Segundo noticiado pela Jinse Finance, o Man Group afirmou que, caso o mercado obrigacionista comece a questionar a independência do próximo presidente da Reserva Federal dos EUA, esta poderá ter de recorrer à política de flexibilização quantitativa (QE) para reduzir os custos de empréstimos a longo prazo. Enquanto o maior grupo de fundos de cobertura cotado em bolsa do mundo, a estratega-chefe de mercado do Man Group, Kristina Hooper, salientou que os investidores precisam de relembrar o que aconteceu no Reino Unido em 2022: na altura, devido à falta de confiança nas políticas económicas da então primeira-ministra Liz Truss, os negociantes venderam em massa obrigações do governo britânico. Num artigo publicado no LinkedIn, Hooper escreveu que, desde então, os custos de empréstimo do Reino Unido têm-se mantido superiores aos de muitas outras economias do G7, o que serve de lembrete de que “a credibilidade dos funcionários públicos é crucial”. Ela afirmou ainda: “Se for eleito alguém considerado insuficientemente independente para presidente da Reserva Federal, e essa pessoa se focar em baixar as taxas de juro de longo prazo, suspeito que terá de recorrer ao QE, pois esta é a melhor forma de atingir esse objetivo.”