A situação no Irão agravou-se até um ponto crítico. Em meio a manifestações em massa e à queda catastrófica da moeda nacional, as autoridades do país decidiram bloquear o acesso à rede global praticamente para toda a população. Como consequência desta ação radical, cerca de 7 milhões de pessoas que utilizam ativamente ativos digitais ficaram desconectadas da internet.
Escala do problema e suas consequências económicas
A empresa de análise TRM Labs realizou uma pesquisa e publicou números impressionantes: durante a primeira metade de 2025, o volume de operações com criptomoedas no território do Irão atingiu a marca de 3,7 mil milhões de dólares americanos. Isso indica o quão profundamente os ativos digitais se enraizaram na vida financeira da população iraniana como uma alternativa aos sistemas tradicionais.
O chefe da firma de investimentos Bitwise, Hunter Horsley, posiciona o bitcoin como a ferramenta ideal para preservar o capital acumulado em condições onde a moeda estatal perde valor a uma velocidade acelerada.
Tecnologias alternativas: como a criptomoeda vive sem internet
O bloqueio do acesso à rede não significa uma interrupção total às transações com criptomoedas. Existem várias soluções inovadoras que permitem aos usuários permanecerem na jogada:
Canal de comunicação via satélite como plano B: No país, já está ativo o Starlink — internet via satélite que fornece conexão de alta velocidade independentemente da infraestrutura terrestre. Paralelamente, funciona a plataforma satelital Blockstream, especializada na transmissão de dados do bitcoin ao redor do planeta.
Redes wireless de curto alcance: O serviço descentralizado Bitchat opera com base na tecnologia Bluetooth e cria redes mesh locais. Desde o seu lançamento, o aplicativo foi baixado mais de 1,4 milhão de vezes e permite transmitir informações sobre operações diretamente entre dispositivos móveis.
Soluções de radiofrequência: O projeto Darkwire, desenvolvido por Cyb3r17, baseia-se em comunicação por rádio remoto para organizar uma rede mesh distribuída. Assim, é possível enviar transações de bitcoin sem acesso direto à internet.
Canal de telecomunicações: Machankura — serviço criado pelo desenvolvedor sul-africano Kgothatso Ngako — oferece uma rota alternativa: os usuários podem enviar e receber bitcoins através de redes móveis de telecomunicações, evitando a necessidade de conexão direta à internet.
Limitações técnicas e a realidade
Todos esses métodos têm uma característica comum: cedo ou tarde, requerem um dispositivo conectado à rede para registrar a transação no livro-razão distribuído do blockchain e obter a confirmação final da operação. Em outras palavras, são soluções temporárias e criativas, não uma alternativa permanente à internet completa.
No entanto, a própria existência dessas ferramentas demonstra a resiliência do ecossistema cripto e como as tecnologias descentralizadas se adaptam às condições de bloqueio total.
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Quando a rede caiu: como os iranianos continuam a negociar Bitcoin através de internet via satélite e ferramentas offline
A situação no Irão agravou-se até um ponto crítico. Em meio a manifestações em massa e à queda catastrófica da moeda nacional, as autoridades do país decidiram bloquear o acesso à rede global praticamente para toda a população. Como consequência desta ação radical, cerca de 7 milhões de pessoas que utilizam ativamente ativos digitais ficaram desconectadas da internet.
Escala do problema e suas consequências económicas
A empresa de análise TRM Labs realizou uma pesquisa e publicou números impressionantes: durante a primeira metade de 2025, o volume de operações com criptomoedas no território do Irão atingiu a marca de 3,7 mil milhões de dólares americanos. Isso indica o quão profundamente os ativos digitais se enraizaram na vida financeira da população iraniana como uma alternativa aos sistemas tradicionais.
O chefe da firma de investimentos Bitwise, Hunter Horsley, posiciona o bitcoin como a ferramenta ideal para preservar o capital acumulado em condições onde a moeda estatal perde valor a uma velocidade acelerada.
Tecnologias alternativas: como a criptomoeda vive sem internet
O bloqueio do acesso à rede não significa uma interrupção total às transações com criptomoedas. Existem várias soluções inovadoras que permitem aos usuários permanecerem na jogada:
Canal de comunicação via satélite como plano B: No país, já está ativo o Starlink — internet via satélite que fornece conexão de alta velocidade independentemente da infraestrutura terrestre. Paralelamente, funciona a plataforma satelital Blockstream, especializada na transmissão de dados do bitcoin ao redor do planeta.
Redes wireless de curto alcance: O serviço descentralizado Bitchat opera com base na tecnologia Bluetooth e cria redes mesh locais. Desde o seu lançamento, o aplicativo foi baixado mais de 1,4 milhão de vezes e permite transmitir informações sobre operações diretamente entre dispositivos móveis.
Soluções de radiofrequência: O projeto Darkwire, desenvolvido por Cyb3r17, baseia-se em comunicação por rádio remoto para organizar uma rede mesh distribuída. Assim, é possível enviar transações de bitcoin sem acesso direto à internet.
Canal de telecomunicações: Machankura — serviço criado pelo desenvolvedor sul-africano Kgothatso Ngako — oferece uma rota alternativa: os usuários podem enviar e receber bitcoins através de redes móveis de telecomunicações, evitando a necessidade de conexão direta à internet.
Limitações técnicas e a realidade
Todos esses métodos têm uma característica comum: cedo ou tarde, requerem um dispositivo conectado à rede para registrar a transação no livro-razão distribuído do blockchain e obter a confirmação final da operação. Em outras palavras, são soluções temporárias e criativas, não uma alternativa permanente à internet completa.
No entanto, a própria existência dessas ferramentas demonstra a resiliência do ecossistema cripto e como as tecnologias descentralizadas se adaptam às condições de bloqueio total.