Só consegue sustentar 25 dias? JPMorgan alerta: Se o Estreito de Hormuz for bloqueado, restrições de armazenamento podem levar à paragem total da produção de petróleo no Médio Oriente

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A situação no Médio Oriente está a intensificar-se rapidamente, e o mercado energético global enfrenta o risco mais severo de interrupções de fornecimento em décadas.

A equipa de analistas da JPMorgan, liderada por Natasha Kaneva, emitiu um aviso no seu último relatório: se o Estreito de Hormuz for completamente bloqueado, a capacidade de armazenamento terrestre e marítima dos países produtores de petróleo no Médio Oriente poderá absorver apenas cerca de 25 dias de produção retida, após os quais terão de parar completamente a produção.

A JPMorgan afirma que, “se continuar a aumentar, os constrangimentos de armazenamento levarão a paragens forçadas.” Esta avaliação significa que, se a situação piorar, o mercado energético global enfrentará não apenas choques de preços, mas uma interrupção física do fornecimento de bens.

De acordo com a CCTV News, o Presidente dos EUA, Donald Trump, fez um discurso em vídeo a 1 de março, afirmando que os EUA e Israel continuarão as ações militares contra o Irão até atingirem todos os objetivos.

Neste contexto, embora o Estreito de Hormuz ainda não esteja oficialmente bloqueado, os armadores têm evitado a passagem, e os navios-tanque praticamente cessaram o trânsito — esta via crucial transporta cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) mundial.

A passagem pelo estreito já está praticamente parada

O Estreito de Hormuz é uma via de passagem vital nas águas ao redor do Irão, normalmente transportando cerca de 19 milhões de barris de combustíveis líquidos por dia, incluindo aproximadamente 16 milhões de barris de petróleo bruto. No entanto, dados da JPMorgan mostram que, a 28 de fevereiro, as exportações de petróleo nesta rota caíram para cerca de 4 milhões de barris, quase todas de petróleo iraniano, representando apenas um quarto do volume normal diário de exportação.

Embora países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos possam transportar parte do petróleo por oleodutos para outras rotas marítimas, a JPMorgan destaca que a capacidade total dessas rotas alternativas é muito limitada para compensar a paralisação total do Estreito de Hormuz.

25 dias: cálculo preciso do limite de armazenamento

A JPMorgan realizou uma análise detalhada da capacidade de armazenamento de sete países produtores do Golfo — Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait, Catar, Omã e Irão.

Segundo a estimativa do banco, a capacidade de armazenamento terrestre de petróleo bruto desses países é de aproximadamente 34,3 milhões de barris, o que equivale a cerca de 22 dias de produção retida. Além disso, há cerca de 60 navios-tanque vazios na região do Golfo que podem fornecer armazenamento marítimo adicional, totalizando cerca de 50 milhões de barris de petróleo, estendendo o tempo de manutenção da produção em mais três a quatro dias.

Somando-se tudo, os países produtores do Médio Oriente poderiam manter a produção normal por no máximo cerca de 25 dias em caso de bloqueio total do estreito. Após esse período, as instalações de armazenamento ficariam saturadas, obrigando os países a reduzir ou até parar a produção de forma forçada.

Prémio de risco elevado, pressão inflacionária no setor energético

A contínua tensão na região do Médio Oriente já se reflete claramente nos preços do petróleo. A JPMorgan estima que, atualmente, o preço do petróleo Brent já incorpora um prémio de risco de até 9 a 10 dólares por barril, principalmente relacionado com a situação do Irão.

Ao mesmo tempo, a pressão sobre os preços da energia está a ser transmitida ao consumidor final. Dados da JPMorgan indicam que o preço médio da gasolina nos EUA subiu de 2,83 dólares por galão em janeiro para 2,94 dólares, embora ainda seja cerca de 6,7% inferior ao valor de há um ano, a tendência de subida já está consolidada.

No relatório, a JPMorgan aponta que, nos dois primeiros meses do ano, o consumo diário global de petróleo aumentou cerca de 1,4 milhões de barris em comparação com o mesmo período do ano passado, quase o dobro do que a instituição previa anteriormente. Com uma procura forte e canais de fornecimento bloqueados, se a situação do Estreito de Hormuz piorar ainda mais, o risco de subida dos preços do petróleo será muito superior ao que o mercado atualmente reflete.

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