
O Ethereum não possui um limite máximo de oferta fixo.
Max supply significa o teto total de uma criptomoeda que pode ser criada. Por exemplo, o Bitcoin tem um limite rígido de 21 milhões de moedas, enquanto o Ethereum não possui um teto pré-definido. O fornecimento líquido do Ethereum é regulado por duas forças opostas: a emissão (ETH recém-criados e distribuídos a validadores via Proof of Stake) e a queima (ETH removidos permanentemente de circulação, pois a “taxa base” de cada transação é destruída conforme o EIP-1559). Quanto mais movimentada a rede, mais ETH é queimado; quanto mais ETH em staking, maior pode ser a variação da emissão. O equilíbrio entre esses fatores define se a oferta de ETH é inflacionária ou deflacionária.
Esse conceito influencia a avaliação do ativo, as expectativas de inflação e as dinâmicas de rendimento.
Investidores acompanham de perto a escassez e a inflação projetada. Não ter um teto não significa “inflação ilimitada”, pois a queima compensa parte da nova emissão; porém, em períodos de baixa demanda, pode haver inflação moderada. Entender essas dinâmicas ajuda a avaliar narrativas e riscos — como decidir se o ETH deve ser visto como “combustível de plataforma” ou como um ativo com características de fluxo de caixa, semelhante a um patrimônio.
Desenvolvedores e usuários também são impactados. O EIP-1559 aumenta a escassez do ETH ao longo do tempo e torna as taxas de gas mais previsíveis. No DeFi, a direção da oferta líquida de ETH afeta o risco de colateral, incentivos de emissão de stablecoins e taxas de empréstimo. Para traders em plataformas como a Gate, essas expectativas se refletem em prêmios no mercado à vista, taxas de financiamento e volatilidade implícita de opções.
A oferta é definida pelo equilíbrio dinâmico entre emissão e queima.
A emissão resulta das recompensas de bloco do Proof of Stake (PoS), concedidas aos validadores. Para propor e validar blocos, o validador precisa fazer staking de ETH e recebe novos ETH com base no total em staking e na participação da rede. À medida que o staking cresce, a emissão anualizada varia normalmente entre 0,3% e 1,0%, dependendo do volume total em staking e da atividade dos validadores.
A queima é definida pelo EIP-1559: a taxa base de cada transação é destruída (removida da oferta), restando apenas uma pequena “gorjeta” para o proponente do bloco. Quanto mais ativa a rede, mais ETH é queimado. Se a queima superar a emissão, ocorre deflação; caso contrário, há inflação moderada.
Passo 1: Observe a atividade on-chain. Monitore taxas e volume — em picos, milhares de ETH podem ser queimados diariamente; em períodos de baixa, a queima pode ficar abaixo de mil ETH ao dia.
Passo 2: Acompanhe o volume de staking. Mais ETH em staking altera a emissão total dentro da faixa anualizada mencionada.
Passo 3: Compare ambas as métricas. Se a queima diária ≈ 2.000 ETH e a emissão ≈ 1.700 ETH, a oferta líquida diminui em cerca de 300 ETH; se a queima ≈ 800 ETH e a emissão ≈ 1.500 ETH, a oferta líquida aumenta em cerca de 700 ETH. Isso mostra se o cenário atual é deflacionário ou inflacionário.
Ele influencia narrativas, modelos de precificação e o design de produtos.
No DeFi, o ETH atua como colateral e combustível para taxas. Alta atividade gera maior ritmo de queima; mercados incorporam “baixa oferta líquida” nas taxas de juros e prêmios de risco, afetando índices de colateralização e limites de liquidação em protocolos de empréstimo. Por exemplo, ao emitir stablecoins com ETH em staking como garantia, participantes tendem a aumentar posições quando há expectativa de deflação — já que cada ETH se torna mais escasso.
Durante booms de NFT ou picos de atividade on-chain, as taxas de gas sobem e a queima aumenta, podendo ocorrer dias de deflação líquida. Por outro lado, quando a atividade diminui ou migra para redes Layer 2 (L2), o volume de transações na Layer 1 (L1) — e, portanto, a queima — cai. Porém, L2s ainda exigem taxas de postagem de dados na L1, o que segue contribuindo para a queima global.
Em exchanges como a Gate, os fluxos do mercado à vista refletem as narrativas de oferta; taxas de financiamento de contratos perpétuos e basis se ajustam conforme as perspectivas de deflação ou inflação; os retornos de staking ou produtos de poupança em ETH dependem dos rendimentos de emissão on-chain e do ambiente de taxas — permitindo ao investidor avaliar estratégias de manter ou proteger posições.
Nos últimos anos, a emissão tem sido baixa e a queima flexível, com a oferta líquida variando conforme a atividade da rede.
Desde o Merge de setembro de 2022 (transição do Proof of Work para Proof of Stake), a emissão de ETH caiu drasticamente — sendo comparada a “múltiplos halvings do Bitcoin”. Com a emissão agora estável, a queima passou a ter papel muito mais relevante na oferta líquida.
Em 2024, a atividade on-chain variou: em períodos de congestionamento, milhares de ETH foram queimados diariamente; em momentos de menor atividade, a queima ficou entre algumas centenas e pouco mais de mil ETH. Como a emissão permanece estável, a oferta líquida alterna entre leve inflação e leve deflação.
Em outubro de 2024, painéis como ultrasound.money e Etherscan mostram que, desde o Merge, a oferta líquida acumulada de ETH variou em “centenas de milhares” de ETH — positiva ou negativa, conforme o período e o nível de atividade. Para interpretar esses números, foque em dois indicadores: taxa anualizada de variação líquida e razão entre queima e emissão, em vez de dados diários isolados.
Nota: Os dados acima refletem informações públicas de 2024; consulte sempre painéis on-chain atualizados para dados mais recentes.
O Bitcoin tem teto rígido; o Ethereum adota oferta flexível baseada em políticas.
O limite de 21 milhões de moedas do Bitcoin está inscrito em seu protocolo; a emissão é reduzida pela metade a cada quatro anos, em trajetória imutável (exceto se alterado por consenso global via fork), reforçando a narrativa de “ouro digital”.
O Ethereum não tem teto rígido — utiliza “baixa emissão mais queima de taxas” para controle elástico da oferta. O ajuste da oferta responde ao uso da rede e à participação em staking — como um “reservatório regulável”, com entrada (emissão) e saída (queima). Isso permite ajustar a escassez conforme a demanda, mas traz oscilações cíclicas na oferta líquida.
Um erro frequente é acreditar que “sem teto significa inflação ilimitada”.
Equívoco 1: Sem teto implica inflação alta permanente. Na prática, a emissão caiu bastante; em picos de atividade, a queima pode compensar ou superar a emissão — gerando períodos de deflação líquida.
Equívoco 2: O EIP-1559 garante deflação permanente do ETH. A queima depende da atividade de transações — em períodos de baixa, pode haver inflação moderada.
Equívoco 3: Mais staking gera aumento linear da emissão. A emissão não cresce de forma linear com staking; segue curvas do protocolo e depende da participação dos validadores.
Equívoco 4: L2 elimina a queima na L1. Apesar de L2s reduzirem o custo por transação, a postagem de dados na L1 ainda exige taxas — L1 segue contribuindo para a queima de ETH.
Dica: Monitore três métricas principais em painéis on-chain — emissão, queima e oferta líquida; acompanhe prêmios do spot/derivativos e taxas de financiamento na Gate conforme o nível de atividade para avaliar se as narrativas já estão refletidas nos preços.
O Ethereum não tem um teto máximo codificado — esse é um dos principais diferenciais em relação ao Bitcoin. Sua oferta é regida por regras do protocolo e mecanismos econômicos que, em teoria, permitem crescimento indefinido. No entanto, isso não implica inflação descontrolada: o equilíbrio entre mecanismos de queima (como o EIP-1559) e recompensas de staking naturalmente reduz o ritmo de crescimento ao longo do tempo.
Com o EIP-1559, a taxa base de cada transação é queimada (destruída), removendo ETH de circulação. A velocidade da queima depende da atividade da rede — quanto mais transações, mais ETH é queimado. Em períodos de alta demanda, a queima pode superar a emissão, gerando deflação líquida.
Atualmente, a oferta total do Ethereum está em torno de 120 milhões de ETH (os valores exatos variam em tempo real). Diferente do teto fixo do Bitcoin de 21 milhões, a oferta do Ethereum continua crescendo — mas, graças ao staking e à queima, esse crescimento desacelerou bastante. Você pode conferir os números em tempo real nas páginas de mercado da Gate.
Somente a oferta ilimitada não causa desvalorização automática — o essencial é se a oferta cresce mais rápido que a demanda. O Ethereum equilibra isso por meio da queima, incentivos de staking e expansão do ecossistema. Historicamente, o ETH valorizou em períodos de alta demanda, mesmo com políticas flexíveis de oferta — mostrando que essa adaptabilidade oferece mais mecanismos de equilíbrio econômico.
É fundamental diferenciar “oferta ilimitada” de “inflação descontrolada”. A inflação anual do ETH já caiu de mais de 10% nos primeiros anos para cerca de 1–3% atualmente — abaixo de muitas moedas fiduciárias. Enquanto a queima compensar a emissão — ou gerar deflação líquida —, o investidor de longo prazo não precisa se preocupar. Ao negociar em plataformas reguladas como a Gate, foque mais na utilidade real do ETH e na atividade do ecossistema do que em preocupações teóricas sobre o teto de oferta.


