
“Nesta economia” é uma expressão usada para se referir ao cenário macroeconômico atual, geralmente marcado por incertezas, juros elevados ou crescimento desacelerado. O termo evidencia como o capital se torna mais caro, os mercados mais seletivos e os ativos de risco sofrem maior volatilidade.
Essa expressão aparece com frequência nas redes sociais porque influencia as decisões financeiras e de investimento de todos. Seja ao tratar de taxas de hipoteca, financiamento corporativo ou negociação de criptoativos, tanto o custo do capital quanto o sentimento de mercado estão em constante mudança. Entender esse contexto evita que oscilações de curto prazo sejam confundidas com tendências de longo prazo.
As taxas de juros representam o custo do dinheiro emprestado. Quanto mais altas, mais difícil e caro é acessar capital. Liquidez é o dinheiro disponível e o poder de compra no mercado; quanto maior a liquidez, mais fácil executar operações. Pense nelas como torneiras: se os juros apertam, a liquidez seca.
Com o aumento das taxas, o capital tende a migrar para ativos mais seguros, tornando os ativos de risco, como cripto, mais sujeitos a vendas acentuadas. A redução da liquidez enfraquece a proteção nas operações, levando os preços a reagirem mais fortemente a notícias e aumentando a volatilidade de curto prazo.
No segundo semestre de 2024, as principais economias mantiveram juros elevados por um longo período. As expectativas do mercado sobre cortes de juros oscilaram, levando a liquidez a migrar entre diferentes classes de ativos. Essas mudanças afetam diretamente a atividade e a volatilidade do mercado cripto.
Criptoativos são considerados ativos de risco, tornando-se muito sensíveis a juros e ao sentimento do mercado. Neste cenário, o desempenho diverge: os tokens principais são mais resilientes, enquanto moedas menores são mais frágeis.
O Bitcoin é o “blue chip” do universo cripto; em períodos de aversão ao risco, o capital costuma migrar para ele. Já o Ethereum, por seu amplo ecossistema, depende mais do avanço tecnológico e do crescimento das aplicações. Historicamente, períodos em que o halving do Bitcoin coincide com mudanças macroeconômicas (como após o halving de 2024) registram picos de negociação e volatilidade.
Em termos de dinâmica de mercado, expectativas de queda nos juros e melhora da liquidez favorecem a tomada de risco, com os ativos líderes puxando o movimento. Quando o cenário piora, as correções são rápidas e concentradas. Em vez de apostar em direções, estabeleça limites de posição e gestão de risco para garantir sustentabilidade.
Stablecoins são tokens digitais lastreados em moedas fiduciárias (geralmente o dólar americano), buscando manter paridade 1:1 e funcionando como “dinheiro on-chain”. Elas atuam como uma carteira digital, permitindo entradas e saídas rápidas e ajustes flexíveis de posição.
Em momentos de volatilidade, as stablecoins cumprem três funções principais: primeiro, como refúgio temporário ao converter posições incertas enquanto se aguarda novas oportunidades; segundo, na gestão de caixa—usando stablecoins em produtos de rendimento para retornos básicos; terceiro, como reserva para negociação—mantendo fundos disponíveis para agir rapidamente diante de movimentos de preço.
Ao escolher stablecoins, priorize transparência de emissão e reservas, atividade on-chain e suporte cross-chain. Lembre-se: stablecoins não são isentas de risco—sempre avalie a conformidade regulatória e a divulgação das reservas pelos emissores.
A prioridade é garantir sustentabilidade antes de buscar lucro. Veja algumas regras para reduzir perdas inesperadas:
1º passo: Defina limites de posição. Divida o capital em partes e impeça que qualquer ativo ultrapasse um percentual pré-estabelecido—assim, uma única operação não compromete o portfólio.
2º passo: Estabeleça pontos de stop-loss e planos de contingência. Defina um preço de saída para cada posição, permitindo encerramentos automáticos e evitando decisões emocionais.
3º passo: Use compras e vendas parceladas (dollar-cost averaging). Espalhe operações ao longo do tempo para se proteger das incertezas de preço, evitando tentar prever topos ou fundos e reduzindo riscos de timing.
4º passo: Separe posições de longo e curto prazo. Para o longo prazo, foque em fundamentos e aplicações; para o curto, mantenha disciplina e evite alavancagem.
Gestão de risco não é perfeição, mas permanência. O objetivo é estar presente para aproveitar as próximas tendências.
Antes de negociar, esclareça seus objetivos, orçamento e ferramentas. Siga este roteiro:
1º passo: Defina seu orçamento. Invista apenas o que pode perder—nunca comprometa despesas essenciais nem recorra a empréstimos.
2º passo: Prefira ativos líderes. Opte por ativos líquidos, como Bitcoin e Ethereum, para reduzir riscos de liquidez.
3º passo: Adote compras recorrentes (dollar-cost averaging). Divida o investimento em pequenas parcelas ao longo do tempo para aliviar a pressão de timing.
4º passo: Aprenda a administrar stablecoins. Use stablecoins como reserva de caixa; combine com produtos de rendimento para retornos básicos e mantenha flexibilidade para agir rapidamente.
5º passo: Desenvolva hábitos de gestão de risco. Antes de cada operação, registre o motivo da entrada, critérios de saída e tamanho da posição para evitar perder o controle durante a execução.
A Gate oferece recursos que conectam o planejamento à execução, permitindo que você coloque suas estratégias em prática.
Utilize as ferramentas de compra recorrente para adquirir tokens automaticamente em intervalos definidos, evitando riscos de entrada única. Os alertas de preço notificam quando o ativo atinge a faixa desejada, dispensando monitoramento constante.
Em períodos de volatilidade, considere produtos de rendimento e investimento conservador da Gate—use stablecoins para garantir retornos básicos e mantenha a flexibilidade para resgatar quando surgirem oportunidades.
Se adotar estratégias de grid ou quantitativas, controle a alocação e as faixas de risco para evitar exposição excessiva em mercados extremos. Recursos de alavancagem ou derivativos não são recomendados para iniciantes; sempre faça avaliações criteriosas e defina stops rigorosos.
Primeiro erro: Tratar “nesta economia” como resposta universal. Tendências macroeconômicas são apenas contexto—não sinal de negociação. Fundamentos e liquidez variam entre tokens.
Segundo erro: Focar só nos juros e ignorar o ritmo do mercado. Mudanças nas expectativas sobre política monetária podem movimentar o mercado antes das decisões oficiais; os preços podem reagir antecipadamente ou com atraso.
Terceiro erro: Ignorar riscos de emissão e reservas das stablecoins. Stablecoins não são contas de poupança—acompanhe transparência e conformidade, e diversifique entre diferentes stablecoins para evitar riscos concentrados.
Quarto erro: Excesso de confiança. Períodos de alta volatilidade levam operadores a buscar ganhos rápidos ou vender no pânico—disciplina e registro são mais valiosos que inspiração.
“Nesta economia” lembra que é preciso avaliar custos de capital e liquidez antes de pensar em posições ou retornos. Juros moldam o apetite por risco; liquidez afeta execução e volatilidade. Stablecoins facilitam a gestão de caixa; compras recorrentes e ajuste de posições aumentam a resiliência; ferramentas transformam estratégia em ação; controles de risco permitem avançar. Independentemente do ciclo, segurança do capital e disciplina são indispensáveis—use o tempo a seu favor para garantir sua vaga no próximo ciclo de oportunidades.
Durante recessões, ativos tradicionais (imóveis, ações, títulos) tendem a se desvalorizar e perder poder de compra. O desemprego e a estagnação da renda aumentam o estresse financeiro. Diversificar investimentos, manter reservas em caixa e buscar ativos de proteção contra inflação são estratégias ainda mais relevantes nesses períodos.
Recessões fazem os preços dos ativos caírem, permitindo que ativos de alta qualidade fiquem subvalorizados—um bom momento para entradas estratégicas a custos atrativos. Historicamente, muitos investidores compraram na baixa durante crises e obtiveram retornos expressivos na recuperação. Porém, toda oportunidade envolve riscos—conhecimento e atenção são essenciais.
Em cenários de desaceleração, priorize ativos de baixo risco (caixa, títulos públicos) para proteção; ativos de proteção inflacionária (ouro, cripto) para compensar riscos; e produtos que combinem retorno elevado e baixo risco (como ofertas de rendimento na Gate). Use uma estratégia diversificada—nunca concentre tudo em um único ativo.
Em recessões, receitas empresariais e rendas pessoais caem, reduzindo a capacidade de pagamento e aumentando o risco de inadimplência. Juros altos ampliam o risco da alavancagem. Reduzir o endividamento e evitar alavancagem excessiva são essenciais para evitar liquidações forçadas.
Criptoativos têm baixa correlação com mercados financeiros tradicionais e podem apresentar desempenho independente em períodos difíceis. Porém, o mercado cripto é mais volátil e menos líquido—o que aumenta o risco. Cripto pode ser proteção complementar, mas deve ser equilibrado com ativos tradicionais para uma gestão de risco eficiente.


