
Fundos alternativos compõem o segmento “não tradicional” das carteiras de investimento, direcionando recursos para ativos além de ações, títulos e caixa convencionais. Eles investem em private equity, estratégias de hedge funds, imóveis, infraestrutura, commodities, obras de arte, além de criptoativos e RWAs (Real World Assets – Ativos do Mundo Real). Normalmente, esses fundos são geridos por equipes especializadas, apresentam períodos de lock-up e utilizam ativos e estratégias diversificados para controle de risco.
Os fundos alternativos têm como principais objetivos ampliar a diversificação da carteira, buscar retornos descorrelacionados dos mercados tradicionais e fortalecer a resiliência em determinados ciclos de mercado. Por exemplo, durante fases de juros elevados ou volatilidade em ações, fundos imobiliários ou de infraestrutura podem seguir gerando fluxos de caixa provenientes de aluguéis e taxas de uso.
Fundos alternativos, em geral, apresentam baixa correlação com ativos tradicionais, contribuindo para reduzir a volatilidade total da carteira e agregar novas fontes de retorno. Em outras palavras, funcionam como um “motor auxiliar” que pode manter a carteira ativa mesmo se os motores principais — ações e títulos — falharem.
Tanto para investidores individuais quanto institucionais, uma alocação equilibrada em fundos alternativos pode proporcionar maior equilíbrio entre crescimento e estabilidade ao longo dos ciclos de mercado. Quando os mercados públicos recuam, algumas estratégias de hedge ou fundos de crédito privado ainda podem distribuir fluxos de caixa, suavizando perdas na carteira.
Entre as principais categorias de fundos alternativos estão:
Fundos alternativos são geridos por equipes profissionais responsáveis pela execução da estratégia e pelo acompanhamento pós-investimento. Os investidores comprometem capital, e os lucros são distribuídos conforme acordos previamente definidos. Muitos desses produtos possuem períodos de lock-up (restrição de resgates por tempo determinado), permitindo que os gestores planejem investimentos e saídas de forma eficiente.
As taxas geralmente incluem taxa de administração e taxa de performance. A taxa de administração é uma espécie de “taxa de manutenção”, cobrada como percentual dos ativos sob gestão para cobrir custos operacionais; a taxa de performance é uma “participação nos lucros”, em que os gestores recebem um percentual dos retornos acima de um determinado patamar. Hedge funds e private equity normalmente adotam uma estrutura fixa de administração mais incentivo de performance; as proporções exatas variam conforme a estratégia e o mercado.
Alguns fundos de private equity utilizam o modelo “commitment–capital call”: o investidor assume um compromisso total e aporta capital em parcelas à medida que as operações avançam. Hedge funds tendem a permitir aportes contínuos, mas podem estabelecer janelas de resgate e prazos de aviso prévio.
A maioria dos fundos alternativos impõe critérios rigorosos de qualificação, geralmente voltados a instituições ou investidores qualificados, com valores mínimos elevados e regras de divulgação mais estritas. O processo geralmente envolve:
Para garantir a segurança do capital, atente-se à identidade das contrapartes, arranjos de custódia, padrões de divulgação e aprovações regulatórias. Compreenda todos os potenciais caminhos de perda — especialmente em estruturas alavancadas ou derivativos complexos.
Fundos alternativos são, em geral, ofertados de forma privada, com divulgações menos frequentes, ativos subjacentes menos transparentes, menor liquidez e estruturas de taxas mais complexas. Fundos mútuos públicos são acessíveis ao público em geral, oferecem relatórios frequentes, permitem resgates flexíveis, investem principalmente em ações ou títulos e são mais fáceis de comparar e monitorar.
Resumindo: fundos mútuos públicos são como “fast food padronizado” — disponíveis para todos com atendimento rápido; fundos alternativos se assemelham a uma “experiência gastronômica personalizada” — ingredientes raros, prazos maiores, preços mais altos, mas resultados potencialmente únicos. O investidor deve escolher conforme seus objetivos e perfil.
RWA (tokenização de ativos do mundo real) transfere direitos e fluxos de caixa de ativos tradicionais, como títulos ou imóveis, para a blockchain, tornando liquidação e transferência mais eficientes. Fundos alternativos podem administrar ou emitir esses ativos tokenizados ou divulgar alocações/distribuições on-chain para aumentar transparência e rastreabilidade.
Há também hedge funds ou fundos quantitativos de cripto que utilizam dados on-chain e smart contracts para controle de risco e execução — taxas e partilha de lucros podem ser programadas diretamente nos contratos. Para investidores, esses produtos unem atributos alternativos a características nativas da blockchain, mas continuam sujeitos a riscos regulatórios, técnicos e de mercado.
De acordo com o Global Alternatives Report 2024 da Preqin, os ativos sob gestão em alternativos seguem em expansão — ainda que os ciclos de captação estejam mais longos e as estratégias mais variadas. Instituições preferem cada vez mais crédito privado e infraestrutura com fluxos de caixa estáveis. Tendências recentes apontam para maior disputa por taxas/transparência e padrões mais rígidos de dados e auditoria (em 2024).
Até meados de 2025, tokenização e divulgações on-chain ganham adesão entre gestores; estruturas semi-abertas e perpétuas tornam-se mais comuns para lidar com liquidez e experiência do investidor; produtos acessíveis ao varejo (alternativos listados ou “fundos de fundos” em conformidade) crescem, mas as alocações seguem conservadoras.
Em plataformas de ativos digitais, investidores podem analisar características de retorno alternativo por meio de ativos on-chain e tokens RWA. Nas áreas de Spot Trading e Earn da Gate, busque a categoria “RWA/Yield Tokens” para conferir períodos de lock-up, mecanismos de distribuição, divulgações de compliance e comparar alertas de risco dos projetos.
É importante lembrar que tokens ou produtos estruturados listados em plataformas diferem dos fundos alternativos tradicionais off-line em estrutura jurídica, custódia, padrões de divulgação — e seus preços podem oscilar mais rapidamente. Sempre avalie cuidadosamente os riscos e cumpra as normas locais e as regras da plataforma.
Fundos alternativos oferecem potencial de descorrelação e diversificação de retornos — mas também envolvem barreiras de entrada elevadas, liquidez restrita e termos mais complexos. É essencial compreender os tipos (private equity, hedge funds, real estate/infraestrutura, commodities, cripto/RWA), modelos operacionais/taxas, requisitos de compliance e arranjos de custódia antes de investir. Próximo passo: pesquise dentro do seu alcance ou faça pequenas alocações-teste alinhadas aos seus objetivos e fluxo de caixa — sempre dentro de limites toleráveis. Se optar por alternativas on-chain, monitore divulgações de tokens RWA/rendimento e controles de risco na Gate, priorizando segurança do capital e compliance.
Fundos mútuos tradicionais focam em ativos financeiros clássicos, como ações e títulos. Fundos alternativos abrangem um leque maior — incluindo private equity, estratégias de hedge, imóveis, futuros de commodities e até ativos digitais. O objetivo é buscar retornos além dos ativos convencionais, com maior potencial de diversificação. Em resumo: fundos alternativos “saem do caminho tradicional” em busca de novas fontes de rendimento.
Fundos alternativos costumam exigir valores mínimos elevados — de 500.000 RMB (aproximadamente US$70 mil) até vários milhões — voltando-se a investidores de alta renda ou instituições. Com o avanço do fintech, plataformas como a Gate já oferecem produtos alternativos com valores de entrada mais baixos, acessíveis ao varejo. Avalie sempre sua tolerância ao risco antes de decidir participar.
Fundos alternativos, em geral, seguem a estrutura “2+20” — 2% de taxa de administração mais 20% de participação nos lucros — bem acima dos 0,5%-1% de taxa de administração dos fundos públicos. Isso reflete a necessidade de equipes profissionais e operações mais sofisticadas. Embora as taxas sejam elevadas, o desempenho pode compensar o custo via retornos superiores. Sempre analise atentamente a estrutura de taxas antes de investir.
Fundos alternativos oferecem maior potencial de retorno — mas também envolvem riscos maiores: é o clássico “alto risco–alto retorno”. Nem todos superam fundos tradicionais; os resultados dependem da competência do gestor e das condições de mercado. Não se baseie apenas em resultados passados — compreenda a estratégia e o perfil de risco antes de decidir se o fundo se encaixa nos seus objetivos.
Sim, a liquidez é menor em relação aos fundos mútuos públicos; a maioria dos alternativos possui períodos de lock-up de seis meses a vários anos, além de taxas e limites para resgates. Isso pode deixar seu capital “preso” por longos períodos; alternativos são mais indicados para investidores de longo prazo. Se você precisa de liquidez imediata, fundos alternativos podem não ser a melhor opção.


