Como a criptografia protege o seu mundo digital: desde os tempos antigos até aos computadores quânticos

Cada dia confia na criptografia, muitas vezes sem sequer reparar nisso. Quando faz login num site, paga online ou envia uma mensagem privada – tudo isto funciona graças a uma ciência invisível, mas extremamente poderosa. Não é apenas uma ferramenta técnica; a criptografia é a base da confiança no mundo digital. Neste artigo, vamos explicar como funciona, como evoluiu, quais algoritmos estão na sua base e como molda a nossa segurança, desde mensagens pessoais até à infraestrutura global de blockchain.

O que realmente faz a criptografia

A criptografia é a ciência dos métodos para garantir a confidencialidade, integridade da informação, autenticação e não repúdio. No entanto, por trás destes termos científicos estão tarefas muito práticas.

Imagine: tem uma mensagem secreta e precisa garantir que apenas o destinatário a possa ler. Inicialmente, as pessoas resolveram este problema de forma simples – substituindo letras por outras. Este foi o primeiro passo da criptografia. Hoje, ela opera com algoritmos matemáticos complexos, mas a essência permanece a mesma: transformar a informação de modo que seja inacessível a terceiros.

Os principais objetivos da criptografia resumem-se a quatro funções-chave:

Confidencialidade – apenas pessoas autorizadas podem aceder à informação. A sua mensagem encriptada permanece privada.

Integridade dos dados – garantia de que a informação não foi alterada durante a transmissão ou armazenamento, quer por acidente, quer de propósito.

Autenticação – verificação da autenticidade da origem dos dados. Como saber se a mensagem foi realmente enviada por quem diz ser?

Não repúdio – a pessoa não poderá depois negar que enviou a mensagem ou realizou uma transação.

No mundo atual, sem criptografia, operações financeiras seguras, comunicações governamentais protegidas, confidencialidade de mensagens e funcionamento de tecnologias inovadoras como blockchain e contratos inteligentes seriam impossíveis.

Onde a criptografia já o protege

A criptografia está presente em todo o lado, embora não a veja:

HTTPS e navegação segura na web. O ícone de cadeado na barra de endereços do navegador indica: a sua ligação ao site está protegida. Isto funciona graças aos protocolos TLS/SSL, que encriptam tudo o que é transmitido entre si e o servidor – passwords, dados de cartões de crédito, informações pessoais.

Mensageiros seguros. Signal, WhatsApp e outros apps usam encriptação de ponta a ponta. Isto significa: mesmo o operador do mensageiro não consegue ler as suas conversas, apenas você e o destinatário.

Redes Wi-Fi domésticas. Os protocolos WPA2 e WPA3 encriptam o seu tráfego contra administradores de rede e espiões.

Cartões bancários. Os microchips nos cartões contêm chaves criptográficas e realizam autenticação em cada transação, prevenindo clonagem.

Assinatura digital. Ordens, contratos, documentos oficiais são assinados digitalmente, garantindo a sua autenticidade e imutabilidade.

Blockchain e criptomoedas. Funções hash criptográficas e assinaturas digitais garantem a segurança, transparência e imutabilidade das transações. Compreender os fundamentos da criptografia é essencial para navegar no mundo dos ativos digitais.

VPN e anonimato. A encriptação do tráfego na internet ao usar redes públicas mantém a sua atividade oculta de observadores.

Criptografia vs encriptação: a diferença importante

Estes termos são muitas vezes usados como sinónimos, mas não são exatamente iguais.

Encriptação – é um processo, uma forma de transformar texto legível num formato incompreensível. Você introduz a informação, o algoritmo processa-a, e sai um conjunto de símbolos que não faz sentido. A desencriptação é a operação inversa.

Criptografia – é uma ciência muito mais ampla. Inclui o desenvolvimento de algoritmos de encriptação, mas também cobre:

  • Criptoanálise – a ciência de decifrar códigos e encontrar vulnerabilidades.
  • Protocolos – desenvolvimento de sistemas seguros de interação (TLS, protocolos de troca de chaves).
  • Gestão de chaves – criação, distribuição e armazenamento seguros de chaves criptográficas.
  • Funções hash – criação de “impressões digitais” para verificar a integridade.
  • Assinaturas digitais – métodos de autenticação e confirmação de autoria.

Encriptação é uma ferramenta da criptografia, mas nem tudo na criptografia se resume a ela.

Como a criptografia evoluiu ao longo de milénios

A história da criptografia é repleta de momentos dramáticos, ideias geniais e uma forte competição entre criadores de códigos e os seus invasores.

Exemplos antigos e Idade Média

No Antigo Egito (por volta de 1900 a.C.), as pessoas usavam hieróglifos não convencionais para esconder o significado do que escreviam. Em Esparta (século V a.C.), os guerreiros usavam scytale – uma vara de determinado diâmetro, em volta da qual enrolavam uma tira de pergaminho. A mensagem era escrita ao longo da vara, mas ao desenrolar a tira, o texto parecia uma sequência de letras sem sentido. Apenas quem tinha uma vara do mesmo diâmetro podia lê-la.

Um dos códigos mais famosos da antiguidade foi o Cifra de César (século I a.C.). Cada letra era simplesmente deslocada algumas posições no alfabeto. Simples, mas eficaz – até que os estudiosos árabes, liderados por Al-Kindi (século IX), desenvolveram o método de análise de frequência. Perceberam: se contar com que frequência aparecem as letras no texto cifrado, é possível deduzir quais são as letras originais.

Na Europa, popularizou-se a Cifra de Vigenère (século XVI). Na altura, era considerada inviolável. Para usá-la, precisava-se de uma palavra-chave que determinava o deslocamento para cada letra. Contudo, no século XIX, foi decifrada – Charles Babbage e Friedrich Kasiski mostraram como quebrá-la.

Século XX: a era das máquinas

Primeira Guerra Mundial mostrou o papel da criptografia. Decifrar telegramas Zimmermann contribuiu decisivamente para a entrada dos EUA no conflito.

Segunda Guerra Mundial foi a era dourada da criptografia mecânica. A máquina alemã Enigma era considerada praticamente invulnerável. Mas matemáticos polacos e britânicos, incluindo o lendário Alan Turing em Bletchley Park, desenvolveram métodos para a quebrar. A decifração das mensagens da Enigma influenciou o curso dos combates. Os japoneses tinham a sua própria máquina, a “Fioletowa” – e os americanos também aprenderam a invocá-la.

Revolução dos computadores

Os computadores mudaram tudo. Em 1949, Claude Shannon publicou o artigo fundamental “Teoria da Comunicação de Sistemas Secretos”, que estabeleceu as bases teóricas da criptografia moderna.

Os anos 70 trouxeram o DES (Padrão de Encriptação de Dados) – o primeiro padrão amplamente adotado. Era resistente na altura, mas com o aumento do poder computacional, tornou-se vulnerável.

A verdadeira revolução veio com a criptografia assimétrica (1976). Whitfield Diffie e Martin Hellman propuseram um conceito que parecia impossível: o que fazer se existissem duas chaves diferentes – uma para encriptar (pública), outra para desencriptar (privada)? Logo surgiu um algoritmo prático – RSA (Rivest, Shamir, Adleman), que ainda hoje é usado.

Tipos de criptografia que moldam o presente

Existem duas abordagens principais para encriptação:

Criptografia simétrica

Uma única chave é usada tanto para encriptar como para desencriptar. É como uma fechadura e uma chave – quem tem a chave, abre.

Vantagens: Muito rápida, ideal para grandes volumes de dados (fluxos de vídeo, bases de dados, arquivos).

Desvantagens: Problema na transmissão segura da chave. Se a chave for interceptada, toda a segurança desmorona. Cada par de participantes precisa de uma chave própria.

Exemplos de algoritmos: AES (padrão mundial atual), 3DES, Blowfish, GOST 28147-89 e GOST R 34.12-2015 (padrões russos).

Criptografia assimétrica

Dois chaves matematicamente relacionadas: uma pública e uma privada. Qualquer pessoa pode encriptar com a chave pública, mas só o detentor da chave privada consegue desencriptar.

Analogia: Caixa de correio. Qualquer pode colocar uma carta, mas só o dono consegue abrir.

Vantagens: Resolve o problema da troca segura de chaves. Permite implementar assinaturas digitais. Base para comércio eletrónico seguro e protocolos criptograficamente protegidos (SSL/TLS).

Desvantagens: Muito mais lenta que a simétrica. Inadequada para encriptar grandes volumes de dados diretamente.

Exemplos: RSA, ECC (Criptografia de Curva Elíptica – mais eficiente), Diffie-Hellman.

Como funcionam juntos

Na prática, costuma usar-se uma abordagem híbrida. TLS/SSL (base do HTTPS) funciona assim: o algoritmo assimétrico troca chaves de forma segura, e depois o algoritmo simétrico rápido (AES) encripta o tráfego principal.

Funções hash criptográficas: impressões digitais

Uma função hash é uma operação matemática que transforma dados de qualquer tamanho numa cadeia de comprimento fixo (hash, impressão digital).

Propriedades importantes:

Unidirecionalidade: É impossível recuperar os dados originais a partir do hash. É como uma compressão que não pode ser revertida.

Determinismo: Os mesmos dados sempre geram o mesmo hash. Mudar um símbolo altera completamente o hash.

Resistência a colisões: É praticamente impossível encontrar dois conjuntos de dados diferentes com o mesmo hash.

Aplicações: Verificação de integridade de ficheiros (baixou um programa – comparou o hash), armazenamento seguro de passwords (apenas os hashes ficam na base), assinaturas digitais, e especialmente – blockchain (ligação de blocos, identificação de endereços de carteiras).

Padrões: SHA-256, SHA-512 (usados globalmente), SHA-3 (mais recente), GOST R 34.11-2012 “Streebog” (padrão russo).

A ameaça dos computadores quânticos e novas soluções

A chegada de computadores quânticos potentes representa uma ameaça existencial à maioria dos algoritmos assimétricos atuais (RSA, ECC). Um computador quântico com o algoritmo de Shor poderá quebrar esses sistemas em tempo razoável.

O mundo responde com duas estratégias:

Criptografia pós-quântica. Novos algoritmos estão a ser desenvolvidos (baseados em grelhas, códigos, hashes, polinómios multidimensionais), resistentes tanto a ataques clássicos como quânticos. O NIST está a standardizar esses algoritmos.

Criptografia quântica. Não para cálculos, mas para proteção de chaves. Distribuição de chaves quânticas (QKD) permite que duas partes troquem chaves de modo que qualquer tentativa de interceptação seja inevitavelmente detectada. As tecnologias já existem e estão a ser testadas em projetos piloto.

Criptografia vs esteganografia

Muitas vezes confundem-se estes dois conceitos:

Criptografia torna a mensagem ilegível, mas todos percebem que há algo escondido.

Esteganografia oculta a própria existência da mensagem. O texto secreto pode ser escondido dentro de uma fotografia, ficheiro de som, até mesmo num artigo. À primeira vista, é uma imagem comum, mas na realidade, contém um documento cifrado.

A melhor abordagem é combinar ambos: primeiro encriptar a mensagem (criptografia), depois escondê-la (esteganografia). Dois níveis de proteção.

Como a criptografia o protege todos os dias

Internet e ligações seguras

TLS/SSL (base do HTTPS): Quando faz login, paga, envia dados – tudo via canal encriptado. O protocolo autentica o servidor (verifica o certificado), troca chaves e encripta o tráfego com AES.

E2E nos mensageiros: Signal, WhatsApp e outros usam encriptação de ponta a ponta. As suas conversas só são visíveis para si e para o destinatário.

DNS via HTTPS/TLS: Esconde quais os sites que visita, de operadores e observadores.

Segurança financeira

Banca online: Proteção de sessões, encriptação de bases de dados, autenticação multifator com elementos criptográficos.

Cartões bancários (EMV): Microchips contêm chaves criptográficas e verificam a autenticidade do cartão em cada operação.

Sistemas de pagamento: Visa, Mastercard, Mir usam protocolos criptográficos complexos para autorização e proteção.

Assinatura digital e documentos

Mecanismo criptográfico que confirma autoria e integridade do documento. O hash do documento é encriptado com a chave privada, o destinatário desencripta com a chave pública e compara. Se os hashes coincidirem, significa que o documento é realmente do autor e não foi alterado.

Aplicações: documentos jurídicos, relatórios oficiais, licitações eletrónicas.

Proteção de sistemas corporativos

1C e plataformas russas frequentemente integram com CryptoPro CSP ou VipNet CSP para:

  • Submissão de relatórios eletrónicos com assinatura digital
  • Gestão eletrónica de documentos com parceiros
  • Participação em concursos públicos
  • Encriptação de dados críticos

O uso de padrões GOST é obrigatório para sistemas de informação governamentais e que lidam com segredos de Estado.

Blockchain e criptomoedas

A criptografia é o coração do blockchain. Funções hash ligam blocos, assinaturas digitais autenticam transações. Compreender a criptografia é essencial para entender a segurança dos ativos digitais.

Criptografia em diferentes países do mundo

Rússia: tradição e padrões

A Rússia possui uma escola matemática profunda na área da criptografia. Tem padrões próprios (GOST), desenvolvidos pelo Estado:

  • GOST R 34.12-2015: Encriptação simétrica (“Kuznechik” e “Magma”).
  • GOST R 34.10-2012: Assinaturas digitais em curvas elípticas.
  • GOST R 34.11-2012: Função hash “Streebog”.

O uso de GOSTs é obrigatório ao lidar com segredos de Estado e muitas vezes exigido por reguladores.

FSB da Rússia licencia atividades criptográficas e certifica dispositivos. FSTEK regula a proteção técnica da informação.

Empresas russas (CryptoPro, InfoTeKS, Kod Bezopasnosti) desenvolvem soluções avançadas de segurança da informação.

EUA: padrão mundial

NIST (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia) define padrões globais. Desenvolveu o AES, a série SHA, e atualmente realiza concursos para algoritmos pós-quânticos.

NSA participou na história do desenvolvimento da criptografia, embora a sua influência nos padrões seja muitas vezes controversa.

Universidades americanas (MIT, Stanford) e empresas lideram a investigação em criptografia.

Europa: privacidade e soberania

GDPR exige proteção adequada dos dados pessoais, onde a criptografia é uma ferramenta fundamental.

ENISA (Agência Europeia de Cibersegurança) promove padrões e boas práticas.

Países europeus (Alemanha, França, Reino Unido) têm centros de investigação de topo.

China: independência tecnológica

A China desenvolve ativamente algoritmos próprios (SM2, SM3, SM4) para soberania tecnológica.

Regula estritamente a criptografia e investe em tecnologias pós-quânticas e investigação quântica.

Padrões internacionais que unem o mundo

  • ISO/IEC: Padrões globais para TI e segurança.
  • IETF: Padrões da Internet (TLS, IPsec, PGP).
  • IEEE: Aspectos criptográficos de tecnologias de rede.

Os padrões nacionais são importantes, mas os internacionais garantem compatibilidade e confiança.

Carreira em criptografia: o futuro para investigadores

A procura por especialistas cresce exponencialmente.

Que profissionais procuram

Investigador de criptografia (: Desenvolve novos algoritmos, avalia a sua resistência, estuda a criptografia pós-quântica. Requer conhecimentos profundos de matemática – teoria dos números, álgebra, teoria da complexidade.

Criptoanalista: Analisa códigos, procura vulnerabilidades. Trabalha na defesa )para corrigir( ou em serviços de inteligência.

Engenheiro de segurança da informação: Implementa sistemas criptográficos na prática – VPNs, PKI, sistemas de encriptação, gestão de chaves.

Programador de software seguro: Sabe usar corretamente bibliotecas e APIs criptográficas para proteger aplicações.

Pentester: Procura vulnerabilidades em sistemas, incluindo erros na criptografia.

) Competências necessárias

  • Matemática ###fundamental(
  • Conhecimento de algoritmos e protocolos
  • Programação )Python, C++, Java(
  • Tecnologias de rede e sistemas operativos
  • Pensamento analítico e atenção aos detalhes
  • Aprendizado contínuo

) Onde estudar

Universidades: MIT, Stanford, ETH Zurique e outras oferecem programas fortes.

Online: Coursera, edX, Udacity – cursos de professores de topo.

Prática: Plataformas como CryptoHack, competições CTF desenvolvem habilidades.

Livros: Simon Singh “O Livro dos Códigos”, Bruce Schneier “Criptografia Aplicada”.

Oportunidades de carreira

Encontram trabalho em:

  • Empresas de TI
  • Instituições financeiras ###bancos, sistemas de pagamento, plataformas cripto(
  • Telecomunicações
  • Órgãos governamentais
  • Indústria de defesa
  • Empresas de consultoria

Os salários na cibersegurança são superiores à média do mercado de TI, especialmente para profissionais experientes. O ritmo de desenvolvimento é intenso, os desafios mudam constantemente.

Perguntas frequentes

) O que fazer em caso de erro de criptografia?

“Erro de criptografia” é uma expressão geral que surge em vários contextos. As causas podem ser: licença expirada, problemas com o certificado, incompatibilidade de versões, configurações incorretas.

Ações:

  1. Reinicie o programa/computador
  2. Verifique a validade do certificado
  3. Atualize o sistema, navegador, hardware criptográfico
  4. Confira as configurações segundo a documentação
  5. Experimente outro navegador
  6. Contacte a entidade de certificação ou suporte técnico

O que é um módulo criptográfico?

Componente de hardware ou software, especialmente projetado para operações criptográficas: encriptação, desencriptação, geração de chaves, cálculo de hashes, criação de assinaturas digitais.

Como ensinar criptografia a uma criança?

  • Estude a história ###códigos de César e Vigenère – ótimo começo(
  • Resolva enigmas criptográficos )CryptoHack, CTF(
  • Leia livros populares sobre codificação e segurança
  • Implemente cifrões simples na sua linguagem de programação
  • Faça cursos online para iniciantes no Stepik ou Coursera
  • Aprenda o básico de matemática )álgebra, teoria dos números(

Resumo

A criptografia não é um conjunto de fórmulas; é a base da confiança no mundo digital. Desde mensagens pessoais até sistemas financeiros internacionais, do proteção estatal ao blockchain – ela constrói a segurança de todos os processos digitais.

Percorremos a sua evolução, desde bastões antigos e letras simples até às tecnologias quânticas. Compreender os fundamentos da criptografia deixou de ser um luxo – é uma necessidade para quem leva a sério a sua segurança digital.

A extração e análise de dados aceleram, as ameaças multiplicam-se, mas a criptografia evolui juntamente com elas. Algoritmos pós-quânticos, criptografia quântica, sistemas distribuídos de proteção – o futuro é agora. O desenvolvimento não vai parar.

Cuide da sua segurança digital. Use ferramentas confiáveis, verifique certificados, entenda como funcionam os sistemas que utiliza. A criptografia trabalha para si – desde o navegador até às infraestruturas estatais. Ser um utilizador consciente é ser um utilizador protegido.

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