A gigante sul-coreana de baterias Samsung SDI alcançou recentemente um avanço tecnológico importante, que promete transformar o panorama da indústria de baterias no futuro. Em parceria com a Universidade de Columbia, desenvolveram uma nova tecnologia de eletrólito de polímero fluorurado, que resolveu um problema central que há anos afeta as baterias de metal de lítio, abrindo caminho para a comercialização de baterias de alta densidade energética de próxima geração.
Eletrólito de polímero fluorurado supera o desafio da degradação da bateria
A razão principal pela qual as baterias de metal de lítio ainda não são produzidas em larga escala é a formação de estruturas dendríticas durante os ciclos de carga e descarga, conhecidas como “дендриты”. Essas estruturas microscópicas aceleram riscos de curto-circuito interno e reduzem significativamente a vida útil da bateria. A Samsung SDI e a equipe de pesquisa da Universidade de Columbia criaram um sistema de eletrólito de polímero fluorurado especial para superar esse obstáculo.
Esse novo eletrólito, por meio de interações químicas, inibe efetivamente a formação de metais dendríticos, impedindo seu crescimento e resolvendo, a nível microscópico, o problema estrutural que tradicionalmente limita as baterias de íons de lítio. A pesquisa foi divulgada inicialmente por Jin10 e outros meios de comunicação do setor, marcando um avanço importante na tecnologia de baterias.
Vantagem clara na densidade de energia, aumento superior a 1,6 vezes em relação às baterias tradicionais
Em termos de desempenho, a nova bateria de metal de lítio apresenta uma densidade de energia superior a 1,6 vezes à das atuais baterias de níquel-cobalto-alumínio (NCA), uma das principais tecnologias comerciais. Essa maior densidade significa que, para o mesmo volume e peso, a nova bateria pode armazenar mais energia, o que é especialmente relevante para veículos elétricos com maior autonomia, dispositivos vestíveis e outras aplicações que exigem maior duração da bateria.
Além disso, a Samsung SDI destacou que o novo eletrólito também melhora significativamente a segurança e a durabilidade, fortalecendo a competitividade da bateria tanto no mercado de consumo quanto na indústria.
Vida útil de ciclo ainda é um fator-chave para a comercialização
Apesar do avanço tecnológico, o caminho para a comercialização das baterias de metal de lítio ainda apresenta desafios. Atualmente, o número de ciclos de carga e descarga dessas baterias é limitado, geralmente na faixa de dezenas, o que ainda está longe das centenas ou milhares de ciclos exigidos por aplicações de consumo.
Para passar do protótipo de laboratório à produção em larga escala, a Samsung SDI precisa continuar otimizando o sistema de eletrólito e aprimorando os processos de fabricação, garantindo que a vida útil das novas baterias atenda aos padrões comerciais. Esse processo pode levar vários anos, mas a empresa já demonstrou uma rota tecnológica para superar essa dificuldade.
Perspectivas do setor e cenário competitivo
Assim que as baterias de metal de lítio se tornarem comerciais, terão um impacto profundo no mercado de baterias de íons de lítio atual. Sua alta densidade de energia as torna especialmente adequadas para aplicações que exigem autonomia extrema, como veículos elétricos de longo alcance, aeronáutica e espaço. Essa iniciativa também indica que os principais fabricantes globais de baterias estão acelerando a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias de próxima geração.
O sucesso na comercialização dessa tecnologia não só fortalecerá a posição da Samsung SDI no mercado de baterias de alta gama, como também sinaliza que toda a indústria de baterias está prestes a entrar em uma nova fase de desenvolvimento.
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Samsung SDI supera o obstáculo das baterias de metal de lítio, duplicando a densidade de energia
A gigante sul-coreana de baterias Samsung SDI alcançou recentemente um avanço tecnológico importante, que promete transformar o panorama da indústria de baterias no futuro. Em parceria com a Universidade de Columbia, desenvolveram uma nova tecnologia de eletrólito de polímero fluorurado, que resolveu um problema central que há anos afeta as baterias de metal de lítio, abrindo caminho para a comercialização de baterias de alta densidade energética de próxima geração.
Eletrólito de polímero fluorurado supera o desafio da degradação da bateria
A razão principal pela qual as baterias de metal de lítio ainda não são produzidas em larga escala é a formação de estruturas dendríticas durante os ciclos de carga e descarga, conhecidas como “дендриты”. Essas estruturas microscópicas aceleram riscos de curto-circuito interno e reduzem significativamente a vida útil da bateria. A Samsung SDI e a equipe de pesquisa da Universidade de Columbia criaram um sistema de eletrólito de polímero fluorurado especial para superar esse obstáculo.
Esse novo eletrólito, por meio de interações químicas, inibe efetivamente a formação de metais dendríticos, impedindo seu crescimento e resolvendo, a nível microscópico, o problema estrutural que tradicionalmente limita as baterias de íons de lítio. A pesquisa foi divulgada inicialmente por Jin10 e outros meios de comunicação do setor, marcando um avanço importante na tecnologia de baterias.
Vantagem clara na densidade de energia, aumento superior a 1,6 vezes em relação às baterias tradicionais
Em termos de desempenho, a nova bateria de metal de lítio apresenta uma densidade de energia superior a 1,6 vezes à das atuais baterias de níquel-cobalto-alumínio (NCA), uma das principais tecnologias comerciais. Essa maior densidade significa que, para o mesmo volume e peso, a nova bateria pode armazenar mais energia, o que é especialmente relevante para veículos elétricos com maior autonomia, dispositivos vestíveis e outras aplicações que exigem maior duração da bateria.
Além disso, a Samsung SDI destacou que o novo eletrólito também melhora significativamente a segurança e a durabilidade, fortalecendo a competitividade da bateria tanto no mercado de consumo quanto na indústria.
Vida útil de ciclo ainda é um fator-chave para a comercialização
Apesar do avanço tecnológico, o caminho para a comercialização das baterias de metal de lítio ainda apresenta desafios. Atualmente, o número de ciclos de carga e descarga dessas baterias é limitado, geralmente na faixa de dezenas, o que ainda está longe das centenas ou milhares de ciclos exigidos por aplicações de consumo.
Para passar do protótipo de laboratório à produção em larga escala, a Samsung SDI precisa continuar otimizando o sistema de eletrólito e aprimorando os processos de fabricação, garantindo que a vida útil das novas baterias atenda aos padrões comerciais. Esse processo pode levar vários anos, mas a empresa já demonstrou uma rota tecnológica para superar essa dificuldade.
Perspectivas do setor e cenário competitivo
Assim que as baterias de metal de lítio se tornarem comerciais, terão um impacto profundo no mercado de baterias de íons de lítio atual. Sua alta densidade de energia as torna especialmente adequadas para aplicações que exigem autonomia extrema, como veículos elétricos de longo alcance, aeronáutica e espaço. Essa iniciativa também indica que os principais fabricantes globais de baterias estão acelerando a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias de próxima geração.
O sucesso na comercialização dessa tecnologia não só fortalecerá a posição da Samsung SDI no mercado de baterias de alta gama, como também sinaliza que toda a indústria de baterias está prestes a entrar em uma nova fase de desenvolvimento.