1 yuan “oferta relâmpago” de um carro de 11 milhões de yuan? Após o comprador fazer a compra, o comerciante afirmou que era um “link de teste” e o tribunal decidiu.
Com apenas 1 yuan, é possível levar para casa um carro avaliado em mais de 110.000 yuan? Embora pareça uma “fatia de bolo do céu”, essa suposta “boa notícia” acabou gerando uma disputa.
Em 26 de fevereiro, o jornalista do Fengmian News soube que, no Tribunal de Transporte Ferroviário de Chengdu (Tribunal de Internet de Chengdu), durante um julgamento público de um caso de disputa de compra e venda online, o autor da ação, Xiao Wen, participou de uma promoção de “compra de carro por 1 yuan” em uma plataforma de comércio eletrônico. No entanto, após participar com sucesso, foi informado pelo comerciante que aquilo era apenas um “link de teste” e não uma venda real de veículos. Essa disputa provocou um intenso debate sobre a validade do contrato, além de refletir elementos comuns em disputas de compras online, causando grande repercussão.
Cena do julgamento do caso “Compra por 1 yuan”
Reclamação do consumidor:
“Compra por 1 yuan”, mas o comerciante se recusa a enviar o carro
“Vi essa grande promoção na internet e achei que fosse um benefício para os consumidores.” Em outubro de 2025, o Tribunal de Transporte Ferroviário de Chengdu (Tribunal de Internet de Chengdu) visitou a Faculdade de Direito da Universidade Normal de Sichuan para julgar publicamente um caso de disputa de compra e venda online. No local, Xiao Wen, o autor, ainda demonstrava certa insatisfação.
Ele descreveu que, ao navegar numa plataforma de comércio eletrônico, encontrou na loja oficial de uma fabricante de automóveis um carro com o preço claramente marcado como “1 yuan”.
Ele clicou no link e fez o pedido com sucesso, pagando o valor. Contudo, a alegria durou pouco — o comerciante posteriormente alegou “erro no sistema” e se recusou a enviar o carro, apenas pedindo desculpas via atendimento ao cliente e sugerindo o devolvimento do dinheiro.
“Isso é uma violação do contrato!” O advogado de Xiao Wen enfatizou que, como comerciante profissional, o réu deveria ser responsável pela exibição na plataforma. Com base na confiança na plataforma e no comerciante, Xiao Wen dedicou tempo e esforço, e tinha direito a receber o veículo conforme o contrato ou a ser indenizado em 118.900 yuan.
Audiência itinerante do Tribunal de Internet de Chengdu e campanha de divulgação jurídica
Explicação do comerciante:
Era apenas um “link de teste”, não uma “venda de carro” real
Diante da reivindicação de Xiao Wen, a fabricante de automóveis ré apresentou uma versão diferente. Eles alegaram que a promoção de “compra por 1 yuan” era apenas um “link de teste” e não uma venda real, e que não havia formação de contrato entre o comerciante e o consumidor.
“Era um link de teste, não uma venda oficial.” O representante do réu apontou que a página do produto tinha várias “falhas”: por exemplo, a informação do produto mostrava uma marca “xx Qiyuan”, mas o fabricante indicava outra marca de carro, além de na descrição aparecer “manual 1.5”, enquanto o modelo envolvido era um carro elétrico, sem transmissão manual. “Um consumidor racional, ao ver essas informações contraditórias, deveria perceber que não se tratava de um link de venda normal.”
O réu explicou ainda que o link foi lançado por erro do sistema interno da loja, e que, ao perceberem o pedido, os funcionários entraram em contato imediatamente com o autor para pedir desculpas e reembolsar. Com base no “Acordo de Registro de Usuário da Plataforma de Comércio Eletrônico” e nos princípios de manifestação de vontade genuína do Direito Civil, as partes não chegaram a um acordo de compra de um modelo específico de carro, portanto, o contrato não foi formado.
Audiência itinerante do Tribunal de Internet de Chengdu e campanha de divulgação jurídica
Ponto de controvérsia:
As informações na página são suficientes para constituir uma oferta?
Na fase de debates, as partes discutiram se a “página do produto” constituía uma oferta clara.
“O autor afirma que verificou as informações do produto na página, mas diga-me: um carro elétrico com a marca de um fabricante, e um carro a gasolina com transmissão manual — você consegue determinar qual é o carro que comprou?” perguntou o representante do réu, querendo mostrar que Xiao Wen sabia da irregularidade do link.
Por sua vez, Xiao Wen insistiu que, como consumidor comum, não tinha capacidade nem obrigação de detectar erros técnicos no backend. “A página tem imagens, preço, botão de compra imediata, isso é uma interface de transação padrão.” Ele afirmou que, ao recusar o cumprimento do contrato sob alegação de erro interno, o comerciante violou gravemente o princípio da boa-fé e prejudicou a ordem do mercado.
À medida que o julgamento avançava, os fatos principais do caso tornaram-se mais claros.
O tribunal constatou que a página do produto apresentava informações como cor e modelo, mas continha falhas evidentes, como discrepância entre fabricante e marca, descrição incorreta de configurações e preço muito abaixo do valor de mercado. Quanto à exibição de “processamento no estoque” após o pedido, o réu explicou que foi um erro do sistema interno, e confirmou que, após o pedido, entrou em contato por telefone para pedir desculpas e explicar a situação.
A plataforma de comércio eletrônico, uma das partes ré, também afirmou claramente que, como plataforma, não deveria ser responsável solidariamente, e pediu a rejeição de todas as reivindicações do autor. Devido às grandes divergências, o réu recusou-se a aceitar mediação na audiência. Essa disputa, originada pela “compra por 1 yuan”, não teve sentença naquele dia.
Em 26 de fevereiro de 2026, após alguns meses, o jornalista do Fengmian News soube que o caso recebeu a sentença final, com o tribunal rejeitando todas as reivindicações do autor.
O juiz principal do caso, Zhou Jie, destacou que a formação e validade do contrato de compra online devem basear-se na oferta e na aceitação, com a manifestação de vontade verdadeira de ambas as partes. As informações do produto fornecidas pelo comerciante devem ser específicas e completas para configurar uma oferta; a realização do pedido pelo consumidor é uma aceitação, e a manifestação de vontade deve ser mútua para que o contrato seja válido. No presente caso, a página do produto continha informações incorretas, preços anormais, e o comerciante já havia informado previamente que o link não estava completo, além de que o preço não refletia a intenção real de venda, portanto, o contrato não foi formado. Este caso esclarece os critérios jurídicos para a validade de contratos de compra online, equilibrando os direitos do consumidor e o desenvolvimento do setor de comércio eletrônico, orientando os consumidores a uma compra racional, e os comerciantes a uma operação regulamentada, promovendo um ambiente de transações online justo e ordenado.
(Os nomes como Xiao Wen são pseudônimos.)
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1 yuan “oferta relâmpago” de um carro de 11 milhões de yuan? Após o comprador fazer a compra, o comerciante afirmou que era um “link de teste” e o tribunal decidiu.
Jornalista Fengmian News Song Xiao
Com apenas 1 yuan, é possível levar para casa um carro avaliado em mais de 110.000 yuan? Embora pareça uma “fatia de bolo do céu”, essa suposta “boa notícia” acabou gerando uma disputa.
Em 26 de fevereiro, o jornalista do Fengmian News soube que, no Tribunal de Transporte Ferroviário de Chengdu (Tribunal de Internet de Chengdu), durante um julgamento público de um caso de disputa de compra e venda online, o autor da ação, Xiao Wen, participou de uma promoção de “compra de carro por 1 yuan” em uma plataforma de comércio eletrônico. No entanto, após participar com sucesso, foi informado pelo comerciante que aquilo era apenas um “link de teste” e não uma venda real de veículos. Essa disputa provocou um intenso debate sobre a validade do contrato, além de refletir elementos comuns em disputas de compras online, causando grande repercussão.
Cena do julgamento do caso “Compra por 1 yuan”
Reclamação do consumidor:
“Compra por 1 yuan”, mas o comerciante se recusa a enviar o carro
“Vi essa grande promoção na internet e achei que fosse um benefício para os consumidores.” Em outubro de 2025, o Tribunal de Transporte Ferroviário de Chengdu (Tribunal de Internet de Chengdu) visitou a Faculdade de Direito da Universidade Normal de Sichuan para julgar publicamente um caso de disputa de compra e venda online. No local, Xiao Wen, o autor, ainda demonstrava certa insatisfação.
Ele descreveu que, ao navegar numa plataforma de comércio eletrônico, encontrou na loja oficial de uma fabricante de automóveis um carro com o preço claramente marcado como “1 yuan”.
Ele clicou no link e fez o pedido com sucesso, pagando o valor. Contudo, a alegria durou pouco — o comerciante posteriormente alegou “erro no sistema” e se recusou a enviar o carro, apenas pedindo desculpas via atendimento ao cliente e sugerindo o devolvimento do dinheiro.
“Isso é uma violação do contrato!” O advogado de Xiao Wen enfatizou que, como comerciante profissional, o réu deveria ser responsável pela exibição na plataforma. Com base na confiança na plataforma e no comerciante, Xiao Wen dedicou tempo e esforço, e tinha direito a receber o veículo conforme o contrato ou a ser indenizado em 118.900 yuan.
Audiência itinerante do Tribunal de Internet de Chengdu e campanha de divulgação jurídica
Explicação do comerciante:
Era apenas um “link de teste”, não uma “venda de carro” real
Diante da reivindicação de Xiao Wen, a fabricante de automóveis ré apresentou uma versão diferente. Eles alegaram que a promoção de “compra por 1 yuan” era apenas um “link de teste” e não uma venda real, e que não havia formação de contrato entre o comerciante e o consumidor.
“Era um link de teste, não uma venda oficial.” O representante do réu apontou que a página do produto tinha várias “falhas”: por exemplo, a informação do produto mostrava uma marca “xx Qiyuan”, mas o fabricante indicava outra marca de carro, além de na descrição aparecer “manual 1.5”, enquanto o modelo envolvido era um carro elétrico, sem transmissão manual. “Um consumidor racional, ao ver essas informações contraditórias, deveria perceber que não se tratava de um link de venda normal.”
O réu explicou ainda que o link foi lançado por erro do sistema interno da loja, e que, ao perceberem o pedido, os funcionários entraram em contato imediatamente com o autor para pedir desculpas e reembolsar. Com base no “Acordo de Registro de Usuário da Plataforma de Comércio Eletrônico” e nos princípios de manifestação de vontade genuína do Direito Civil, as partes não chegaram a um acordo de compra de um modelo específico de carro, portanto, o contrato não foi formado.
Audiência itinerante do Tribunal de Internet de Chengdu e campanha de divulgação jurídica
Ponto de controvérsia:
As informações na página são suficientes para constituir uma oferta?
Na fase de debates, as partes discutiram se a “página do produto” constituía uma oferta clara.
“O autor afirma que verificou as informações do produto na página, mas diga-me: um carro elétrico com a marca de um fabricante, e um carro a gasolina com transmissão manual — você consegue determinar qual é o carro que comprou?” perguntou o representante do réu, querendo mostrar que Xiao Wen sabia da irregularidade do link.
Por sua vez, Xiao Wen insistiu que, como consumidor comum, não tinha capacidade nem obrigação de detectar erros técnicos no backend. “A página tem imagens, preço, botão de compra imediata, isso é uma interface de transação padrão.” Ele afirmou que, ao recusar o cumprimento do contrato sob alegação de erro interno, o comerciante violou gravemente o princípio da boa-fé e prejudicou a ordem do mercado.
À medida que o julgamento avançava, os fatos principais do caso tornaram-se mais claros.
O tribunal constatou que a página do produto apresentava informações como cor e modelo, mas continha falhas evidentes, como discrepância entre fabricante e marca, descrição incorreta de configurações e preço muito abaixo do valor de mercado. Quanto à exibição de “processamento no estoque” após o pedido, o réu explicou que foi um erro do sistema interno, e confirmou que, após o pedido, entrou em contato por telefone para pedir desculpas e explicar a situação.
A plataforma de comércio eletrônico, uma das partes ré, também afirmou claramente que, como plataforma, não deveria ser responsável solidariamente, e pediu a rejeição de todas as reivindicações do autor. Devido às grandes divergências, o réu recusou-se a aceitar mediação na audiência. Essa disputa, originada pela “compra por 1 yuan”, não teve sentença naquele dia.
Em 26 de fevereiro de 2026, após alguns meses, o jornalista do Fengmian News soube que o caso recebeu a sentença final, com o tribunal rejeitando todas as reivindicações do autor.
O juiz principal do caso, Zhou Jie, destacou que a formação e validade do contrato de compra online devem basear-se na oferta e na aceitação, com a manifestação de vontade verdadeira de ambas as partes. As informações do produto fornecidas pelo comerciante devem ser específicas e completas para configurar uma oferta; a realização do pedido pelo consumidor é uma aceitação, e a manifestação de vontade deve ser mútua para que o contrato seja válido. No presente caso, a página do produto continha informações incorretas, preços anormais, e o comerciante já havia informado previamente que o link não estava completo, além de que o preço não refletia a intenção real de venda, portanto, o contrato não foi formado. Este caso esclarece os critérios jurídicos para a validade de contratos de compra online, equilibrando os direitos do consumidor e o desenvolvimento do setor de comércio eletrônico, orientando os consumidores a uma compra racional, e os comerciantes a uma operação regulamentada, promovendo um ambiente de transações online justo e ordenado.
(Os nomes como Xiao Wen são pseudônimos.)