado portugueses valorizam a tecnologia financeira?

Fintech não é apenas uma questão de negócios, mas uma ferramenta essencial para impulsionar a economia. O governo criou aplicações como o Pão de Açúcar Digital para incentivar o consumo. O setor privado usa Fintech para competir e crescer mais rapidamente. Nos escritórios de CEOs por todo o país, a transformação digital é a prioridade número 1.

Fintech em Portugal: histórias de sucesso de startups

Bitkub — rei do mercado de criptomoedas em Portugal, transformou-se de uma startup do zero na plataforma de trading número um. Um exemplo de como gestão de investimentos e criptoativos digitais podem alcançar sucesso.

Finnomena — permite que o público invista facilmente na bolsa e fundos, além de oferecer aconselhamento financeiro via tecnologia.

Flow Account — software de contabilidade online que permite aos empresários gerir as suas finanças de forma autónoma, ajudando as PME a expandir sem precisar de contratar contabilistas.

Estes negócios provam que Fintech não é só uma palavra na moda, mas uma fonte real de receita.

Problemas que bloqueiam o crescimento rápido do Fintech em Portugal

Barreiras legais: a legislação portuguesa ainda não abre totalmente as portas para investidores estrangeiros. Não há vistos específicos para empresas Fintech estrangeiras. Este é um grande obstáculo.

Falta de financiamento: apesar do sucesso de startups Fintech, os bancos portugueses não costumam conceder empréstimos às startups. Muitas delas têm que procurar financiamento no estrangeiro.

Falta de talento: há escassez de profissionais qualificados em Fintech. É preciso estudar e treinar para atingir os padrões internacionais.

Barreiras de acesso: ainda há uma parte da população que não consegue usar pagamentos digitais, por falta de conhecimento ou de dispositivos.

Como será o crescimento do Fintech em Portugal no futuro?

Prever um crescimento explosivo do Fintech português ainda é prematuro. As limitações legais, de financiamento e de recursos humanos requerem tempo.

No entanto, as mudanças acontecerão gradualmente. O que é necessário é: o governo deve criar legislação que permita a entrada de especialistas estrangeiros e nómadas digitais. Os bancos precisam investir em startups, pois esse é o investimento no futuro do sistema financeiro.

Quando tudo isso acontecer, o Fintech português será um motor principal da economia digital e poderá tornar-se o centro de Fintech na Europa de Leste.

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